Kindle, Reader e e-Books

Kindle 2Há algumas semanas eu e @lcampanati (que mora nos EUA) temos conversado sobre a possibilidade de compra de um leitor de livros eletrônicos… mais especificamente o Kindle, da Amazon. Há algum tempo venho usando como leitor de e-books — tanto no notebook quanto no iPhone o aplicativo Stanza, mas a tela brilhante dos aparelhos não torna a leitura uma experiência agradável.

Foi durante esse processo de troca de experiências e idéias que acabei assistindo o programa Espaço Aberto, exibido no dia 29 de junho pela Globo News, que além de falar sobre leitores de livros eletrônicos (Kindle 2, Kindle DX, Reader, etc) e explicar como funciona o papel eletrônico (e-paper), mostrou a opinião de usuários dos aparelhos (um número muito pequeno, mesmo nos EUA).

Pros que ainda não sabem muito bem o que são livros eletrônicos (e-books) ou os que acham que e-book é sinônimo de arquivo .PDF, segue um link bem bacana (dica do Alessandro Martins, do blog Livros e Afins) sobre o ePub, padrão internacional para e-books.

Pros quem também estão pensando em comprar um desses aparelhos ou apenas se interessam pelo assunto, coloquei o vídeo do programa (dividido em parte 1, parte 2 e parte 3) no canal Dois Espressos, no YouTube. Logo abaixo, a primeira parte.

Cão espancado, PL 4548 e vegetarianismo

Muita coisa pra um post só, mas tentarei ser breve.

Você já deve estar sabendo dos 3 rapazes de Quintão, litoral norte do Rio Grande do Sul, que foram indiciados pelo crime de abuso e maus-tratos a um cão (o tal artigo 32, que alguns querem que desapareça). O animal foi espancado cruelmente e um vídeo com as imagens foi colocado no YouTube.

Em depoimento eles afirmaram que a ordem para matar o cão partiu da tutora do animal. Ela teria dito que o cachorro atacou galinhas que vivem no pátio da casa. O crime aconteceu no dia 19 de junho e o vídeo foi publicado sete dias depois. Amanhã, a tutora do animal deve prestar depoimento. O delegado Peterson Benitez ficou chocado com as imagens (via ANDA)

Não colocarei aqui link para as imagens, mas quem viu não tem dúvidas sobre o nível de sadismo dos envolvidos.

Hoje pela manhã, ao conferir o Twitter, vi o seguinte comentário do colega Alessandro Martins:

gameverdog

Onívoro que sou — e sabendo que o Alessandro é vegetariano — fiquei com as seguintes dúvidas:

1. Para os vegetarianos existe mesmo uma relação direta entre o abate de animais para alimentação e o espancamento cruel, covarde e sádico de um cão, por pura diversão? Para vocês essas duas mortes são, para todos os efeitos, iguais?

2. Onívoros (como eu) não têm o direito moral de criticar nenhum tipo de prática que envolva morte de animais?

Gostaria, verdadeiramente, de saber o que pensam os vegetarianos sobre esse tema.

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UPDATE (em resposta aos comentários):

1. Favor não confundir vegetarianismo com veganismo.

2. Não estou discutindo se humanos podem/devem ou não ser vegetarianos. O que eu quero saber é se o fato de eu comer carne tornam incoerentes as minhas críticas ao espancamento cruel de um animal de estimação.

3. Não existem estudos conclusivos a respeito da possibilidade de humanos adotarem uma dieta exclusivamente vegetriana. Poderia linkar aqui centenas (senão milhares) de pesquisas, escritas por hematologistas de todo o mundo, apontando a deficiência de ferritina e problemas de partos prematuros (dentre outros) causados por uma dieta exclusivamente vegetariana (e, além do mais, esse também não é o assunto do post).

Simone White – I am the man (download)

Simone WhiteGosto de aproveitar viagens de ônibus para conhecer novos artistas e sempre que vou viajar transfiro 3 ou 4 álbuns novos para o iPod.

Dentre os álbuns que pularam hoje pro iPod está I am the man” (download direto, 40MB), da cantora norte-americana de folk-rock Simone White.

Quem quiser ter uma idéia de como é o som da moça pode começar ouvindo Mary Jane e algumas outras na página MySpace de Simone White.

Pros que chegaram via Google, vale dar uma olhada nos outros álbuns que já passaram aqui pelo Dois Espressos.

