Curiosas semelhanças: Pitilés e Corrupios

Sabe aquela prática comum em lojas virtuais que vendem camisetas, de pegar uma idéia no Think Geekfazer uma cópia igualzinha? Ou aquela outra de estampar nas camisetas logotipos de empresas de tecnologia (protegidos por copyright, diga-se de passagem)?

Então… vejam só que interessante.

Captura de tela 2009-10-14 às 00.40.42 [14-10]Semana passada escrevi um texto sobre uma empresa que tinha acabado de descobrir: a Pitilé – Trabalhos Manuais, criada pelo casal Bruna Richard e o Fabiano Abreu, que vende cadernos “100% feitos a mão” (guarde essa informação).

Passeando pelo blog e pela loja virtual da Pitilé, deparei-me com algumas informações e imagens curiosas.

macPrimeiro, cadernos com capas que parecem ter sido impressas em offset (processo automatizado, não manual… que, se for confirmado, contradiz a afirmação de “100% feito a mão” impressa na última página do caderno) com símbolos protegidos por copyright, como o da Apple e de produtos da Adobe, como o Photoshop, Ilustrator, Dreamweaver e outros.

Depois, uma impressionante semelhança com produtos da Corrupiola, que (creio eu) pode começar a ser entendida nesse trecho do postEmbora pareça igual tem muito de diferente”, escrito por Fabiano Abreu, no blog Pitilé [grifo meu]:

“(…) acabamos comprando outros da Papel Craft, Molecos e também Corrupios, da Corrupiola. Pensamos então em criar nossos próprios cadernos e iniciamos nossas experiências e acabamos chegando ao  nosso processo que é o que difere os nossos cadernos dos demais. Isso é o legal dos trabalhos manuais, cada um desenvolve seu processo e por mais que o resultado final pareça o mesmo (um caderninho costurado à mão, sapatinhos de crianças, cachecóis, etc.) sempre existe um processo e descobertas diferentes que conferem um caráter peculiar ao trabalho de cada um.

Ok. Então Bruna e Fabiano foram clientes da Corrupiola antes de iniciarem suas “experiências” no universo dos cadernos “feitos a mão”? É isso?

Vai ver é por causa dessa inspiração, tirada dos Corrupios, que tenho dificuldade em encontrar o “caráter peculiar ao trabalho” que difere o poá verde, da Pitilé do bolinhas rosas com fundo verde, da Corrupiola.

compara

Alguém notou o “caráter peculiar ao trabalho”? Alguém? Então, vamos em frente…

Comparando cada produto pessoalmente

Numa última tentativa de encontrar o tal “caráter peculiar” de cada caderno, decidi comprar um Corrupio Big Arms e um Pitilé série dock – Photoshop. Assim, colocando os dois lado a lado, poderia examiná-los cuidadosamente e encontrar suas peculiaridades.

Tendo optado pela modalidade de envio mais barata oferecida por cada empresa, a entrega do Corrupio aconteceu 2 dias após a compra e a do Pitilé em 7 dias.

Antes mesmo de abrir as embalagens, apenas olhando para cada um dos envelopes, já foi possível perceber que a Corrupiola parece estar preocupada em manter uma relação pessoal com o comprador, enquanto a Pitilé parece optar por um processo padronizado e impessoal.

corrupios2

Ao abrir os envelopes, não restaram dúvidas. O Corrupio, protegido em um envelope plástico que foi fechado com uma pequena flor adesiva, veio acompanhado de um cartão datilografado — numa Hermès Baby, com sua inconfundível letra cursiva — e assinado pela Leila e pelo Aleph, da Corrupiola. O Pitilé, ligeiramente amassado (provavelmente por culpa dos Correios), veio com um cartão padrão, impresso em papel craft, que termina com um “quando puder, deixe uma mensagem no nosso blog”, seguido da URL e Twitter Pitilé.

Abrindo ao meio Corrupio e Pitilé — antes que alguém diga que os critérios acima são subjetivos e irrelevantes na avaliação dos produtos — fui conferir a encadernação, último aspecto que poderia ser usado para atribuir um “caráter peculiar” aos cadernos. O resultado da comparação você vê abaixo (foto em alta resolução no Flickr).

encadernados

O diferencial do produto feito a mão

Há alguns meses, quando falei aqui sobre o mini-livro da Vovólima que havia ganho da .marcamaria, comentei que o que mais me surpreendeu foi ter recebido o produto acompanhado de uma carta escrita a mão, especialmente para mim, pelo próprio Tio .Faso. Não fosse pela carta — que foi emoldurada e está na parede, ao lado da minha mesa de trabalho — é bem provável que o mini-livro já tivesse se perdido na estante, junto com outros livros.

O cuidado e carinho demonstrados pelo Tio. Faso ao escrever a carta fez com que eu percebesse o valor que aquela personagem e aquele mini-livro tinham para ele. Essa percepção, além de transformar completamente o valor que o livro tinha para mim, fez com que eu me desse conta de um coisa bacana sobre esse tipo de produto e modelo de negócio:

O verdadeiro diferencial do produto feito a mão não está propriamente no produto, mas na relação que o criador tem com ele e em como essa relação é apresentada a quem compra.

Resultado: o Corrupio já foi para a bolsa que carrego diariamente e passará a ser meu novo caderno de desenhos. E o Pitilé? Bom… o Pitilé está na mesa do computador, ao lado do telefone.

_______________

UPDATE: De ontem pra hoje o caderno Poá Verde, citado no post, foi removido da loja virtual Pitilé. Além disso, alguns links do post que apontam para o site da Pitilé estiveram/podem estar fora do ar. Para ver fotos dos cadernos, acesse a galeria Pitilé no Flickr.

UPDATE2: Com base na informação fornecida pela Corrupiola, corrigi no texto a data de lançamento do Corrupio bolinhas rosas com fundo verde.

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86 Responses to “Curiosas semelhanças: Pitilés e Corrupios”


  1. 1 Isabela 15/10/2009 às 12:00 AM

    A história das “semelhanças” é sempre a mesma, que houve uma inspiração mas o processo e outras coisas são diferentes, que há um diferencial e por aí vai. Um erro, esse tempo gasto explicando o que não há explicação deveria ser usado para algo válido. No caso, para a criação!

  2. 2 Dois Espressos 15/10/2009 às 12:35 AM

    @Isabela

    Não sou crafter e, por isso, não posso imaginar como deve ser chato ter seu trabalho copiado descaradamente.

    Entretanto, é bom deixar claro que a idéia do post não é apontar o dedo e chamar a Pitilé de “copiadora safada”. A proposta é, a partir da perspectiva de um cliente que pagou por um produto, “levantar a lebre” e questionar as semelhanças dos produtos Pitilé com os da Corrupiola.

    Enfim, vamos dar a chance ao pessoal da Pitilé de explicar aos clientes o que está acontecendo.

    Vejamos o que acontece.

    Obrigado pela visita e pelo comentário.

  3. 3 Filipe Kiss 15/10/2009 às 12:51 AM

    Devo confessar que fiquei levemente surpreso. Não conhecia os Corrupios e não cheguei a ler sobre os pitilés. Minha namorada quem me mostrou e comprei-os pelo simples fato de me empolgar com os mesmo na hora.

    Acabarei fazendo aquilo que faço com todos os produtos. Comprarei um Corrupio e escolherei meu favorito. Foi assim com tudo: Consoles, Computadores, bonecos. Vai ser assim com o meu “caderninho” também =)

  4. 4 vjweedman 15/10/2009 às 12:53 AM

    que absurdo esses pseudos corrupios, mas o mercado eh assim e desde sempre nada se cria e tudo se copia! mas que pelo menos aperfeiçoem ok?
    os crafts da corrupiola sao sem dúvida nenhuma superiores, nao somente pelos motivos que foram apresentados nesse post, mas pelo carinho e amor com que sao feitos, apresentados, embalados, enviados, fotografados…
    pra cada nova “fornada” de novos corrupios por ex.. existe todo um clima, um mistério, um preparo… e nao é só uma estratégia de criação de necessidade de aula de mkt, é uma brincadeira saudável :)

    mas voltando ao mercado… consumidor é fator surpresa e procura as vezes qualidade, outras vezes preço, ou peculiaridades (como uma réplica de um moleskine com o logo da apple), ou até mesmo quer ter um moleskine pelo status da marca, vai saber!?

    espero que o google indexe certinho esse post para que quem busque o Pitilé lá possa ler isso aqui também!

    abraços e parabens pelo review

  5. 5 .faso 15/10/2009 às 9:35 AM

    Por estar envolvido com muitas pessoas do meio “craft” (feito a mão), sei que todos nós temos uma relação única com o nosso trabalho: fazemos porque amamos trabalhar com isso.

    Estamos envolvidos do começo ao fim com aquilo que vendemos – do nascimento a emancipação do produto. Cada coisinha que fazemos é um pequeno filho que deixamos no mundo e, quem já pôde observar pais e seus pequenos, sabem o quanto de carinho, dedicação e atenção é dado aquele pequeno ser. É assim os artesaneiros fazem.

    Mesmo que usemos alguns processos industriais para viabilizar nossas idéias (eu imprimo as caixas dos meus bonecos em gráfica, mas sou eu que corto e monto tudo), o fazemos porque queremos que aquilo fique do jeitinho que gostaríamos que fizessem conosco. São, em suma, produtos com alma e coração (no meu caso, literalmente, pois coloco um coração de feltro vermelho dentro de cada boneco que eu faço).

    Confesso que fiquei um pouco triste com a “semelhança” entre os cadernos. Poxa! A melhor parte da criação artesanal é inventar o que quiser, podendo assim deixar a sua marquinha no mundo!

