Um exemplo de gestão de marca: Hellmann’s Brasil (Unilever)

Há alguns meses comentei no Twitter sobre as diferenças entre os lacres de segurança dos produtos Hellmann’s (aquele “selinho” que fica abaixo da tampa e que precisa ser retirado antes de usarmos o produto). Enquanto alguns (como os de ketchup) eram fáceis de remover, outros (como os da mostarda) precisavam ser cortados com uma faca, já que era impossível removê-los de outra forma.

Pois qual não foi minha surpresa quando a Hellmann’s Brasil (@hellmannsbrasil) entrou em contato comigo, via Twitter, dizendo que o problema já havia sido identificado e resolvido, e que eles me enviariam um novo frasco de mostarda Hellmann’s para que eu pudesse conferir a mudança.

hellmann's

Atitudes assim deveriam servir de exemplo para outras empresas que têm perfil em redes sociais.

Se uma mega-corporação como a Unilever consegue… todas deveriam conseguir.

Art & Copy (download)

Meu parceiro Tio .faso — com quem tenho longos debates sobre pirataria e direitos autorais — que me perdoe, mas tenho que compartilhar os links para download do fantástico documentário Art & Copy, de Doug Pray (o mesmo cara de Hype!), lançado nos “US and A” no início de 2009, já disponível na Amazon por US$13 (DVDs usados), e que, provavelmente, NUNCA será lançado aqui no Brasil.

Como o documentário está em inglês, sem legenda, não vou me dar o trabalho de traduzir o “plot summary”, retirado IMDB.

“…it reveals the work and wisdom of some of the most influential advertising creatives of our time — people who’ve profoundly impacted our culture, yet are virtually unknown outside their industry. Exploding forth from advertising’s “creative revolution” of the 1960s, these artists and writers all brought a surprisingly rebellious spirit to their work in a business more often associated with mediocrity or manipulation: George Lois, Mary Wells, Dan Wieden, Lee Clow, Hal Riney and others featured in ART & COPY were responsible for “Just Do It,” “I Love NY,” “Where’s the Beef?,” “Got Milk,” “Think Different,” and brilliant campaigns for everything from cars to presidents.”

Abaixo, o trailer…

…e links para download das 4 partes: Parte1, Parte2, Parte3 e Parte4.

Mayara Petruso e a xenofobia no Twitter

Perfeito seria se não houvesse xenofobia, homofobia e preconceito racial.

Mas eu já me contentaria se ao menos os estudantes universitários de classe média — que supostamente representam 4% da elite intelectual do país, culta e esclarecida — não fossem os responsáveis por difundir essa forma de preconceito.

Mayara Petruso xenofobia

Mayara Petruso xenofobia

Mayara já apagou suas contas no Twitter e Facebook, mas o registro fica aqui, pra que ela não esqueça do dia em que, ao invés de se desculpar publicamente pelas besteiras que disse, optou por se esconder e fingir que nada aconteceu.

UPDATE

E ainda tem gente que apoia os cometários da Mayara e aproveita pra chamar os nordestinos de ladrões, assassinos e estupradores.

Apoio Mayara

UPDATE 2

Lamento mas, pela primeira vez, me vejo forçado a fechar os comentários para um post. O fluxo de mensagens tem sido muito grande e não tenho tempo pra ficar moderando as ameaças de violência e xingamentos que têm sido publicados.

“As loucuras dos especialistas”

Cheguei ao final do excelente “Memória Vegetal” e aproveito para transcrever abaixo alguns dos trechos do subcapítulo “As loucuras dos especialistas”, onde Umberto Eco cita alguns comentários — não muito felizes — feitos por editores e críticos literários, sobre obras e autores de diferentes épocas.

Uma pequena lista de citações que os “especialistas” da atualidade deveriam manter à vista sempre que fossem escrever uma resenha. Afinal, ninguém quer ser lembrado como “o sujeito que recusou os originais de Tolkien para O Senhor dos Anéis“.

Emily Brontë: “Em O morro dos ventos uivantes, os defeitos de Jane Eyre [da irmã de Charlotte] são multiplicados por mil. Pensando bem, o único consolo que nos restará é o pensamento de que o romance nunca será popular” (James Lorimer, North British Review, 1849).

Em 1851, Moby Dick foi recusado na Inglaterra com a seguinte avaliação: “Não achamos que possa funcionar no mercado da literatura para jovens. É longo, de estilo antiquado, e cremos que não merece a reputação de que parece gozar.”