Músicas para se ouvir num fim de tarde, sentado no gramado da Praça da Matriz, em Vassouras (ou em qualquer outro gramado de qualquer outra praça).

igreja

Retweet #3 (cegonhas, coxambranças e trolls)

CegonhaPros que ainda não viram (saiu já tem um tempo) o novo curta da Pixar, Partly Cloudy, exibido antes do tão aguardado Up (estréia marcada para setembro no Brasil), é mais uma prova de que a DreamWorks ainda tem que comer muita feijão (via Smelly Cat).

O ilustríssimo @guilhermebriggs soltou um tweet com link para download direto de um dos muito exemplos de filmes que não têm a menor graça no audio original, mas na versão dublada são imperdíveis! Baixe AGORA “O filme mais idiota do mundo“.

Cultura FracassouVia feed do Livros e Afins, uma sentença por estupro dada por um juiz de Porto da Folha, em Sergipe, no ano de 1833. Veja qual foi a pena para o “sujeito sem vergonha que não nega as suas coxambranças e ainda fez isnoga das encomendas de sua victima”.

Pra terminar, leia o excelente texto do @marioamaya sobre flaming, trolls e cyber-bullying (via feed do Different Thinker). Segue um trecho.

A cultura fracassou. Facetas desse fracasso são a incapacidade de comunicar-se civilizadamente, porque o próprio conceito de um comportamento civilizado desmoronou. Também caracterizam nossa época a vontade exacerbada de falar e nenhuma de ouvir. A intimidação como ferramenta de prestígio social. O recurso fácil ao rótulo para classificar tudo sem precisar explicar. O desinteresse por ideias que não sejam as suas próprias. Falta de compreensão das motivações pessoais alheias. Tendência a desconsiderar a possibilidade de uma declaração conter senso de humor e ironia. Ausência de empatia com os sentimentos de quem não se conhece em pessoa. A opção primária pela ameaça para “marcar território”. A crítica que não visa comentar visando o melhoramento de algo, somente destruí-lo.

Chegamos ao ponto lamentável em que crítica e ataque, comentário e provocação, sempre são tomados como uma e mesma coisa. E a única defesa conhecida por quem assim pensa é outro ataque pior. Em apenas duas ou três respostas, já temos um flamewar.

Teletransporte e viagem no tempo, só na Vivo!

Por volta do dia 11 de cada mês, logo pela manhã, o porteiro do condomínio costuma interfonar para avisar que minha pauta do dia para o Dois Espressos conta da Vivo chegou. Hoje não foi diferente.

Desde o começo ano, quando comprei o iPhone e mudei meu número da TIM para a Vivo, recebo mensalmente estes envelopes com surpresas divertidas. Logo no primeiro mês recebi uma conta de mais de R$1000 por causa de um problema na ativação de meu pacote de dados. No segundo mês, ainda com problemas na ativação do tal pacote de dados, a conta veio um pouco menor, perto dos R$300.

Nesse mês a novidade foi a descoberta da solução para dois velhos desafios propostos pela ficção científica: teletransporte e viagem no tempo. Parece que, de alguma forma, a Vivo conseguiu instalar um capacitor de fluxo na Millennium Falcon… e eu tive direito a um test drive.

Repare no detalhe da conta deste mês.

Vivo

Como você pode ver, no dia 17 de abril deste ano, às 18:23:48, eu estava em Alagoas fazendo uma ligação para minha namorada, que estava em em Juiz de Fora.

Depois de falar com a namorada por 30 segundos eu desliguei o celular, entrei na Millennium Falcon com capacitor de fluxo e, enquanto acelerava a 3000G e voava para o Rio de Janeiro a uma velocidade 0.5 superior a velocidade da luz, voltei 30 segundos no tempo (de volta às 18:23:48) para fazer uma nova ligação às 18:23:54, que também durou exatos 30 segundos. (E antes que alguém pergunte, essa diferença de 6 segundos entre as ligações foi o tempo que eu levei pra destravar o iPhone, entrar nos favoritos e discar para a namorada).

_______________

P.S: Brincadeiras à parte, a Vivo é impressionantemente rápida e solícita na hora de resolver esse tipo de problema. É claro que ela não faz mais que sua obrigação, mas, comparado com a TIM e a Oi, o atendimento da Vivo é digno de nota.