    Vamos ver como isso se desenrolará.

    Abraços e obrigado,

    tio .faso

  6. 6 Emanuel Campos 15/10/2009 às 10:08 AM

    Bela narrativa, impressionante cuidado de análise e me convenceu, vou dar meu suado dinheiroa um Big Arms. abraços e sucesso…

  7. 7 José Nelson 15/10/2009 às 12:21 PM

    Achei seu post no mínimo tendencioso. Quer dizer que quem criou o caderno costurado foi a Corrupiola? Por mim havia sido a Moleskine… (http://www.moleskine.com/catalogue/classic/cahier/)
    Teto de vidro essa Corrupiola… feio isso…

  8. 8 lulidecastro 15/10/2009 às 12:57 PM

    Olá! Vi seu comentário no meu blog me convidando a ler este post. Eu apenas tinha visto o Pitilé pela internet, nem comprei. Mas concordo com o seu ponto de vista, “diferente, mas igual e igual, mas diferente”… Mais ou menos isso, não?!
    Acredito que objetos feitos à mão tem que ter um diferencial, que é o contato do “criador” com a peça, não fosse isso, compraria a Moleskine… Os detalhes realmente fazem a diferença!
    Abraços!

  9. 9 Dois Espressos 15/10/2009 às 1:06 PM

    @José Nelson

    Olá… tudo bem?

    Como você não explicou o motivo que te levou a achar o post tendencioso, vou pular essa parte do comentário.

    O que se questiona aqui é a busca de inspiração em um produto e criação de um novo sem que nenhum elemento diferencial seja acrescentado. Algumas pessoas chamam isso de cópia.

    Discutir quem criou o caderno costurado é uma questão mais complexa. Acho até que essa informação já deve ter se perdido na história. O que posso lhe garantir é que não foram nem a Corrupiola nem a Moleskine (afinal, cadernos costurados existem a muito mais tempo, concorda?).

    A Corrupiola não nega ter buscado inspiração no Moleskine Cachier. A diferença é que a Corupiola pegou a idéia da Moleskine e agregou algum novo valor a ela (costura manual, capas feitas com tecido, etc…).

    A mesma coisa acontece com os Molecos, cadernos de notas também inspirados nos Moleskines, mas com o diferencial de serem 100% reciclados e recicláveis (aspectos que nenhum Moleskine tem).

    Minha questão é: qual foi exatamente o novo elemento, o novo valor agragado pela Pitilé aos seus produtos?

    Abraços e obrigado pelo comentário!

  10. 10 José Nelson 15/10/2009 às 1:18 PM

    Depois de sua resposta naveguei mais no site da Pitilé e vi que fazem pitilés de papel para scrap, anúncios recortados e outros como os da maçã e photoshop, comprei esses dois e gostei bastante. Talvez ai esteja a diferença, a Corrupiola não tem essa proposta, pelo que vi. No mais, concordo com o lulidecastro: “Acredito que objetos feitos à mão tem que ter um diferencial, que é o contato do “criador” com a peça, não fosse isso, compraria a Moleskine…”

  11. 11 Dois Espressos 15/10/2009 às 1:34 PM

    @José Nelson

    Você tocou no ponto!

    Acho legal que você tenha gostado dos Pitilés que trazem na capa a maçã da Apple e símbolos da Adobe (Photoshop, etc…)… mas isso é JUSTAMENTE o que eu chamo de não agregar nenhum elemento. Usar marcas de empresas em seus produtos sem pagar pelo direito de uso configura crime de violação de direito autoral. A Pitilé (até onde sei) não é uma revendora licenciada de produtos da Apple ou Adobe e, por isso, não poderia vender produtos com essas imagens estampadas nas capas.

    Sobre a questão do “feito a mão”, você novamente confirma meu ponto. Colocar um pedaço de papel na impressora e imprimir a maçã da Apple na capa não é o que eu chamaria de uma capa de caderno feita a mão.

  12. 12 Prix Dekanun 15/10/2009 às 2:23 PM

    Eu já havia visto um post sobre o assunto no site a Corrupiola. Mas olhando o seu post, e as fotos dos cadernos, fiquei até assustada – e triste. Mas engraçado que o que me deixa mais triste não é a cópia descarada: é o fato de que mesmo sendo parecido com os corrupios, o Pitilé também deve dar um bom trabalho para fazer. Eu mesma fazia meus caderninhos antes de começar a comprar corrupios – parei, porque é trabalhoso; prefiro deixar esse trabalho pra quem faz isso diariamente, e portando está mais capaz e vai fazer mais bem feito. Não consigo me imaginar, como a Pitilé, tendo um trabalho insano para fazer caderninhos iguais aos de outra pessoa… É desperdiçar muito da vida sem imprimir minha digital no mundo! Pode ser egoísta da minha parte, mas eu não ficaria confortável em gastar tanto trabalho sendo uma cópia.

  13. 13 Ana Beatriz 15/10/2009 às 2:23 PM

    Eu descobri o trabalho da Corrupiola alguns meses atrás via rede e fiquei apaixonada pelo trabalho deles. É interessante não apenas o produto final, mas a forma como ele é divulgado e a relação que se estabelece com os clientes. As fotos no blog, o teor dos textos, é realmente diferente e cativante. Exatamente por esta razão, fica evidenciada a cópia descarada dos plagiadores. Até mesmo o fato de ser um casal (pelamordedeus quantos casais trabalham juntinhos com trabalhos manuais????). Como eu escrevi no meu blog, quem copia está parado, estagnado, condenado a viver em uma prisão de ideias fragilizadas porque pertencem aos outros. Pode até fazer sucesso, mas não consegue sustentá-lo.

    Abraços,

    Ana

  14. 14 Dois Espressos 15/10/2009 às 2:36 PM

    @Prix Dekanum

    Olá, Prix…

    Uma das questões que acabou surgindo após a publicação das fotos desse post é se a Pitilé tem mesmo essa trabalheira toda pra criar seus produtos.

    As capas podem ser impressas em série (offset ou impressora comum, não sei ao certo) e surgiram alguns comentários de que a encadernação pode não ser manual.

    Quem sabe encontramos alguém que entenda do assunto e, ao examinar fotos e produtos, possa confirmar ou desmentir essa suposição.

    Aguardemos o desenrolar da história…

  15. 15 Lia Costa 15/10/2009 às 4:46 PM

    Olha, eu não vejo como inspiração, parece mesmo cópia, mas é apenas minha opinião. Tenho vários Moleskines, Corrupios e nunca tinha ouvido falar desse Pitilé. Adoro meus Corrupios e admiro muito o trabalho da Leila e do Aleph e atenção e carinho que dispensam aos clientes. Hoje em dia ninguém mais quer ter trabalho e criar algo novo, é tão fácil copiar, né? Mas continuo firme com meus corrupios!

  16. 16 Lu Monte 15/10/2009 às 5:44 PM

    Também já tinha visto o post da Corrupiola, mas não foram dados nomes aos bois lá. Curioso mesmo é ver que o site do Pitilé está fora do ar… Acho que a coisa epgou tão mal que resolveram começar de novo. Tomara que façam direito dessa vez, e criem ao invés de copiarem.

    Em tempo: sou fã dos corrupios. E sim, o cuidado e a atenção com cada caderninho que enviam fazem diferença.

  17. 17 Lu 15/10/2009 às 11:12 PM

    Já comprei Corrupios e fiquei encantada com a qualidade do trabalho da dupla.

    Não conhecia a Pitilé e me chocou ver a “semelhança” entre as peças. Gostaria que o casal se manifestasse.

    Parabéns pela pesquisa e pelo texto muito bem escrito.

  18. 18 Martina Viegas 16/10/2009 às 1:06 AM

    well. é chato isso tudo. só quem teve algo seu roubado é que pode realmente perceber como é ruim. eu nem conhecia esta outra marca. adoro a Corrupiola e estou sempre comprando lá ou Moleskines. Minhas duas paixões em caderninhos de desenho.

    as coisas aparecem. boas e más. quem quer dar uma de esperto em cima de outra pessoa, logo logo percebe que este é um caminho perigoso e infrutífero.

    sim… ser criativo não é assim tão simples como alguns pensam.
    ;)

  19. 19 marina 16/10/2009 às 12:03 PM

    acredito que o próprio texto – não tendencioso – acima explica a diferença entre os produtos, inclusive entre os moleskines e corrupios. fosse assim, coitados de nós, jamais poderíamos fazer camisetas, sabonetes artesanais… não inventamos o produto final!

    como já disseram, o processo de costurar superfícies para formar um livro é super antiga e, por mais que a moleskine seja da época de van gogh, posso assegurar que não foram eles que criaram o processo. processo este, que já foi modificado e teve valores agregados, como também já foi explicado.

    sou a pessoa que trouxe à tona esta triste história. sou usuária do flickr e também faço livros manuais. pesquisando sobre encadernação encontrei a pitilé e imediatamente notei a semelhança com os corrupios. inclusive o mesmo caderno de fundo verde com as bolinhas cor-de-rosa, a marca da chancela na contracapa, a forma de fechar os livros com uma faixa…

    após o “choque”, postei no twitter minhas impressões. uma outra pessoa que também já conhecia o trabalho da leila e do aleph foi mais além: notou que o nome “experiências manuais” havia sido literalmente copiado (e depois foi alterado para “trabalhos manuais”) e o perfil do casal empreendedor também era muito semelhante. depois, ainda, ficou constatado que não só os produtos, sua apresentação e detalhes do site haviam sido “inspiradíssimos” no da corrpuiola, mas os textos nas sessões de compra, nos dados dos livros e mais…

    a leila entrou em contato com o pessoal da pitilé e, depois de alguns dias, aquele post sobre as inspirações e de como os pitilés surgiram foi feito. parece brincadeira, né? mas não é.

    e foi isso…
    fico muito chateada quando vejo ações assim. me dá uma certa angústia, porque sei como é adorar algo a ponto de querer fazer o mesmo. eu costumo pensar “putz, eu tinha que ter feito isso antes!”, sabem? hahaha – é compreensível. mas, ainda assim, fazer igual não é de bom tom, como sabemos. e, no fundo, não há o sentimento de prazer que as pessoas “crafteiras” têm quando olham um produto próprio finalizado.

    quem está no craft ou consome estes produtos sabe que nenhum será como o outro, nem mesmo os feitos pelas mesmas pessoas, com os mesmos materiais. não há dois exemplares idênticos. partindo daí, acho que o grande lance é justamente apostar na não existência de dois iguais e criar em cima disso.