Flaubert, em 1856, viu repelida sua Madame Bovary com esta carta: “Cavalheiro, o senhor sepultou seu romane num cúmulo de detalhes que são bem desenhados mas totalmente supérfulos.”

De Emily Dickinson, o primeiro manuscrito de poemas foi rejeitado em 1862 com: “Dúvida. As rimas estão todas erradas.”

H. G. Wells, A máquina do tempo, 1895: “Pouco interessante para o leitor comum e não suficientemente aprofundado para o leitor científico.”

Colette, Claudine na escola, 1900: “Não conseguiria vender nem dez exemplares.”

Henry James, A fonte sagrada, 1901: “Decididamente, dá nos nervos… Ilegível. O sentido do esforço torna-se exasperante ao máximo grau. Não há história”.

James Joyce, Dedalus, 1916: “No final do  livro tudo se desintegra. Tanto a escrita quanto as ideias explodem em fragmentos meio úmidos, como polvorim molhado.”

George Orwell, A revolução dos bichos, 1945: “Impossível vender histórias de animais nos USA.”

Sobre Molloy, de Becket, 1951: “Não faz sentido pensar numa publicação: o mau gosto do público americano não coincide com o mau gosto da vanguarda francesa.”

Para o Diário de Anne Frank, 1952: “Esta jovem não me parece ter uma percepção especial, ou seja, o sentimento de como se pode levar este livro acima de um nível de simples curiosidade.”

Nabokov, Lolita, 1955: “Deveria ser contado a um psicanalista, o que provavelmente se fez, e foi transformado num romance que contém alguns passos de bela escritura, mas é excessivamente nauseant, até para o mais iluminado dos freudianos… Recomendo sepultá-lo por mil anos.”

Pra concluir (senão acabo transcrevendo todo o livro), seguem abaixo 3 anotações, extraídas de diários, que mostram que até os gênios podem ter dias ruins.

Tchaikovski, em seu diário, escrevia sobre Brahms: “Estudei longamente a música daquele tratante. É um bastardo, desprovido de qualidades.”

No Diário de Virgínia Woolf, lê-se: “Acabo de ler Ulysses e o considero um insucesso… É prolixo e desagradável. É um texto rústico, não só no sentido objetivo, mas também do ponto de vista literário.”

Manet, sobre Renoir, dizia a Monet: “Aquele rapaz não tem o mínimo talento.”

Os inimigos dos livros

O trecho abaixo, retirado das primeiras páginas do livro “A memória vegetal”, de Umberto Eco, me fez lembrar da fantásitca Biblioteca Pote de Mel, organizada pelo Alessandro Martins, do Livros e Afins. Uma biblioteca verdadeiramente amiga dos livros.

“Há outros inimigos dos livros: aqueles que os escondem. Há muitos modos de esconder os livros. Não criando uma rede suficiente de bibliotecas volantes, escondem-se os livros, que afinal custam dinheiro, das pessoas que não os podem comprar. Dificultando o acesso às bibliotecas, de tal modo que  para pedir dois livros seja necessário preencher dez fichas e esperar uma hora, subtraem-se os livros aos seus consumidores normais. Também se escondem os livros abandonando nossas grandes bibliotecas históricas à deterioração. É preciso combater aqueles que escondem os livros, porque são tão perigosos quanto as brocas.”

Fiz uma doação para a BiblioPote há algum tempo e acho que você deveria fazer o mesmo.

Pilha de livros para outubro de 2010

E retomando as atividades por aqui… segue minha lista de leituras para esse mês.
Livros para outubro de 2010
1. A Memória vegetal, Umberto Eco.
2. Sociologia da Cultura, Laurent Fleury.
3. Os 100 livros que mais influenciaram a humanidade, Martin Seymour-Smith.
4. A espetacular arte de desenhar quadrinhos, Lederly Mendonça.
5. Da cor à cor inexistente, Israel Pedrosa.
_______________

Artes e Design, 1º dia (faltam 1459 dias)

Voltar às salas de aula da UFJF para mais 3 ou 4 anos de estudo deveria ser muito empolgante… mas, infelizmente, não é. Já conheço os jogos de poder, as fogueiras de vaidades do corpo docente e a inércia intelectual de uma enorme massa de acadêmicos que buscam apenas conseguir um diploma universitário com o menor esforço possível.

Depois de 2 graduações, de participar da política estudantil em diretórios acadêmicos e dos anos como bolsista de pesquisa, monitoria e extensão, a única coisa que me surpreenderia na aula de amanhã seria ver um professor entrar em sala, às 8h da manhã, dizendo a verdade aos calouros.

Malvados


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" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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