O que importa é o que você está vendo

baraka_filmMuito antes do Matt, no começo dos anos 90, os cineastas Ron Fricke, Mark Magidson e mais uma equipe de três pessoas pegaram US$4 milhões e cairam na estrada para, durante 14 meses, percorrer 24 países em 6 continentes. Durante esse período — e usando o caríssimo filme widescreen de alta-definição TODD-AO, de 70mm — eles produziram Baraka (IMDB), filme considerado por muitos como definitivo em seu estilo, com tomadas de tirar o fôlego, unidas por uma trilha sonora inacreditável, que mostram a beleza e a destruição da natureza e dos seres humanos.

HomeSeguindo o mesmo estilo de documentários com “paisagens aéreas do mundo inteiro para sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária” temos agora HOME, produzido pelo francês Yann Arthus-Bertrand e lançado mundialmente semana passada, no dia 5 de junho.

Pra quem curte fotografia, natureza ou artes visuais de um modo geral, ambos são filmes obrigatórios. Enquanto em HOME você é conduzido através da experiência visual por um narrador, em Baraka, um filme não-verbal, apenas com imagens e sons, é você quem cria o roteiro.

Segue abaixo o trailer de HOME (assista em HD).

Pra mim o que estraga compromete um pouco o trabalho feito em HOME é justamente a narração… o já gasto discurso-clichê de que “temos menos de 10 anos para reverter esse quadro catastrófico”, “mudar nossos hábitos de consumo” e “nos tornar conscientes de que estamos explorando a Mãe Terra”. Como em Baraka, tudo isso poderia ter sido feito de forma não-verbal, apenas com uma boa edição de imagens e trilha sonora impactante.

Home pode ser assistido dietamente no YouTube, em HD (aliás, só assista em HD), até o dia 14 de junho. Para os que não entendem inglês, existe uma versão narrada em português de Portugal.

Enfim… assista Baraka (disponível no YouTube)… assista HOME… tire suas próprias conclusões… e depois venha aqui me contar.

Para entender o Brasil #239

Ontem postei aqui um vídeo de resposta a uma pergunta do @ronaldrios: como entender um país onde alguns passam fome enquanto outros compram barcos de luxo?

Aproveitando essa idéia de mostrar vídeos que nos fazem entender o Brasil, segue abaixo um trecho de 2 minutos do documentário “Notícias de uma Guerra Particular”, de 1999, produzido por Kátia Lund e João Moreira Salles.

Quer entender o Brasil e saber porque a corrupção policial NUNCA terá fim? Ouça o relato do então Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Hélio Luz.

Eu explico pra você, @ronaldrios

Outro dia o @ronaldrios soltou o tweet abaixo:

Tweet do Ronald Rios

Como assim “nunca vai entender”? Vai entender sim… deixa eu te explicar porque é que tem gente comprando barco enquanto outros passam fome…

George Carlin sobre o meio ambiente

Dentre todas as pessoas que NÃO conheci, a que mais sinto falta é George Carlin. Vez por outra me pego pensando que, em algum lugar, existe um sujeito que teve o privilégio de tê-lo como avô.

Ateu convicto, Carlin já foi citado aqui por seu posicionamento contra as religiões.

Em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, deixo o vídeo onde ele expressa seu (e também o meu) ponto de vista sobre o assunto.

As vezes (só as vezes) fica melhor

Quando eu gosto muito de uma música é bem difícil encontrar uma versão que eu considere melhor que a original. No entanto, algumas vezes a versão sai tão boa, mas tão boa, que eu acabo quase que abandonando e esquecendo como era a música original.

Quer ver alguns exemplos?

A primeira é minha música favorita de todos os tempo, Enjoy The Silence, do Depeche Mode (original), que no piano e voz da Tori Amos ficou um pouco mais melancólica e muito mais gostosa de ouvir.

A segunda é uma música que, na versão original, não me dizia absolutamente nada, mas que cantada pelo Johnny Cash passou a fazer todo sentido: Hurt, do Nine Inch Nails (original).

A terceira é mais uma que, na versão original, eu devo ter ouvido 2 ou 3 vezes, mas que passei a gostar depois de ouvir na trilha sonora de Donnie Darko (2001): Mad World, do Tears for Fears (original), na versão de Gary Jules (e com clip dirigido pelo Michel Gondry)

E finalmente uma bem conhecida dos fans de HouseTeardrop, do Massive Attack, (original) numa versão bem menos Trip Hop e com um violão mais pesado de José González (violonista citado no post anterior).

Dicas de outras músicas que têm versões melhores do que a original são bem-vindas nos comentários e no Twitter do Dois Espressos.

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Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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