    é desagradável apontar o dedo para os outros e dizer “é feio!”. mas, se tantas pessoas lutam e o fazem perante grandes empresas todos os dias, por que haveríamos de deixar passar um caso desses (com tamanhas semelhanças que não nos deixariam exagerar), quando lidamos imediatamente com os criadores, manipuladores e artistas dos produtos?

    espero que a criatividade e a delícia de cultivá-la através de novos trabalhos e tentativas realmente cheguem a mais pessoas.

  20. 20 Nina 16/10/2009 às 1:37 PM

    Santa inventividade, Batman!
    Brincadeirinha para aliviar o clima “tenso”.

    Encontrei seu blog umas semanas atrás, nesses alinhavos comuns da internet (entro aqui, saio ali, vejo aculá…), desde então dou uma passada, leio, mas não deixo “pegadas”.

    Bem, cá estão elas.

    Um abraço.

  21. 21 Cláudia Midori 16/10/2009 às 4:09 PM

    Tenho dois corrupios, um deles é exatamente o verde de bolinhas rosas e um rosa com bolinhas verdes, adoro!

  22. 22 Lílian Patrícia 16/10/2009 às 4:20 PM

    Se vc já explicou que vc não é “crafter”, então não entendo o fato de ficar chateado com a cópia, já que embora com muita descrição vc quer sim dizer que o trabalho do “Pitilé” seja uma “cópia descarada” como vc mesmo citou em uma resposta…
    Ainda não entendi o motivo de tal comparação já q o sol brilha para todos…
    Então vai me dizer q quem criou o caderno costurado foi a “Corrupiola”? Vai me dizer que vc nunca copiou nada de ninguém? Um corte de cabelo, um penteado, uma roupa um sapato, uma gíria, sei lá… Que atire a primeira pedra quem nunca copiou algo.

    A propósito comprei um “Pitilé” e ameiiii… o caderninho, o nome, o trabalho deles, o atendimento, enfim tudo!!!!

    Heim, abre o jogo… Conta p/ gente qual o seu grau de parentesco com o pessoal da “currupiola”, ou ta ganhando um por fora para detonar com o pessoal do Pitilé????
    rs rs rs rs rs rs rs
    É medo da concorrência????

    Boa sorte nessa nova empreitada!!!! Vai precisar!!!! Ah! Se quiser dicas de interessantes de assuntos para postar no blog, estamos aí…

    E só mais uma coisinha: Um mundo é muiiiito grande e tem espaço para todo mundo!!!

    P.S. acho q vcs estão digitando o endereço errado… a página do pitilé não saiu do ar não. http://www.pitile.com.br

  23. 23 Cel Flores 16/10/2009 às 5:04 PM

    Boa Lilian!!!

  24. 24 Lílian Patrícia 16/10/2009 às 6:49 PM

    Ah… Dica para o seu blog:

    Curiosas semelhanças: Corrupio dos-à-dos (http://bit.ly/3S7izf) e Zig Zag Notebook (http://bit.ly/sy1vG)

    Viu como eu tenho umas idéias legais também???

  25. 25 Dois Espressos 17/10/2009 às 12:13 AM

    @Lílian Patrícia

    Lílian… grande parte do que você disse é irrelevante ao debate, mas vamos tentar…

    Sua comparação do uso de gírias e cortes de cabelo com o uso ilegal do logotipo da Apple é risível.

    Insinuar que eu esteja recebendo “algum por fora” para questionar o posicionamento mercadológico da Pitilé me dá a impressão de que isso deve ser uma prática comum no seu meio. Não é o caso por aqui.

    Se quiser mesmo continuar nesse debate, recomendo a leitura do verbete “Non sequitur” da Wikipedia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Non_sequitur

    PS. A própria Pitilé reconhece que o site esteve temporariamente inacessível.

  26. 26 Gracielle Rabelo 18/10/2009 às 12:11 AM

    Entrando no debate!!!
    Comprei um Pitilé e amei, o acabamento, o atendimento, foram super atenciosos e me atenderam super bem.
    Não entendi qual o seu questionamento, se é por alguma peculiaridades entre Pitilé e Currupiola ou pelo fato da utilização da maçã da Apple e símbolos da Adobe (Photoshop, etc…) na capa?!?!
    Seu post ficou meio confuso.

    Abraço.

  27. 27 Carol Rodrigues 18/10/2009 às 2:22 AM

    Booom… Eu vim aqui pq vi um comentario seu no blog Livros e afins e ache graça do seu blog se chamar “2 expressos” e o meu se chamar “expresso pra dois”.
    Mas vamos pular o blablabal

    Quanta discussão aqui o__O
    Não achei nada demais no seu post e discordo de quem estava aqui atirando-lhe pedras.
    Como consumidor, vc tem todo direito de avaliar e dar suas opiniões sobre os produtos.
    Quem copiou de quem… bem, pra mim é irrelevante. Eu ficaria com o de melhor qualidade, o de melhor atendimento… E com certeza, com aquele que fosse mais atencioso no envio dos produtos.

    Enfim.. sem mais

    Bjos

  28. 28 Dois Espressos 18/10/2009 às 3:15 AM

    @Graciele Rabelo

    Levando em conta o o número de pessoas que até o momento entenderam o texto, consideremos por um instante que confusa é você e não o post.

    Digamos que estou tentando entender as duas coisas: a semelhança entre Pitilés e Corrupios e o uso ilegal das imagens da Apple e da Adobe.

  29. 29 Dois Espressos 18/10/2009 às 3:33 AM

    @Carol Rodrigue

    Não creio que a Apple e a Adobe acharão irrelevante o fato de a Pitilé utilizar ilegalmente nas capas de seus cadernos imagens protegidas por copyright. :)

    Abraços e obrigado pela visita.

  30. 30 Geraldo 19/10/2009 às 2:46 PM

    Quando li seu post, primeira coisa que pensei: Ele é o dono da Corrupiola? Sinceramente, totalmente parcial este post.

    De qualquer maneira, discussão mais imbecil esta. Primeiro, quem criou os caderninhos, melhor, quem os fez começar a ter sucesso, foi a Moleskine.

    Se houvesse qualquer tipo de registro de patente, seria dela. Não há. Então Corrupiola pode copiar, Pitilé, e todos.

    Pensei que quem colecionava ou usava estes caderninhos, assim como quem é ‘blogueiro’, fosse mente mais aberta.

    Calma pessoal, há espaço para todos!

  31. 31 Geraldo 19/10/2009 às 2:53 PM

    Quanto à questão do “Feito à mão”, Corrupiola é feito à mão? Os tecidos são feitos manualmente? As tintas são fabricadas manualmente, usando pigmentos naturais? As linhas, são feitas à mão também? E o papel, é fabricado?

    Não conheço a Corrupiola, porém eles deveriam tomar cuidado com blogs como o seu. É um tiro no pé.

    Ah.. vc já viu por aí falando sobre “Carros feitos à mão”? Você acha que tudo neles, eletrônicos, lataria, tudo, tudo, tudo, é feito à mão? Sem nenhuma máquina?

  32. 32 Lílian Patrícia 19/10/2009 às 3:51 PM

    ow… não vai liberar meu comentário não??? Kd o meu direito de resposta????

    Abracim!!!!

  33. 33 Dois Espressos 19/10/2009 às 8:40 PM

    @Lílian Patrícia

    O comentário a que (creio eu) você se refere foi liberado no mesmo dia em que foi publicado (sexta-feira, 16/10). Ele foi automaticamente marcado como SPAM por conter links. Pare de colocar links nos seus comentários e eles serão automaticamente publicados. Continue colocando links e eles sempre cairão como SPAM e precisarão ser aprovados.

    Como o texto não fala sobre você e eu não lhe fiz nenhuma pergunta, não sei a que direito de resposta você se refere. Entretanto, gostaria de deixar claro que este espaço de comentários tem a função de promover o debate sobre as questões levantadas no post.

    1. Uso ilegal, por parte da Pitilé, de marcas da Apple e Adobe.

    2. Curiosas semelhanças entre Pitilés e Corrupios.

    Caso queira falar sobre algum outro assunto, monte um blog.

  34. 34 Dois Espressos 19/10/2009 às 8:43 PM

    @Geraldo

    Nada do que você disse merece ser comentado.

    Obrigado pela visita.

  35. 35 Lílian Patrícia 20/10/2009 às 2:33 PM

    [Comentário editado pelo administrador]

    @Lílian Patrícia…

    Faça o que eu recomendei no comentário anterior ou, por favor, faça um favor a todos nós e REALMENTE retire-se do debate.

    Comentários incoerentes e arrogantes não interessam a ninguém.

    Quer continuar falando besteira? Aceite minha dica e monte seu próprio blog.

