Watchmen – Edição definitiva, Alan Moore & Dave Gibbons (R$ 83,90, Saraiva)
O Engenhoso Cavaleiro Dom Quixote de La Mancha – Vol. 2, Miguel de Cervantes.
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Veja também as pilhas de livros dos meses anteriores.
Notas sobre livros, música, artes visuais, gastronomia, gadgets, blogs, wanderlust e café espresso.
Watchmen – Edição definitiva, Alan Moore & Dave Gibbons (R$ 83,90, Saraiva)
O Engenhoso Cavaleiro Dom Quixote de La Mancha – Vol. 2, Miguel de Cervantes.
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Veja também as pilhas de livros dos meses anteriores.

E a história começa: 10 brilhantes inícios de clássicos da literatura universal, Amós Oz (R$ 29,90, Saraiva)
A viagem do elefante, José Saramago (R$ 33,60, Saraiva)
Memórias de minhas putas tristes, Gabriel García Márquez (R$ 20,80, Saraiva)
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Veja também as pilhas de livros dos meses anteriores.

A pilha de livros deste mês é diferente. Ao invés de colocar aqui minhas lista de leituras para fevereiro, segue abaixo minha lista de doações para a Biblioteca Pote de Mel.
A biblioteca, que funciona em uma padaria de Curitiba, não exige cadastro para retirada de livros, não estipula data para devolução das obras e nem tem nenhuma das outras burocracias das bibliotecas comuns. A filosofia da Pote de Mel é: pegue um livro e devolva quando quiser.
A iniciativa partiu do blogueio Alessandro Martins (Livros e afins, Cracatoa simplesmente sumiu e outros…) e, ao que parece, tem conquistado novos simpatizantes.
Se você também é bibliófilo e quer que o hábito da leitura seja cada vez mais difundido, tire ao menos um livro da estante e mande para a Panificadora e Confeitaria Pote de Mel, rua Conselheiro Araujo, 168, Curitiba, Paraná, CEP 80060-230. Pra quem mora no Sudeste, o envio de um livro para Curitiba, via PAC, sai por menos de R$ 5. Para os que se empolgarem e quiserem mandar mais livros, lembrem-se que o limite do PAC é de 5kg (meus livros pesaram menos de 3kg e o envio saiu por apenas R$ 16).
Na minha lista aparecem alguns dos livros e autores que considero absolutamente essenciais em qualquer biblioteca:
1. Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda
2. A bagagem do viajante, de José Saramago
3. As intermitências da Morte, de José Saramago
4. As pequenas memórias, de José Saramago
5. Uma aprendizagem ou o livros dos prazeres, de Clarice Lispector
6. Dom Casmurro, de Machado de Assis
7. Uma história de desamor treze vezes, de António Gregório
8. O crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós
9. O Vermelho e o Negro, de Stendhal
10. Poesia completa de Ricardo Reis, de Fernando Pessoa
11. A alma encantadora das ruas, de João do Rio

Fim de ano corrido, só terminei agora de ler os livros de dezembro.
1. O Valor do Design, Guia da ADG Brasil (R$ 77,00, Saraiva).
2. Sobre a Literatura, Umberto Eco (R$ 41,00, Saraiva) (releitura).
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Veja também as pilhas de livros para novembro e outubro de 2008.
Uma Vida Entre Livros – Reencontros com o Tempo, José Mindlin.
Diários de Jack Kerouac – 1947-1954, Jack Kerouac.
Aspectos do Romance, E.M. Foster.
Os prazeres e os dias, Marcel Proust.
Quem tem menos de 20 anos dificilmente conseguirá imaginar como era a Internet no distante ano de 1998. Coisas que são comuns hoje em dia, como blogs, redes sociais e download de MP3, só começaram a surgir um ano depois, em 1999. Naquela época todos os endereços terminados em “.com.br” cabiam numa única página de revista, caixas de e-mail não tinham 10GB de espaço e raramente alguém recebia um SPAM.
Nesse passado remoto, mais precisamente no dia 5 de outubro de 1998, André “Cardoso” Czarnobai e mais uma galera lançaram o Cardoso Online (COL), um mailzine (fanzine por e-mail) em texto puro, sem imagens, que era enviado aos assinantes duas vezes por semana.
Ontem à noite, em comemoração aos 10 anos do Cardoso Online, foi enviada a um pequeno número de assinantes uma edição de centenário do COL. (Centenário porque, de acordo com o Mojo, “em anos de Internet, cada 10 anos equivalem a um século”).
Pros saudosistas ou curiosos, todas as 278 edições do COL + as edições epeciais pode ser baixadas no Arquivo COL.
Vejamos agora se o Inagaki se anima e prepara também uma edição comemorativa do SPAMZine (mailzine que eu passei a acompanhar, em 2001, quando fiquei órfão do COL).
Fui assistir Ensaio sobre a cegueira (Blindness, 2008), filme dirigido por Fernando Meirelles e baseado no livro de mesmo nome escrito por José Saramago. Admito que estava bem cético em relação a uma adaptação cinematográfica de Ensaio, mas assistir o vídeo onde Saramago aparece visivelmente emocionado após a pré-estréia do filme em Lisboa me deixou empolgado.
A história fala sobre uma epidemia de “cegueira branca”, desconhecida pela medicina, que de repente começa a afetar os moradores de uma cidade. Acreditando tratar-se de uma doença infecciosa, o governo decide colocar todos os que foram afetados em quarentena. A medida que mais e mais casos de contágio vão sendo identificados, o local de quarentena começa a ficar superlotado. Neste cenário de exclusão e confinamento, onde inrompe a violência e a barbárie, apenas uma pessoa permanece imune à doença: A mulher do oftalmologista. (mais detalhes no trailer).
O filme — como já esperava — é fantástico e mesmo quem não leu o livro irá perceber, sem muito esforço, que Ensaio sobre a cegueira não é um filme literal, mas sim uma alegoria crítica de nossa época. Uma crítica da condição humana frente a crise do capitalismo no final do século XX.
Uma dica importante! Tente ir em um horário alternativo, com cinema vazio, para evitar que alguns idiotas se sentem atrás de você e fiquem falando o filme inteiro.
Para quem nunca leu nada do Saramago (shame on you!), recomendo começar pelo Caderno de Saramago — blog recém inaugurado pelo escritor — para ir se acostumando com o estilo de escrita em grandes blocos de texto, com frases e períodos longos e pontuação fora do comum. Coisas que só “o mais talentoso romancista vivo” sabe fazer.