Moleskine: um caderno de notas perfeito

Tive meu primeiro caderno de notas em 1988, quando estava na 7ª série. Na época eu queria ser cientista e ficava lendo os livros de biologia da minha mãe, colocando coisas no microscópio e fazendo anotações. Era um caderno comum, de capa dura, que eu carregava o tempo todo comigo.

Foi com o lançamento de “Indiana Jones e a última cruzada”, em 1989 — quando eu decidi que seria arqueologista — que tomei conhecimento dos cadernos moleskine. Prof. Henry Jones, personagem de Sean Conery, pai do Indiana Jones, tinha um. Essa aí ao lado é uma das páginas que aparece em uma cenas do filme.

Moleskines foram cadernos de notas fabricados originalmente na Europa, no século XVIII, e que supostamente foram utilizados por personalidades como Van Gogh, Matisse, Picasso e Hemingway, dentre outros. Deixaram de ser produzidos em 1986, quando faleceu o proprietário da última pequena empresa familiar que os produzia, em Tours, na França. Sua produção foi retomada em 1998 por uma empresa italiana e, desde então, voltou a ser o caderno de notas favorito de artistas e escritores como Neil Gaiman, que chegou a escrever sobre sua paixão por moleskines em seu blog.

“The Moleskine notebook (I bought it in Venice) is one of my favourite possessions already (although they sell it now as “Bruce Chatwin’s Notebook!” which seems, I dunno, in faintly bad taste, although I’d be hard put to tell you exactly why I think so.) Just the right size. Just the right weight. an elastic band to hold it closed, a pocket to put invoices and so on.” – Neil Gaiman

Conseguir bons cadernos de notas no Brasil, com papel acid-free, é uma tarefa complicada. Existem algumas empresas, como a Marcus Cícero e o Atelier Machado, que fabricam cadernos de capa dura semelhantes aos moleskines, mas não cheguei a experimentar.

Pois hoje, depois de 20 anos testando diferentes cadernos de notas, finalmente encontrei em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, uma entusiasta de moleskines que vende os famosos cadernos por um preço bem razoável. Seu nome é Wilma e quem quiser entrar em contato basta enviar um e-mail ou adicionar nenahel[arroba]msn[ponto]com em seu messenger (substitua os textos entre [ ]  pelos respectivos símbolos).

Comprei o modelo 9cm x 14cm, 192 páginas, sem pautas e, realmente, é perfeito.

Links interessantes:

1 – Moleskine na Wikipedia
2 – Moleskine Project
3 – Detour Project
4 – Molecos Viajantes

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4 Responses to “Moleskine: um caderno de notas perfeito”


  1. 1 kátia 21/02/2011 às 6:56 PM

    Eu quero um prá mim!

  2. 2 The Selections For Reasonable Answers For cookware 11/05/2013 às 10:30 PM

    Hi mates, its impressive post concerning cultureand entirely defined,
    keep it up all the time.


  1. 1 Moleco, um moleskine nacional em papel reciclado « Dois Espressos Trackback em 23/10/2008 às 11:01 AM
  2. 2 Eu sei o tipo de pessoa que você é… (probloggers) « Dois Espressos Trackback em 26/01/2009 às 2:32 PM

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Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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