  36. 36 Lílian Patrícia 20/10/2009 às 3:45 PM

    Já q está apagando tudo, apague esse último comentário q vc editou…

  37. 37 Dois Espressos 20/10/2009 às 8:59 PM

    @Lílian Patrícia

    Não estou “apagando tudo”, apenas fazendo valer minha prerrogativa de apagar, sem ler, comentários que começam com duas linhas de “kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk”

  38. 38 montalvomachado 20/10/2009 às 10:44 PM

    Este país sofre de uma epidemia vergonhosa e devastadora, que só dá nas pessoas de mau-caráter: é o ESPERTALHOMA.

    É um câncer que deforma e degrada a moral do ser humano.

    O foco mais agressivo em uma cepa incurável deste mal está na Capital Federal, mas numerosos casos isolados são encontrados de norte a sul do país.

    Apesar de ser hereditária na maioria dos casos, adquirida após o nascimento e cultivada pelos pais desde o berço, o espertalhoma tem cura, e muitas vezes acontece depois de um constrangimento público, onde o portador se sente tão envergonhado de seus atos, que simplesmente passa por um transformador processo de cura espontânea.

    Em outros casos a doença se agrava e o mau-caratismo potencializa as metástases do espertalhoma, transformando o indivíduo em um déspota repulsivo, com graves consequências.

    O portador de espertalhoma perde a noção do perigo, e passa a aplicar golpes sucessivos, por vezes burlando a Lei e os direitos autorais sobre imagens protegidas, o que pode levar o doente a enfrentar caríssimos processos.

    Nos casos mais graves, o infeliz se dedica ao crime e termina em cana.

  39. 39 Isabela 20/10/2009 às 10:50 PM

    Olá! Eu de novo…

    Só pra falar que entendi a idéia do seu post que “não é apontar o dedo e chamar a Pitilé de copiadora safada…”. Na realidade até reescrevi meu comentário umas 5 vezes antes de enviar, pra não ficar radical e passional demais e tentar acompanhar a “temperatura” do texto(ainda ficou, mas…). É isso, entendi o objetivo da análise, da sua opinião como consumidor e concordo com que foi dito.

    Abraço.

  40. 40 José Nelson 20/10/2009 às 11:19 PM

    Tenho acompanhado essa discussão e sinceramente, como profissional de comunicação, acredito que a palavra final é e sempre será do consumidor. É ele quem define o valor que tem uma marca e pelo que pude ver ao acessar o blog do pitilé existem vários consumidores satisfeitos, eu sou um deles, como disse antes. Pude constatar o mesmo acessando o blog da Corrupiola, então não vejo motivo para essa discussão sem pé nem cabeça e de opiniões extremas pois o consumidor vai comprar a marca com a qual tiver maior afinidade.

    Quanto ao uso de imagem da Apple, coleciono e leio tudo sobre a marca e posso lhes garantir que os vários souvenirs (camisetas, bottons, almofadas, etc) criados por seus usuários só fazem bem a marca, no mundo inteiro existe esse fenônemo que em parte é alimentado desde o início dos anos 80 pelo próprio Jobs através de seu “Reality distortion field”.

    Sugiro que veja e analise o documentário macheads e entenderá um pouco mais da estratégia de branding da Apple e o quanto a marca alimenta sua comunidade para se beneficiar inclusive da mídia espontânea gerada pela ação dos macmaníacos.

    Sucesso para todos e que cada um possa encontrar seu caminho.

    Paz gente…

  41. 41 Mario Amaya 20/10/2009 às 11:23 PM

    Pessoalmente eu achei o Dois Espressos notavelmente diplomático, uma lição muito bem-vinda na ressaca do infame caso Resenha em 6 x Boteco São Bento.

    Mas não é porque alguém aprendeu a digitar que vai saber emitir uma opinião que acrescente sinal ao ruído da Internet. Confunde-se liberdade com irresponsabilidade.

    No meu blog tive sempre que dar tapas nas mãozinhas nervosas de gente que precisava aprender a dialogar antes de arriscar uma insinuação cínica ou juízo desonesto contra o autor do post.

    Aqui há um lampejo de esperança conduzido por pessoas que ouvem o coração e usam o cérebro, como o Montalvo e a Marina. E o dono do blog.

    Aos ignorantes crassos que usam o Moleskine como argumento, se soubessem ler algum dos idiomas em que o famoso caderninho é impresso, veriam ali que a história da grife explica abertamente que eles buscaram recriar os cadernos de notas dos século 19 que ninguém mais fabricava. Completamente diferente de criação original. Também completamente diferente de plágio.

    Se alguém não enxerga ou se nega a enxergar que há essas diferenças, não pode começar a trabalhar em atividades criativas, tem que voltar à escola e repassar as lições.

  42. 42 Dois Espressos 21/10/2009 às 12:06 AM

    Olá, @José Nelson

    Entendo que clientes estejam satisfeitos, mas creio que isso tem relação direta com o nível de expectativa e referencial de qualidade de cada um. Sem conhecer os clientes, comentários do tipo “gostei muito” e “uau! que caderno maneiro” não querem dizem rigorosamente nada. Por isso fiz questão de ser específico nos pontos que considerei importantes na avaliação dos dois produtos.

    Sobre os “souvenirs criados por usuários” que “só fazem bem a marca”, não estou certo se isso se aplica a qualquer caso. Continuo acreditando que Apple e Adobe não ficariam muito felizes ao ver que uma empresa está lucrando com suas marcas.

    Enfim… concordamos com a parte do “sucesso para todos e que cada um encontre seu caminho”. Acho que é isso que todos querem… que a Pitilé encontre seu caminho e deixe de pegar carona no sucesso da Apple, Adobe e Corrupiola.

    Abraços e obrigado pela visita.

  43. 43 montalvomachado 21/10/2009 às 12:23 AM

    O Brasil vive uma profunda e espessa crise moral.

    O texto coerente do Mario Amaya me motivou a compartilhar alguns pontos, principalmente sobre violação de direitos autorais, que aparentemente o povo aqui simplesmente desconhece, ou esqueceu que existe.

    Não enxergar que há um problema GRAVE em roubar ideias é um problema em si.

    É neste pensamento raso, corrupto e ignorante que estão fundamentados os crimes de pirataria, plágio e violação de direitos autorais.

    Sim, estamos falando de CRIME aqui.

    Existe Lei neste país, e a Lei de Direitos Autorais protege o criador da obra original e pune os criminosos que roubam PROPRIEDADE INTELECTUAL destes autores.

    Não se trata de caderninhos, handcraft ou artesanato.

    Caderninho qualquer um faz e vende. Eu mesmo faço os meus.

    Estamos falando de PLÁGIO aqui.

    Não dos caderninhos, fisicamente, mas de CRIAÇÃO VISUAL.

    Para isto é que existe registro de marcas e patentes, contratos de licenciamento de marcas, personagens, produtos e serviços, INPI (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual), Biblioteca Nacional e tantos outros recursos, instrumentos e institutos dedicados a proteger o autor de gente inescupulosa que age na calada da noite para ganhar uns trocados em cima da criação alheia.

    É vergonhoso ganhar dinheiro roubando, seja subtraindo uma propriedade física ou intelectual, e a Lei existe para resolver estas diferenças e punir estes criminosos.

    Roubar a criação alheia não é menos criminoso do que piratear um software, filme ou livro.

    O que vemos aqui é um corporativismo apodrecido, velhaco e imundo, dos que acham bonito copiar a criação alheia, afinal não pega nada, tudo bem, é a escolha do consumidor.

    Consumidor que é tão mau-caráter em aceitar este crime, como o criminoso que plagiou o original.

    Só existe traficante porque existe consumidor.

    Só existe plágio porque existe conivência.

    Eu sou ilustrador, um criador de imagens, eu crio propriedade intelectual, e adoraria devorar a conta bancária de quem violasse meus direitos autorais. Arrancaria no tribunal até o último centavo da família do criminoso, sem o menor remorso.

    Aos que gostam de brincar com fogo, utilizando (para fins comerciais) logotipos e imagens protegidas por Lei: cuidado.

    Vão acabar fazendo xixi na cama.

  44. 44 kiyoto 21/10/2009 às 12:46 AM

    Eu sugiro os “Pitilés” alterarem seu nome fantasia para “Corruptos”

  45. 45 Dois Espressos 21/10/2009 às 1:00 AM

    @Montalvo Machado @Mario Amaya

    Obrigado aos dois por trazerem um pouco de coerência (e por que não dizer sanidade) ao debate.

    Tem sido frustrante tentar argumentar com pessoas que além de ignorarem o conceito de propriedade intelectual são incapazes de construir um argumento minimamente ponderado.

  46. 46 Alarcão 21/10/2009 às 1:02 AM

    Caros,

    Muito oportuna esta denúncia. Acho importante fazer isso com embasamento e dando nomes aos bois, como vocês fizeram.
    Tenho uma empresa de encadernação, a Zoopress (zoopress.com.br) e frequentemente vemos o nosso trabalho sendo copiado DESCARADAMENTE. No Flickr, onde temos um mostruário bastante completo dos nossos livros, alguns imitadores chegaram a copiar até mesmo os tags das postagens, Tudo absolutamente igual, cada frase.
    O que fazer? Não há muito o que fazer. Esta é uma terra sem lei, o país dos espertos.
    Meu consolo é que de onde vieram as nossas idéias, virão outras. E que os copiadores de certa forma tornam ainda mais valorizados os nossos produtos (que agora vêm com uma frase: “este é um design original zoopress”).
    O consumidor deveria se sentir envergonhado de usar um produto pirata.

  47. 47 montalvomachado 21/10/2009 às 1:04 AM

    Lilian Patrícia,

    Seu texto é tão pobre de fundamentos, que dá pena de criticar.

