Arquivo para a categoria 'Café'

Mypressi Twist – espresso portátil (será?!)

Primeiro foi a “trambolhuda” Handpresso (vídeo no YouTube), que segundo relatos de proprietários é uma tremenda porcaria. Agora é a vez da Mypressi Twist, premiada na feira da Specialty Coffee Association of America (SCAA), em Atlanta, EUA, como Best New Product Cofee or Tea Serving Equipment (algo como “melhor equipamento para servir café e chá” do ano).

A idéia é basicamente a mesma: água quente, pó ou sachê no porta-filtro e uma ampola de gás com 9 bars de pressão. O resultado você vê no vídeo abaixo.

Será que presta?!

5 blogs para gourmets amadores

Pra começar, Garfada, do Marcelo Träsel, que além de receitas pornográficas envolvendo tutano de boi, dá dicas de bons restaurantes. Onívoro “de responsa”, seus textos vão da receita de risoto de ragu de porco com shiitake aos comentários sobre ícones da “baixa gastronomia”, como o x-polenta e a Pizzoca (pizza de tapioca).

pudim-choc-rasp_2SAlém dele, o Chucrute com Salsicha, da Fernanda Guimarães Rosa, que atualmente mora em Davis, na Califórnia. Excelentes receitas e fotos maravilhosas.

Recomendo também o Panela de Cobre, do paulistano Daniel Figueiredo, que traz receitas e curiosidades sobre a história de alguns ingredientes.

Outro bem legal é o Cocinar para los amigos, do espanhol Josemari Fagoaga, que mostra o preparo de receitas fáceis e deliciosas em vídeos curtos, com menos de 5 minutos cada.

Pra terminar, o Gourmets Amadores, blog da portuguesa Suzana Parreira, com destaque para as receitas “4 por 6″, onde o desafio é preparar receitas para 4 pessoas com apenas 6 euros (cerca de R$16).

UPDATE: +1 blog!

Descobri através do Alessandro Martins, do Cracatoa Simplesmente Sumiu, mais um blog muito legal sobre culinária e gastronomia, o Prato Fundo, mantido pelo farmacêutico-bioquímico/cozinheiro Vitor Hugo, que só por saber fazer Macaron já merece meu respeito.

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Se você curte cozinhar e chegou por aqui agora, dê uma passada nos textos sobre como preparar o churrasco e o hambúrguer perfeitos. Além disso, aproveite para dar uma olhada nas dicas para apreciadores de café e conhecer o Astória Real, o melhor Café natural do Brasil.

Links para apreciadores de café

capaPrimeiro o da Revista Espresso, publicação trimestral que custa apenas R$10 e ainda disponibiliza em seu site todo o conteúdo das edições anteriores.

cafepointTambém o Café Point, com informações sobre todas as etapas da cadeia produtiva do café. Destaque para os artigos do Ensei Neto, consultor em marketing e qualidade de cafés especiais, que também escreve sobre sua paixão pela bebida no blog The Coffee Traveler.

Além desses, recomendo também o Barista Brasil, com notícias, artigos, receitas e links para vídeos bem interessantes.

Pra terminar, duas dicas de blogs em inglês: The Coffee Colective e Barista Magazine.

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Aproveitando o assunto…

Você pagaria US$20 por uma xícara de café especial, que lhe garantisse o prazer de tomar café quentinho, do primeiro ao último gole, sem queimar os dedos? E pagaria R$14 para provar o café feito com grão retirdos das fezes de um Jacu?

Astória Real: o melhor Café Natural do Brasil

produto_astoria_especialFinalmente consegui pôr as mãos em um dos cafés gourmet ganhadores do 5º Concurso Nacional da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC): o Astória Real – Edição Especial.

Essa edição limitada e numerada, produzida com grãos da Fazenda Santana, localizada no município de Jacuí (Sul de Minas), conquistou o 1º lugar na categoria Cafés Naturais (cafés orgânicos, onde a planta sofre a mínima interferência humana – os pés de café não são podados e os grãos amadurecem e secam nos próprios galhos).

Segundo a Toko – empresa de Juiz de Fora que produz o Café Astória Real – apenas 1000 embalagens, cada uma contendo 250g da Edição Especial, foram postas à venda. O valor nos supermercados e demais pontos de venda gira em torno de R$15.

perfil-astoria-edicaoPra terminar, na imagem ao lado, o perfil de sabor do Astória Real – Edição Especial, elaborado com base no Programa de Qualidade do Café (PQC) da ABIC.

