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Clássicos adaptados para os quadrinhos

Costumo dizer que se a partir de hoje nenhum novo livro fosse publicado, o tempo que me resta de vida não seria suficiente para ler todos os grandes clássicos da literatura mundial. Tendo em minha relação de não lidos alguns dos livros de Dostoiévski, Kafka, Shakespeare, Faulkner, Flaubert, Garcia Márquez, Homero, Thomas Mann e Virginia Woolf, só pra citar alguns, não dá pra perder tempo lendo Stephanie Meyer ou Dan Brown.

Meu primeiro contato com os clássicos aconteceu no começo dos anos 90, quando eu tinha uns 14 anos, através de uma coleção de histórias em quadrinhos chamada Clássicos Ilustrados. Eram edições semanais com adaptações de obras clássicas como Moby DickHamlet, O Conde de Monte CristoGrandes EsperançasA Ilha do Dr. MoreauA Queda da Casa dos UsherO Morro dos Ventos UivantesA Letra EscarlateA Ilha do Tesouro e Cyrano de Bergerac (links para a versão .pdf dos quadrinhos de 1990).

Não consigo pensar numa forma melhor de despertar em crianças e adolescentes a paixão pelos grandes clássicos da literatura mundial.

Se você concorda e curte quadrinhos — principalmente adaptações de clássicos — vai gostar de saber que começou a pré-venda de “O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien, ilustrado por David Wenzel.

Abaixo, 3 páginas de “O Hobbit” ilustrado (imagens de divulgação – clique para ampliar).

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AVISO AOS LEITORES

O link da pré-venda de “O Hobbit” que aparece nesse texto é meu primeiro como integrante do Programa de Afiliados do Submarino. No entanto, a adesão a esse programa não tem como função gerar algum tipo de renda para o este blogueiro que vos fala: todo o valor arrecadado com as vendas — incluindo os valores gerados pelas compras que eu mesmo fizer — será convertido em doação de livros.

Achei que seria legal comentar.

Pilha de Livros para maio/junho de 2009

domquixote

Watchmen – Edição definitiva, Alan Moore & Dave Gibbons (R$ 83,90, Saraiva)

O Engenhoso Cavaleiro Dom Quixote de La Mancha – Vol. 2, Miguel de Cervantes.

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Veja também as pilhas de livros dos meses anteriores.

Pilha de livros para março de 2009

Pilha de livros para março de 2009

E a história começa: 10 brilhantes inícios de clássicos da literatura universal, Amós Oz (R$ 29,90, Saraiva)

A viagem do elefante, José Saramago (R$ 33,60, Saraiva)

Memórias de minhas putas tristes, Gabriel García Márquez (R$ 20,80, Saraiva)

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Veja também as pilhas de livros dos meses anteriores.

Livros devem circular (Biblioteca Pote de Mel)

Livros para a biblioteca Pote de Mel

A pilha de livros deste mês é diferente. Ao invés de colocar aqui minhas lista de leituras para fevereiro, segue abaixo minha lista de doações para a Biblioteca Pote de Mel.

A biblioteca, que funciona em uma padaria de Curitiba, não exige cadastro para retirada de livros, não estipula data para devolução das obras e nem tem nenhuma das outras burocracias das bibliotecas comuns. A filosofia da Pote de Mel é: pegue um livro e devolva quando quiser.

A iniciativa partiu do blogueio Alessandro Martins (Livros e afins, Cracatoa simplesmente sumiu e outros…) e, ao que parece, tem conquistado novos simpatizantes.

Se você também é bibliófilo e quer que o hábito da leitura seja cada vez mais difundido, tire ao menos um livro da estante e mande para a Panificadora e Confeitaria Pote de Mel, rua Conselheiro Araujo, 168, Curitiba, Paraná, CEP 80060-230. Pra quem mora no Sudeste, o envio de um livro para Curitiba, via PAC, sai por menos de R$ 5. Para os que se empolgarem e quiserem mandar mais livros, lembrem-se que o limite do PAC é de 5kg (meus livros pesaram menos de 3kg e o envio saiu por apenas R$ 16).