    “Vai me dizer que vc nunca copiou nada de ninguém? Um corte de cabelo, um penteado, uma roupa um sapato, uma gíria, sei lá… Que atire a primeira pedra quem nunca copiou algo”

    Você pediu uma pedrada, então lá vai.

    Você não tem a menor ideia do que seja violação de direitos autorais, uso indevido de propriedade intelectual, imagens protegidas, etc, e os riscos que corre quem decide correr pela contra-mão da Lei e do bom senso.

    Um corte de cabelo, uma gíria ou uma roupa não são copiados com a intenção de se obter FATURAMENTO OU LUCRO em produção industrial. Não há lucro ou prejuízo financeiro envolvido neste tipo de cópia.

    Mas quando se trata de produzir algum objeto em quantidade industrial, anunciar e vender o produto, não caminhamos mais no território do achismo. Há regras e leis que protegem os autores, porque há muito $$$ envolvido no processo.

    Nem quero citar a ética, isto é um detalhe que não cabe ser discutido aqui. É um privilégio de poucos.

    Vamos falar sobre o que interessa, o que é palpável, quantificável e compreensível, a Lei:

    Lucros cessantes, plágio, danos morais, violação de marca, uso não licenciado, enfim, há uma infinidade de termos jurídicos para enquadrar e punir o plágio em linha de produção.

    Ninguém quer mexer neste vespeiro, a não ser aqueles que não sabem o que é uma vespa.

    Você pode continuar copiando cortes de cabelo, sapatos, trejeitos, tititis e mimimis de quem você quiser, quantas vezes quiser, sem medo algum.

    Copiar gíria também não é proibido não, tá?

  48. 48 Red 21/10/2009 às 1:17 AM

    Fiquei chocada com algumas opiniões defendendo os “Pitilés” pois está na cara que isso é plágio e as pessoas acham “normal” e ainda insinuam que o autor do post tem algum parentesco, COMO ASSIM? Que coisa medíocre!

    Eles poderiam ter ao menos um pouco de criatividade, já que deve dar um trabalhão copiar de maneira tão descarada. Não estou falando de cadernos costurados, não é isso, mas os tecidos, o formatos, tudo é semelhante (e de qualidade inferior) aos produtos da Corrupiola.

    De onde venho, inspiração não é sinônimo de plágio.

    E outra coisa, achei a proposta de fazer caderninhos com logotipos da Adobe muito pobre…e pelo que parece, foi o ápice de inspiração deles. Pfff…

  49. 49 fernanda didini 21/10/2009 às 1:19 AM

    http://www.erinzam.com/blog/ tem um monte de coisa igual nesse blog e em um monte de outros blogs. esses caderninhos são iguais e existem livros que ensinam vc a encadernar…

  50. 50 fernanda didini 21/10/2009 às 1:22 AM

    e vale reparar que nesse blog http://www.erinzam.com/blog/ tem os caderninhos com capa de mapas.. e com data anterior dos outros lugares. ;) quem copiou o que? é dificil saber quem criou. todo mundo viu em um lugar e fez igual. a não ser quem cria suas próprias encadernações..

  51. 51 Dois Espressos 21/10/2009 às 1:32 AM

    @Alarcão

    Acompanho o trabalho da Zoopress pelo Flickr (http://www.flickr.com/photos/zoopress_studio) há algum tempo e, como você disse, o caso é mais grave do que se imagina.

    A questão da cópia é tão surpreendente que, em alguns casos, não só os produtos, mas também textos foram integralmente copiados de um blog para outro. O pessoal da Corrupiola me disse que, em breve, irá comentar sobre como, no começo de tudo, a situação era ainda pior do que é hoje.

    Vejamos se, com tudo isso, a Pitilé terá algo a dizer.

  52. 52 Ricardo Antunes 21/10/2009 às 1:39 AM

    Queria antes de mais nada dar os parabéns pelo texto equilibrado e coerente do Dois Espressos, por tentar fazer uma comparação entre os cadernos Corrupiola e Pitilé sem ser tendencioso, pautado sempre pela inteligência e senso de justiça.

    É evidente e triste o tipo de cópia feita pela Pitilé, mas mais triste aínda é ver que, nos comentários, muita gente acha isso normal e não vê nenhum problema.

    Sinal de que no Brasil a pirataria já está tão comum como o ar que se respira, com muita gente sem se incomodar com o que é original ou o que é cópia, sem se preocupar com o prejuízo e o roubo intelectual, sem se preocupar que isso é o lado brando da bandidagem.

    Pior ainda foram os comentários de D. Lilian Patrícia, que se sentiu incomodada não sei exatamente com o quê, descendo o nível dos questionamentos e fazendo com que algo evidente como a cópia de um produto fosse questionada da forma mais rasa possível, insinuando até que a crítica da matéria poderia ter sido paga.

    Triste. Tudo isso é triste. Enquanto tiver gente achando legal comprar em camelô ou que é bacana procurar sempre material pirata e que nada disso é um problema o Brasil não vai mudar nunca. É tudo triste.

  53. 53 Thiago Martins 21/10/2009 às 3:02 AM

    Comentários do tipo “o sol brilha pra todos” são muito tristes pois é como se o plágio fosse uma alternativa legal e/ou aceita de renda.

    Ainda bem que temos profissionais (Montalvo, Alarcão Ricardo Antunes) dando suas opiniões muito esclarecedoras, é uma oportunidade de educação.

    Parabéns ao doisespressos pelo texto e por abrir uma discussão que nos permite conscientizar essas pessoas que desconhecem os direitos autorais, intelectuais, morais etc…

    Abraços

  54. 55 Marina 21/10/2009 às 9:15 AM

    Eu não fazia idéia disso tudo e o que me deixou mais triste foi saber que copiavam textos completos da Corrupiola. Quem cria e vende produtos feitos a mão sabe o trabalho que dá apresentar a marca de uma maneira que seja pessoal, que seja a reflexão de quem cria os produtos. Se apresentar com textos copiados é como andar na rua fantasiado, ninguém sabe quem vc é de fato. E pra quem compra produtos feitos a mão, pra mim pelo menos, é importante conhecer um pouco de quem faz aquilo, enxergar a pessoa, o artesão por trás do produto. Assino embaixo de tudo que o tio .faso disse, e citando o próprio: “Não é muito mais gostoso saber que aquilo que você fez é único, com temperinho de dedicação salpicada por amor?” Com certeza!

    Em tempo. Não estou minimizando o uso indevido das marcas ou as semelhanças entre os produtos, só chamando atenção pra algo que me chocou nessa história toda e que foi pouco comentado por aqui. Aliás, o que foi mais comentado por aqui com certa histeria, toda a discussão “quem-inventou-o-caderninho-costurado-foi-a-moleskine-ou-não-foi-a-moleskine”, é muito nonsense pra minha cabeça. Me sinto dentro de um episódio de Monty Python, daqui a pouco aparece a inquisição espanhola por aqui…

  55. 56 ana elisa 21/10/2009 às 11:07 AM

    Excelente texto e “excelentes” comentários. Como disse o Ricardo, o mais triste é ver que as pessoas já não vêm nada de errado em copiar. Eu já tive texto, foto e desenho roubado, e sei como dói ver outra pessoa colhendo os louros pelos seus esforços. E já ouvi de cliente: “vamos usar essa foto sem pagar os direitos porque o fotógrafo já ganhou bastante quando foi contratado para fazer a foto.” Tive de me recusar e perder o cliente. O que mais ouço é a desculpa “se está na internet, o uso é livre”. Ninguém teve pai e mãe para pegar na mão e ensinar certo e errado, não?? Eu não acho que tenha espaço para todos, e que se tenha de deixar impune quem ganha dinheiro às custas da criatividade alheia. Os consumidores deveriam sim se sentir lesados por pagar por um produto que se promete original e não é e parar de comprá-lo. Se qualquer um fosse numa loja e comprasse um dvd original, e chegando em casa descobrisse que é pirata, voltaria correndo à loja soltando os cachorros. Por que isso não acontece com produtos feitos à mão, ou com arte em geral? :P
    Parabéns pelo excelente texto e pelo ótimo blog! :)

    Abraços,
    Ana.

  56. 57 Danilo Marques 21/10/2009 às 12:08 PM

    Gostei muito da matéria, do site e da qualidade das pessoas que p frequentam. Qualquer opiunião que eu deixasse seria redundante, pois estou com meus colegas, mas queria manifestar meu apreço a este trabalho do “Dois Espressos”.

    Parabéns!

  57. 58 Mario Amaya 21/10/2009 às 12:29 PM

    @Ana Elisa: Deveria ser ensinado nas escolas que o direito de uso dos materiais postados na Internet segue o direito existente para os outros meios de difusão de informação. A licença é determinada pelo criador da obra e não pela facilidade tecnológica envolvida. Existe gente na Web que fez uma carreira inteira baseado no negócio de passar adiante ideias dos outros como se fossem suas próprias. Preciso citar nomes?

    @Monica: A China tem o lado bom e o ruim, como qualquer outro lugar. O lado bom é uma capacidade de empreendimento que deveria inspirar os brazucas, que em comparação, são letárgicos e acomodados. O lado ruim é o desprezo aberto deles pelos conceitos contemporâneos de propriedade intelectual, que consideram como valores “ocidentais” e não universais. A combinação das duas características tem, porém, um efeito de impressionante progresso na criatividade dirigida a produtos de consumo. Na época atual os chineses estão passando de copiadores a criadores, que é a sua verdadeira vocação histórica. Pra quem não se lembra, o Japão fez exatamente o mesmo caminho no século passado.