Mas se você é realmente aficcionado(a)…

…e quer entender como funciona o Programa de Qualidade, conhecer os diversos padrões de torra e moagem do café e saber as diferenças entre Café Tradicional, Café Superior e Café Gourmet, baixe o Guia Prático do PQC e o Guia de Símbolos de Qualidade.

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Chegou por aqui pelo Google? Aproveite para conhecer alguns links interessantes para apreciadores de café.

Coisas de gente branca

O blog Stuff White People Like tem pouco mais de 1 ano e já foi citado em outros blogs (nem é tão novidade assim). A idéia do autor é escrever posts onde ele relaciona atividades, produtos e conceitos que, na perspeciva dele, são “coisas de gente branca”.

moleskine_pocket_plain_notebookO mais engraçado ao ler esse blog é perceber que ele realmente relaciona, post após post, gostos bem característicos de gente branca. A lista que tem itens como café, vinhos, produtos Apple, música indie, reciclagem, bicicletas, saber o que é melhor para pessoas pobres, vintage, sushifaz qualquer pessoa branca se sentir um clichê ambulante.

Um dos últimos posts fala especificamente de um produto “de gente branca” que eu gosto muito: Moleskines.

De acordo com o blo:

Levando em conta que pessoas brancas se consideram muito criativas, podemos imaginar que elas precisem constantemente de produtos e acessórios que lhes permitam ‘capturar’ suas idéias e pensamentos. Um dos produtos mais populares nos últimos anos têm sido os cadernos moleskine.

Esse tipo de caderno costuma ser bem caro e foi bastante popular entre escritores e artistas do passado. Nem é preciso dizer que só essas duas características fazem dele o produto perfeito para pessoas brancas. De fato eles até servem de exemplo para mostrar que gente branca gosta de praticamente qualquer coisa que tenha sido utilizada por escritores e artistas de outras épocas: máquinas de escrever, diários, suicídio, heroína e trens são outros bons exemplos.

Como praticamente todas as outras coisas de que pessoas brancas gostam, moleskines são consideravelmente mais caros do que cadernos de notas comuns sem que, no entanto, nenhuma funcionalidade seja acrescentada. Felizmente, se levarmos em conta que pessoas brancas só guardam em seus moleskines suas idéias mais originais e criativas, muitas acabam comprando apenas um destes cadernos durante toda sua vida.

Entretanto, a popularização destes pequenos cadernos não ocorre sem que alguns problemas sejam percebidos. Uma situação intrigante na qual seus proprietários costumam se ver envolvidos é estar sentado em uma cafeteria com seu moleskine aberto sobre o teclado de seu notebook Apple. Você deve se perguntar por que eles precisam de tantos aparatos para guardar seus pensamentos? Bem, o que acontece é que se uma pessoa branca tem uma grande idéia, ela anota em seu moleskine, se for apenas uma boa idéia, ela anota no computador.

Isso não faz apenas com que pessoas brancas mantenham suas idéias organizadas, mas serve também de sinal para as outras pessoas brancas ao redor de que aquele é um sujeito verdadeiramente criativo. É como um sinal luminoso dizendo: “Eu não estou usando meu computador apenas para verificar meus e-mails ou ler fofocas, eu o estou usando para criar algo artístico. Sinta-se à vontade para fazer perguntas sobre o que estou fazendo”.

Portanto, quando você vir uma pessoa branca com um moleskine, você deve sempre perguntar a ela em que tipo de projetos ela tem trabalhado durante seu tempo livre. Mas atenção, você não deve jamais pedir para ver o que está escrito no moleskine, a menos que queira saber “como ela pretende transformar aqueles 5 números de telefone e uma lista de compras em um best seller?”

Se você é uma pessoa branca que lê em inglês e tolera bem críticas contundentes ao seu estilo de vida, vale a pena dar uma olhada na lista com mais de 100 coisas bem características de gente branca.

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1. Tradução minha a partir do post original em inglês.

Café espresso com “S”, não com “X”

Existe uma frase, atribuída ao dramaturgo grego Aristófanes, que diz o seguinte:

A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre.

Revista EspressoSempre me lembro dela quando recebo cometários como os abaixo:

Autor: Uma amiga
(IP: 189.122.82.204 , bd7a52cc.virtua.com.br)
Comentário:
Desculpe, mas se erros de português te incomodam, porque
(sic) tem um logo no nome do teu site. Expresso com S, cara, só em lanXonete de beira de estrada. Espresso requentado, saca? Um abrasso. (sic)

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Autor: anderson
(IP: 201.95.44.162 , 201-95-44-162.dsl.telesp.net.br)
Comentário:
Nossa, espresso com s foi a pior que eu já tinha visto. E em um logo então matou a pau!