Na minha lista aparecem alguns dos livros e autores que considero absolutamente essenciais em qualquer biblioteca:

1. Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda
2. A bagagem do viajante, de José Saramago
3. As intermitências da Morte, de José Saramago
4. As pequenas memórias, de José Saramago
5. Uma aprendizagem ou o livros dos prazeres, de Clarice Lispector
6. Dom Casmurro, de Machado de Assis
7. Uma história de desamor treze vezes, de António Gregório
8. O crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós
9. O Vermelho e o Negro, de Stendhal
10. Poesia completa de Ricardo Reis, de Fernando Pessoa
11. A alma encantadora das ruas, de João do Rio

Pilha de livros para (o fim) de janeiro de 2009

Livros para janeiro de 2009

Fim de ano corrido, só terminei agora de ler os livros de dezembro.

1. O Valor do Design, Guia da ADG Brasil (R$ 77,00, Saraiva).

2. Sobre a Literatura, Umberto Eco (R$ 41,00, Saraiva) (releitura).

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Veja também as pilhas de livros para novembro e outubro de 2008.

Pilha de livros para outubro de 2008

Os 10 anos de Cardoso Online

Quem tem menos de 20 anos dificilmente conseguirá imaginar como era a Internet no distante ano de 1998. Coisas que são comuns hoje em dia, como blogs, redes sociais e download de MP3, só começaram a surgir um ano depois, em 1999. Naquela época todos os endereços terminados em “.com.br” cabiam numa única página de revista, caixas de e-mail não tinham 10GB de espaço e raramente alguém recebia um SPAM.

Nesse passado remoto, mais precisamente no dia 5 de outubro de 1998, André “Cardoso” Czarnobai e mais uma galera lançaram o Cardoso Online (COL), um mailzine (fanzine por e-mail) em texto puro, sem imagens, que era enviado aos assinantes duas vezes por semana.

Ontem à noite, em comemoração aos 10 anos do Cardoso Online, foi enviada a um pequeno número de assinantes uma edição de centenário do COL. (Centenário porque, de acordo com o Mojo, “em anos de Internet, cada 10 anos equivalem a um século”).

Pros saudosistas ou curiosos, todas as 278 edições do COL + as edições epeciais pode ser baixadas no Arquivo COL.

Vejamos agora se o Inagaki se anima e prepara também uma edição comemorativa do SPAMZine (mailzine que eu passei a acompanhar, em 2001, quando fiquei órfão do COL).

Ensaio sobre a cegueira: filme

Fui assistir Ensaio sobre a cegueira (Blindness, 2008), filme dirigido por Fernando Meirelles e baseado no livro de mesmo nome escrito por José Saramago. Admito que estava bem cético em relação a uma adaptação cinematográfica de Ensaio, mas assistir o vídeo onde Saramago aparece visivelmente emocionado após a pré-estréia do filme em Lisboa me deixou empolgado.

A história fala sobre uma epidemia de “cegueira branca”, desconhecida pela medicina, que de repente começa a afetar os moradores de uma cidade. Acreditando tratar-se de uma doença infecciosa, o governo decide colocar todos os que foram afetados em quarentena. A medida que mais e mais casos de contágio vão sendo identificados, o local de quarentena começa a ficar superlotado. Neste cenário de exclusão e confinamento, onde inrompe a violência e a barbárie, apenas uma pessoa permanece imune à doença: A mulher do oftalmologista. (mais detalhes no trailer).

O filme — como já esperava — é fantástico e mesmo quem não leu o livro irá perceber, sem muito esforço, que Ensaio sobre a cegueira não é um filme literal, mas sim uma alegoria crítica de nossa época. Uma crítica da condição humana frente a crise do capitalismo no final do século XX.

Uma dica importante! Tente ir em um horário alternativo, com cinema vazio, para evitar que alguns idiotas se sentem atrás de você e fiquem falando o filme inteiro.

Para quem nunca leu nada do Saramago (shame on you!), recomendo começar pelo Caderno de Saramago — blog recém inaugurado pelo escritor — para ir se acostumando com o estilo de escrita em grandes blocos de texto, com frases e períodos longos e pontuação fora do comum. Coisas que só “o mais talentoso romancista vivo” sabe fazer.


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Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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