  58. 59 marco 21/10/2009 às 12:57 PM

    aprendi muito lendo o texto e comentarios…
    internet virou terra sem lei, pessoas fazem o que querem por exatamente pensar dessa forma

    gostei outro dia quando o jornal nacional precisou falar sobre do uso indevido de uma foto em sei la qual ano e não deu credito ao fotografo…falou e foi preciso repetir a mesma noticia mais 3 vezes no jornal…acho que foi a maior vitoria pro fotografo, justiça feita

  59. 60 Anna Monteiro 21/10/2009 às 2:17 PM

    Vamos ver pelo lado positivo da história: hão os que se salvam! Graças a Deus,nem todo mundo do país é corrupto,temos profissionais e sendo do bem; e hão os que não sacam nada de Direito autoral,licenciamento e assuntos afins,mas que estão podendo vir aqui,ler sobre o assunto,ponderar,refletir e aprender.Demos graças porque aqui nós temos livre arbítrio tbem pra opinar contra as atitudes que vemos erradas,e passar um pouco de conhecimento sobre esse assunto (q me espantou virar algo polêmico,diga-se de passagem).

    E temos que ficar martelando e divulgando esse tipo de corupção – ou crime,melhor dizendo – pro máximo de pessoas,sempre! O que a gente não pode,é se acomodar,parar de pôr a boca no trombone só porque isso vêm crescendo desenfreadamente.Temos é que,além de alardear essa podridão,fazer igual ao Montalvo: retirar até o último centavo da conta bancária de gente assim,que insiste em querer vida fácil!Uma hora vai ter gente aprendendo a lição,seja da melhor ou da pior forma possível(o que no fim das contas,foi escolha de quem estava na berlinda).

    Como diria o Lula: “A Luta Continua,Companheiro!”
    Abraços!

  60. 61 montalvomachado 21/10/2009 às 2:59 PM

    Demorou um pouco mas aparentemente o bom senso espantou os trolls deste debate.

    A coisa não se resume a escolher entre uma marca e outra. Não é tão simples assim, não se trata de dois concorrentes, mas de duas ideologias diferentes.

    Qual delas merece incentivo? Qual delas está contribuindo positivamente, criativamente, para o nosso benefício?

    Maldita postura de acolher e fazer cafuné em tudo que é nego torto que aparece neste país.

    O brasileiro medíocre costuma ver o sujeito fazer tudo errado na vida, trapacear, roubar, se safar, errar de novo, mas sente pena do miserável e diz: “Oh, o cara é pobrezinho, burrinho, sujinho, ladrãozinho, analfabetinho… vamos dar uma chance pra ele, tadinho, e não para este outro burguesinho, que estudou, se dedicou, investiu, tirou notas altas na escola, etc. Ele já tem tudo”.

    O medíocre sabe que o segundo ralou feito um desgraçado para ser alguém na vida, mas prefere dar a oportunidade para o primeiro, que nasceu para a vadiagem.

    Vai entender.

    Estamos muito longe de viver em uma meritocracia, mas eu acredito nela como a única forma de justiça que existe.

    Eu não compraria produtos sabendo que são chupados de outra empresa que investiu na criação, implementação e distribuição de algo legítimo, autêntico, e de melhor qualidade.

    Eu não compraria um pendrive de um flanelinha, mesmo que custasse muito barato. Talvez custe barato porque não presta, ou foi roubado.

    O mercado de crafting é dirigido ao consumidor inteligente, antenado, socialmente consciente e que vai saber fazer sua escolha de maneira racional.

    Esse papinho de “não me interessa” é para os alienados, que ainda não tomaram consciência de sua presença no tempo e no espaço da História.

    Não adianta fazer de conta que não pega nada, que não temos nada com isto.

    Temos responsabilidade sim, em cada ato, em cada palavra.

  61. 62 Dois Espressos 21/10/2009 às 3:36 PM

    @Montalvo Machado

    O mais bizarro nessa história é que o sujeito que reclama por ser explorado pelo patrão é o mesmo que apoia empresas que vendem “baratinho”. (e que, na maioria das vezes, só conseguem vender tão barato porque também exploram mão-de-obra barata, trabalham com softwares ilegais, etc…).

  62. 63 Ana CAstilhos 21/10/2009 às 3:38 PM

    Impressionante mesmo a cara de pau dessas pessoas. Fui vítima de pirataria tb e sei que não será a primeira nem ultima vez q irá acontecer. Pensando nisso e por acreditar que podemos unir forças e o Bem prevalece, criei o Movimento Pare Pira, onde as pessoas que fazem um trabalho digno, denunciam os com “falta de talentos”. É isso aí, vamos denunciar a ajudar a combater essa vergonha! Ah o link do Movimento: http://mukifuchic.blogspot.com/2009/10/lembram-se-cada-um-fizer-sua-parte.html#links

  63. 64 Dois Espressos 21/10/2009 às 3:41 PM

    @marco

    Há algum tempo, num outro texto, uma comentarista escreveu:

    “E outra… desde quando a internet tem copyright? afinal, esse não é o principio BÁSICO da internet uma “ferramenta gratuita de se disseminar informação”. Afinal, quem posta primeiro é dono da informação desde quando?”

    http://doisespressos.wordpress.com/2009/02/12/copypaste-or-die-2009/#comment-300

    É com pessoas com esse tipo de mentalidade que, muitas vezes, temos que dialogar.

    Abraços e obrigado pela visita…

  64. 65 Karla Hack 21/10/2009 às 4:03 PM

    E o pior é que se está violando de maneira bastante significativa esta área de direitos… A propriedade intelectual é algo muito sério e merece ser respeitada e tratada como tal.
    Os crime pela internet ainda são muito difícil de ser solucionados, o que deixa muitos a vontade para que os cometam.
    Excelennte seu texto!
    Belo Trabalho!

    bjus

  65. 66 Gabriela 21/10/2009 às 9:01 PM

    Vc levou a discussão para a comunidade Artesanato.TV lá no orkut e estou respondendo lá, tá?

    Já li tudo e vou continuar escrevendo as minhas impressões.

    Até mais!

  66. 67 Corrupiola 21/10/2009 às 10:10 PM

    Olá a todos,

    Soubemos da existência da Pitilé em agosto deste ano e somente dois meses depois (5/10) escrevemos um post sobre o caso. O assunto é sério e relevante. Sempre soubemos sobre o risco da cópia (como designers, vimos nossos projetos gráficos rodarem com outros nomes), mas nunca imaginamos que teríamos não apenas nossos produtos copiados, mas também uma série de conteúdos, métodos e processos. Não conseguimos ficar calados! Sem citar nomes, escrevemos um texto falando sobre o craft ruim e utilizando como exemplo as cópias feitas pela marca acima citada. Porém, o texto não tinha apenas a intenção de apontar a cópia fácil, exemplo de craft ruim, mas também mostrar que, munidos de papel, agulha e outros materiais, é possível sim ser criativo e original. Nossa intenção foi abrir um canal para a reflexão (como aqui), pois as cópias não ocorrem apenas conosco, mas com muitos outros profissionais.

    Não há o que discutir no modelo de bolinhas colocado aqui no post do Dois Espressos, e para fazer uma correção, ele foi lançado bem antes, no dia 25 de abril de 2009 (http://bit.ly/XjzUj). Este erro na data mostra que o Dois Espressos não está trabalhando para nós, como alguns estão insinuando (que absurdo!). Foi uma iniciativa do autor do blog que, como muitos outros, perceberam a atitude desleal da outra marca, que copiou não apenas este produto, mas estilos de fotos, frases, nome da marca, materiais utilizados na composição, descrições, preços e seções inteiras de nosso site (hoje alterados, mas por nós registrados).

    É ingênuo mencionar que fomos nós os inventores dos cadernos, destes formatos e deste tipo de costura! Em momento algum fizemos tal afirmação. Nem a Moleskine foi a inventora destes cadernos, é apenas a mais conhecida atualmente, devido ao marketing maciço, e mesmo assim há controvérsia sobre sua verdadeira história (http://bit.ly/3TN6nc). Mas a colagem do tecido neste modelo de encadernação, até onde sabemos, é uma inovação nossa. Ou seja, nós agregamos um diferencial ao modelo mais conhecido deste tipo de encadernação. E este é o principal tópico deste post, qual o diferencial que a marca copiadora agregou neste modelo? Um tecido diferente? Uma costura de fora para dentro, já que a nossa é de dentro para fora?!

    Sobre a utilização de mapas nos cadernos: não somos os detentores de mapas. Qualquer um pode usar mapas em cadernos, deste que tenha outra particularidade… nem cabe aqui mencionar o exemplo completamente diferente da crafter Erinzam. Mas ficamos na dúvida se, uma pessoa que vê semelhança em Corrupios Maps com os exemplos citados da Erinzam, como não consegue ver as estranhas semelhanças entre a Corrupiola e a marca copiadora?

    Nossa história está registrada no blog da Corrupiola e em nossos blogs pessoais, não há o que esconder. A Pitilé não tem história própria. Como comenta o Dois Espressos no post do tio. faso: “A lógica do copiador é: alguém está ganhando dinheiro com isso, será que posso ganhar também? Quem copia craft copia qualquer outra coisa, desde que renda um bom lucro.” Ela pegou o bonde andando e vende a falsa ideia de um produto craft, que muito provavelmente nem é feito pelas mãos deles. Desde agosto estamos registrando, através de printscreens das telas, todos os textos copiados da Corrupiola e alguns deles foram retirados. Em agosto enviamos e-mail com alto teor de decepção, principalmente depois de constatar que eles haviam comprado anteriormente nossos produtos, mas nunca nos responderam. Logo em seguida eles retiraram alguns textos, mas continuaram a copiar nossos modelos e procedimentos.