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EspressoRaros são os comentário como o do João Carvalho:

Autor: João Carvalho
(IP: 189.62.121.7 , bd3e7907.virtua.com.br)
Comentário:
po. finalmente alguém que não é barista resolveu passar a escrever espresso com S. hehe. é triste, principalmente pra mim que sou barista e jornalista at the same time ver em todo lugar na midia ainda escreverem espresso com X.

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O mais triste nisso tudo é que nem é preciso comprar revistas especializadas em café ou ser cliente da Starbucks para saber que espresso se escreve com “S” e não com “X”: basta ler a primeira linha do verbete Espresso da Wikipedia.

Como explicou nos comentários o barista João Carvalho:

O café é espresso [com S] porque é é feito sob pressão, espremido para criar maior resistência à passagem da água e assim promover uma maior extração de óleos aromáticos e outros atributos sensoriais internos ao café. Espresso vem do italiano. É um uma bebida criada na itália, com [nome e] receita padronizada e seguida no mundo todo.

Quem ainda tiver dúvidas sobre a grafia correta pode consultar o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa). Nele o verbete “expresso” não faz nenhuma referência a café.

Enfim, agora tenho um post para mandar como resposta aos que se dão ao trabalho de entrar aqui apenas para dizer “Nossa… como vossê é burro… num sabia que expresso é kum “X” não seu imbesil? hhuahuahuahua!!!

O segredo das fezes do Jacu

Semana passada começou a ser vendido na rede Suplicy de Cafés Especiais, no bairro dos Jardins, em São Paulo, um lote limitadíssimo-e-super-exclusivo-para-clientes-refinados do Jacu Bird Coffee, a versão brasileira do muito-mais-limitado-e-exclusivo café Kopi Luwak, que chega a custar R$ 2.400,00 o kilo.

O processo de fabricação do Jacu Bird Coffe é o mesmo que o do Kopi Luwak, só que ao invés catarem os grãos de café defecados por um mamífero de uma ilha no arquipélago da Indonésia, nas Filipinas, eles estão catando os grãos encontrados nas fezes do Jacu, ave que habita as zonas de floresta aqui no Brasil. Os tais grãos, depois de processados, produzem um café que é vendido por até R$ 14,00 a xícara.

O fato de existir gente que acha o máximo tomar café feito com grãos que saíram do ânus de um gato ou ave não me espanta.

O que me deixa perplexo é que, de acordo com os apreciadores destes cafés exclusivos, somente o processo digestivo destes animais selvagens é capaz de produzir um produto com aroma e sabor tão requintado. Em outras palavras, esse povo acredita que nem os grandes centros de pesquisa do mundo, com seus escpectrômetros de massa, nem mesmo o grupo de cientistas que já conseguiu mapear o genoma humano é capaz de descobrir a substância secreta que existe dentro dos intestinos dos Jacus para, assim, reproduzir tal substância em laboratório e permitir que ninguém precise mais catar grãos de café em cocô de bicho.

Pros mais interessados, informações sobre o Kopi Luwak e vídeo com a reportagem do Globo Rural falando sobre o Café Jacu.

Pros apreciadores de café que preferem grãos não digeridos por animais, recomendo o Astória Real, o melhor Café Natural do Brasil (além de uma olhada rápida em outros links interessantes sobre café).

A xícara de café perfeita

bodum

Estas xícaras aí ao lado ganharam, no ano passado, o IF Design Product Award, um dos 3 maiores prêmios de design no mundo, com mais de 50 anos de tradição. Anualmente são mais de 2.700 produtos, de 35 países, tentando levar este prêmio pra casa.

Fabricadas por uma empresa dinamarquesa chamada Bodum, especializada em produtos para mesa e cozinha, as xícaras são de vidro borossilicato e possuem parede dupla. A tecnologia empregada faz com que o conteúdo da xícara — seja ele quente ou frio — fique isolado da parte externa por uma fina camada de vácuo, o que diminui consideravelmente a troca de calor com o ambiente e mantém seu café quentinho do primeiro ao último gole (e sem queimar seus dedos!).

A dúvida é: o prazer de tomar café quentinho, do primeiro ao último gole, sem queimar os dedos, vale US$ 40,00 o par?


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" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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