    A Corrupiola não precisa contabilizar os ganhos de seguidores no twitter ou comentários de blog, como se isso fosse uma competição. Quando se faz um trabalho sério e com ética, o reconhecimento chega (e não é comprado) com o apoio de profissionais reconhecidos, como os que se fazem presentes nestes comentários. São pessoas sérias e que acreditam no poder da criação. É uma lástima ler comentários como o do Geraldo, dizendo que esta é uma discussão imbecil… se é imbecil, porque tem o trabalho de estar aqui? Os defensores da marca copiadora interpretam este espaço virtual como um ringue onde há um vencedor. Oras, há espaço para todos neste mundo, mas alguns parecem estar destinados a ficar no limbo, por vontade própria.

    Quanto aos tecidos, ou papel, linha, agulha e outras matérias-primas, realmente não somos os fabricantes, mas também não colocamos um selo “100% feito à mão” em nossos produtos!

    Lílian, seu comentário sobre encadernação é ingênuo. Nunca afirmamos que o modelo dos-à-dos é uma criação nossa! Dos-à-dos é um modelo de encadernação que existe desde o século XVI. Wikipedia explica: http://en.wikipedia.org/wiki/Dos-%C3%A0-dos_binding. O modelo que a Lilian cita nem se parece com o modelo (ainda protótipo) da Corrupiola, que usa papel com faces de cores diferentes na capa, tem cantos arredondados e mais uma faca meia-lua em ambos os lados. Ela está desinformada, mas basta procurar por dos-à-dos no Flickr ou mesmo no Etsy para ver que muitos encadernadores sérios utilizam este tipo de encadernação.

    Sobre o “experiências manuais” que a Pitilé agregava ao nome, depois de alguns comentários (hoje retirados), eles fundamentavam que até o Sebrae usava o termo “experiências manuais”. No entanto, fazendo uma busca pelo Google, os únicos que utilizavam o termo “experiências manuais” eram a Corrupiola, a Pitilé e o Sebrae! A Pitilé trocou seu subtítulo e para nossa satisfação o próprio Sebrae agregou nosso case craft ao site deles.

    Não há o que discutir nas imagens que o autor do post acima coloca, com as apresentações semelhantes do modelo poá, que foi retirado do site da Pitilé, mas continua no Flickr, onde podemos ver que até a cor do papel interno e o estilo da foto foram imitados. Querer levar a discussão para o lado de “ah, mas a Corrupiola também copiou da Moleskine” é muita ingenuidade, ou tentativa de manipular os fatos, assim como a citação do modelo dos-à-dos. Como o autor deste post falou, a Corrupiola adicionou particularidades que foram descaradamente copiadas. Para ter um exemplo, basta conferir as duas fotos no Flickr, o primeiro a original da Corrupiola (modelo que já existe desde dia 25 de abril de 2009) e a segunda o desserviço dos copiadores:
    (original) http://www.flickr.com/photos/leilalampe/3898472196/
    (cópia) http://www.flickr.com/photos/pitile/3802092492/

    Bem, provavelmente a Pitilé também deletará esta imagem do seu Flickr logo em seguida, como fez com outras evidências, se esquivando de comentar o caso. Hoje mesmo verificamos que no texto de apresentação o endereço de sua gráfica e de sua agência de publicidade desapareceram… assim como o encantamento pela “filosofia craft” que tanto mencionavam há dois meses atrás no mesmo texto. É uma história forjada e aos poucos sendo apagada…

  67. 68 Dois Espressos 21/10/2009 às 10:21 PM

    @Corrupiola

    Nem tive tempo de ver a foto da cópia: como previsto, a imagem foi excluída.

  68. 69 Dois Espressos 21/10/2009 às 11:11 PM

    Direto do diretório de imagens da Pitilé:

  69. 71 Martina Viegas 22/10/2009 às 12:29 AM

    Mentiras… todas elas são nanicas e de perninhas ainda mais nanicas. De tão pequenas, não devem ser levadas em consideração: sigamos produzindo, criando, inventando, sendo. Aos forjadores? São só o resto.

    Nas mentirinhas pequenas, pulamos por cima com graça, jovialidade e a certeza de que o bom design é aquele que se faz com amor.

    Um beijo, amigos criativos!

  70. 72 Ellen 22/10/2009 às 1:10 AM

    Eu, como aspirante a crafter que já vendeu cadernos feitos à mão, sob encomenda, por aqui só digo uma coisa: que feio, Pitilé!

  71. 73 Sil Falqueto 22/10/2009 às 9:53 AM

    nossa, que feio mesmo. Não consigo entender como as pessoas podem perder seu tempo copiando coisas pra passarem essa vergonha depois…
    E os argumentos pró Pitilé são rasos de doer, quando não são errados e pronto. Aí sim parece que recrutaram a família pra defender, porque mostram que é gente que não entende nada do assunto. Realmente, há lugar ao sol pra todo mundo, mas eu não sento perto de quem usa esse lugar copiar…
    Eu fico imaginando a trabalheira que deve ser copiar um produto de alguém: ir atrás de que papel foi usado, que costura, que tecido… que preguiça!!! Muito mais divertido, e honesto, é vc procurar um papel bacana, uma maneira legal de estampar a capa, garimpar os tecidos que vc acha bacanas…
    E outra coisa: referência todo mundo procura, acho que não há criação que não tenha algo de outra, mas é imensa a distância entre isso e um plágio descarado como é o caso desse. É feio, e triste.

  72. 74 montalvomachado 22/10/2009 às 12:36 PM

    Deste imbroglio todo, talvez no seu crepúsculo, eu vejo o seguinte:

    Ninguém consegue ficar invisível na web. Não adianta estar em outro estado, em outro país ou em outro continente. Alguém vai contar pra alguém, que vai escrever para alguém, que vai postar em algum lugar, e a verdade vai aparecer mais cedo do que se esperava.

    A pior coisa que pode acontecer para uma marca ou pessoa é ficar conhecida pelo avesso. A propaganda espontânea gerada por este fiasco aliada a atitude de silêncio só fez potencializar o estrago. Eu não conhecia a Pitilé, e acabei conhecendo da pior forma possível.

    E o fato deles tirarem as imagens imediatamente após cada link postado aqui, só prova que eles estão acompanhando cada passo desta estória. Eles teriam se poupado de queimar tanto o próprio filme se tivessem reconhecido o erro e se desculpado publicamente logo no início deste problema. Agora é tarde, o estrago já está feito, e eles mostraram que não tem nada a dizer sobre isto.

    É mais um case de marketing, e vai acabar servindo de exemplo nas faculdades de design, sobre o que não fazer com sua imagem corporativa.

    É feio, é triste, mas também é uma lição a ser aprendida.

  73. 75 ana elisa 22/10/2009 às 12:44 PM

    Só porque eu tinha falado de roubo de fotografias, aconteceu agorinha mesmo:

    http://www.compal.pt/#/receitas/detalhe/sorvete_de_uva/

    A Compal, empresa portuguesa, simplesmente copiou e colou uma fotografia do meu blog La Cucinetta, sem dar crédito nenhum, e sem nem mesmo a receita ao lado corresponder à foto. Impressionante a cara de pau. Olhando o resto das fotografias, fica muito claro que nenhuma foi produzida por eles. Fala sério… E isso eu só fico sabendo porque me avisam… Imagina o que ninguém me avisou ainda.
    Na boa, o Creative Commons serve para isso! Tá lá, pode usar sem fins lucrativos, é só dar crédito! Agora uma EMPRESA usar sua foto é sacanagem…

    :P

  74. 76 Uriá Fassina 28/10/2009 às 2:10 AM

    O circo já pegou fogo, já tentaram apagar com gasolina e eu vou me sentir meio Joselito por levantar mais uma questão. Mas vamos lá.

    Acompanho o trabalho da Currupiola há bastante tempo. Adoro. Sou um entusiasta deste movimento “crafter” que vemos. Produzo meus crafts para uso pessoal, mas não vendo.

    No meio deste rolo todo, para mim, a questão do “direito autoral” das marcas gigantescas, milionárias e blá-blá-blá que a Pitilé estampa em seus cadernos é o menor dos problemas. Isso já é prática generalizada na internet e ninguém nem perceberia se no caderno estivesse estampado a marca do “Superman”, por exemplo — que logicamente tbm deve está coberta por copyright. Trata-se mais da questão do culto à determinada “filosofia” do que da cópia ou plágio, própriamente ditos.

    Mas não vamos entrar novamente neste mérito pq esta discussão sobre copyright na internet é inesgotável.

    Para mim, o grave aqui está no fato da Pitilé simplesmente subverter totalmente o sentido, a motivação e a filosofia do craft, do D.I.Y, do handmande, etc…

    A Pitilé poderia naturalmente fazer seus caderninhos a-lá-Moleskine, sem simplesmente copiar até os textos da Corrupiola. Poderia ter copiado tamanho, número de páginas, preços… pouca gente notaria.

    Mas optou pelo clássico Gersismo que impera no país do “levar vantagem”. Fodam-se os direitos autorais — que só tem valor real mesmo para marcas que já são bilionárias. A questão aqui é ética, é bom senso. É questão de noção. Faltou tudo isso e mais um pouco pra Pitilé.

    E uma atitude dessas, fere na carne aqueles que gostam ou vivem de atividades “craft-relateds”. Daqueles que veem neste resurgimento da valorização dos trabalhos manuais, uma alternativa a mesmice e a cópia-sem-fim digital.

    Gostei bastante do site da Pitilé. E ele me lembrava alguma coisa: http://www.thekingcart.com/2008/10/02/crafty-cart-free-wordpress-ecommerce-plugin-theme

    Opa! Calmaê, abaixem as pedras… o tema pra WordPress em questão é gratuito. É livre. Usa e modifica quem quer.

    Mas… será custava muito, pelo menos citar o autor do layout que facilitou tanto a vida deles? Melhor dizendo: porque RETIRAR o nome/link do autor do tema original que é mostrado tão discretamente no rodapé?

    Ética? Bom senso?

  75. 77 david reno 28/10/2009 às 9:20 PM

    Só comentando esse trecho do Amaya:

    “O lado ruim é o desprezo aberto deles [os chineses] pelos conceitos contemporâneos de propriedade intelectual, que consideram como valores “ocidentais” e não universais.”

    Os chineses estão certos, propriedade intelectual não é um conceito universal. Que aliás, é conflitante, “propriedade” nunca é “universal”. Propriedade intelectual é um conceito criado pelo capital. E existe única e exclusivamente em sociedades capitalistas. Essa discussão toda só existe pq alguém está ganhando dinheiro de forma que a lei do capital impõe como incorreta.

    Eu como faço parte desta época, fui criado e trabalho com criação em uma sociedade capitalista, concordo com o discurso do dono do blog, do amaya, alarcão, montalvo e outros…

    Mas teria cuidado em dizer que a propriedade intelectual e todo moralismo discutido aqui são “universais” e intrínsecos ao homem.

  76. 78 Laurina 03/11/2009 às 4:13 PM

    Que feio! Vergonha para o mundo craft.
    Dia desses, uma artesã (que nem era minha amiga no flickr), elogiou um de meus produtos e perguntou se eu dava o molde! Respondi que não dava, e que achava muito feio sair por aí copiando algo bastante exclusivo (necessaires em formato de calcinha). Disse que havia visto o trabalho dela e achava que tinha capacidade para criar algo bem bonito. Afinal, “nada se cria, tudo se transforma….”. Ela me respondeu que mesmo assim ia tentar fazer e depois me mostrar como ficou! Que eu não tivesse medo, que ela não ia me roubar clientela. Eu nunca tive medo disso! Mas fica escancarado quando há cópias baratas por aí… afinal, o Flickr é um ótimo fotolog, fonte de idéias (e não de cópias) e amizades.
    Quem navega “Flickr afora” sabe quem cria e quem copia.
    Conheci os corrupios no Flickr e de cara adorei, pois sou fã de caderninhos, organizo minha vida com um deles na bolsa. A Leila foi impecável, enviou meus corrupios dentro do prazo, com um bilhetinho super querido. Dia desses achei o cartão com o recadinho e achei impossível
    jogar fora. Guardei no meu porta-cartões, pois certamente vou encomendar outros…
    Moleskine? Tenho, sim. Mas Corrupios são Corrupios. E Moleskines são Moleskines. Cada caderninho tem seu espaço na minha bolsa.

  77. 79 suzi 13/11/2009 às 12:21 AM

    nem sei como parei aqui, mas estava entre um corrupio e um pitilé, até ler esta postagem. não preciso dizer por qual me decidi agora, certo?

    acredito que após a “super-inspiração” (ou cópia mesmo) estar mais que provada, a melhor coisa que o pitilé tem a fazer é pedir desculpas. pra mim, vergonha maior é não reconhecer/admitir o erro, mesmo a fundo sabendo que errou.

    além disso, acho que há mercado para todos, desde que existam boas idéias. e, como simples consumidora (leiga no assunto e detalhes sobre craft), o pitilé, mesmo tendo começado mal, tem potencial para lançar coisas atraentes (como o tululé – (http://www.flickr.com/photos/pitile/3804614670/in/set-72157621338910052 – que ainda não vi a venda em outro lugar. me corrijam se eu estiver equivocada).

  78. 80 montalvomachado 17/11/2009 às 12:37 PM

    Só um comentário, sobre o que escreveu o Uriá Fassina:

    “No meio deste rolo todo, para mim, a questão do “direito autoral” (…) que a Pitilé estampa em seus cadernos é o menor dos problemas. Isso já é prática generalizada na internet e ninguém nem perceberia se no caderno estivesse estampado a marca do “Superman”, por exemplo — que logicamente tbm deve está coberta por copyright.”

    Um crime não se torna menor ou menos ilegal só porque outros também o praticam.

    Usar uma marca ou imagem protegida por copyright, sem autorização, é encrenca na certa. Há profissionais contratados para procurar agulhas no palheiro, e eles são bons nisto.

    Os olheiros caçam fotografias, ilustrações, websites e tudo mais que pode ser propriedade de seus clientes, e processam o criminoso.

    Os que acham que podem sair ilesos catando coisas na web, como se fosse prática comum, vão acabar quebrando a cara mais cedo ou mais tarde.

  79. 81 Renata 20/11/2009 às 8:15 PM

    Olá!
    Cheguei aqui nessa matéria pelo site da Corrupio e, poxa vida, que mancada do pessoal da Pitile! Ainda bem que blogs como o teu conseguem abrir os olhos das pessoas para esse tipo de coisa… só acho um pouco complicado a Corrupio criar um produto e querer considerá-lo como seu, sendo que o tecido usado (no caso o verde de bolinha) não é criação deles.
    Já vi esse tecido vendendo na 25 e inclusive tenho algumas coisas compradas feitas com ele (ñ, não é nenhum caderninho! rs). E se fosse uma roupa? Bom, existe o atenuante da modelagem, poderia ser um modelo totalmente diferente, mas no caso do caderno, como vc vai mudar um caderno?
    O que eu quero dizer é que no mundo artesanal acaba sendo comum as pessoas produzirem coisas, vamos dizer assim,” iguais”, justamente pelo fato de existirem sites que ensinam a fazer, por exemplo, essa costura a mão (adoro essa atitude dos artesãos em dividir conhecimento e incentivar as pessoas a fazerem suas próprias coisas), então qualquer um, mesmo eu, poderia ter feito um caderninho e, por um acaso, encapado com esse tecido de bolinha. Inspirado no moleskine, esses “tipos” de cadernos (e não o espiral) estão sendo feitos por uma série de pessoas com essa mesma carinha: canto arredondado, costurado a mão…
    Não estou defendendo a Pitilé, até porque você já deu uma série de indicações do porque eles falharam (sendo o principal o “apelo” craft deles), só estou querendo dizer que a Corrupio precisava criar um diferencial maior em seus produtos. Infelizmente ainda existe essa dificuldade aqui no Brasil de termos pouquíssimas opções de tecidos (algo que o pessoal do patchwork sofre há muito tempo!! Bom, eu sofro tb…), por isso mesmo que fatos tristes como esse podem ocorrer até com mais frequencia… :-(
    Bom, pra finalizar, achei muito interessante a discussão que surgiu em torno dessa polêmica (comentários muito bons!) mas tb queria dizer que admito que consumo sim muita coisa pirata e plagiada (no caso da moda, acredito ser inevitável, o que você vê nos desfiles já está nas araras das lojas numa velocidade impressionante, muitas vezes sem você perceber…)! Tento evitar, mas infelizmente nem sempre temos $opçõe$ (quantos são os que realmente pagaram por aqueles programas caríssimos de edição de imagem, entre outros?) :-(
    E pra piorar, a gente tenta tanto ser correto mas não faz idéia do processo de produção daquilo que consumimos (ai, o trabalho escravo infantil…). Uau já estou devaneando demais!!! :-)))
    Abs

  80. 82 lucymorez 06/02/2010 às 7:26 AM

    Oi gente, tudo bem? O post é um pouquinho antigo em relação a minha presença, mas eu quis comentar porque concordo com o autor do post e com vários dos comentários que li.

    Sabe? comecei agora a me interessar por livros feito manualmente… Fazia cartões, mas achava que eu era doida! Faz um tempo que estou lendo sobre tudo, conhecendo o maior número possível de crafters e seus trabalhos naquilo que eu também quero fazer.

    Sim, quero fazer livros artesanais, por enquanto o objetivo é só presentear uma amiga que quer escrever livros mas não gosta de computadores…

    Bom, falei um tanto de besteira para escrever o seguinte: minha nossa, até agora toh matutando um jeito do livro ficar a minha cara! Por enquanto só juntei as folhas, não pensei na capa, nem nada… estou esperando a idéia vir (espero que ela chegue antes do dia 1 de março)… rs*

    Mas agora, falando sério… eu acho um caso grave, realmente há questões jurídicas envolvidas, tantos civis quanto penais… mas as pessoas simplesmente não enxergam, e elas não enxergam porque certamente fazem parte daquele grupo de pessoas que pensa: “tudo bem fazer o download do photoshop, não faz mal… não estou roubando!”; “ah, blz, o trombadinha estourou o vidro do carro no farol, mas isso acontece todo dia mesmo”… Estamos falando com uma gente que passou a achar a ocorrência de crimes, uma coisa normal, uma coisa cotidiana, ou pior, uma coisa que faz parte da vida de um homem! Isso é loucura, é doença social!

    Escrevo porque eu não acho normal o plágio, porque ele é crime… a inspiração é natural… o plágio não!

    é isso…


  1. 1 Pitilé (quanto mais cadernos de notas, melhor!) « Dois Espressos Trackback em 15/10/2009 às 1:19 PM
  2. 2 Copiar pra que? » tio .faso – o_bonequeiro.txt Trackback em 19/10/2009 às 10:09 AM
  3. 3 Craft e o que não é craft at Corrupiola – Experiências Manuais Trackback em 21/10/2009 às 1:18 AM
  4. 4 Um mundo digital mais humano » tio .faso – o_bonequeiro.txt Trackback em 24/11/2009 às 10:31 AM

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