Archive for the 'Fotografia' Category

Mais um stop motion da Olympus

Em julho do ano passado eu falei aqui sobre o stop motion “The PEN Story”, criado para celebrar os 50 anos de lançamento da Olympus PEN.

Hoje caiu por aqui (via tweet que eu perdi… perdoe-me o autor da dica) o “PEN Giant”, novo stop motion da Olympus PEN… bem maior.

Poesia não-verbal

Comecei a me interessar por filmes não-verbais em 1994, quando assisti pela primeira vez Baraka (1992), de Ron Fricke. Já tinha assistido seu filme anterior, Chronos (1985), e também Koyaanisqatsi (1982), primeiro filme da Trilogia Qatsi, de Godfrey Reggio, mas foi Baraka que fez minha cabeça explodir. Veja o trecho abaixo (apenas 7 minutos) e me diga se você sente falta de palavras.

Enfim… essa breve introdução foi só pra contar que caiu hoje na minha timeline do Twitter, via @montalvomachado, o link para um desses vídeos não-verbais… sem atores, sem texto, sem enredo… apenas imagens.

Assista em tela cheia o filme de Alex Roman, The Third and The Seventh.

The Third and The Seventh, Alex Roman

A arte de andar à pé (sauntering¹ & wanderlust)

Assim como Henry David Thoreau em seu livro “Andar à Pé” (Walking – 1862), nestes 30 e poucos anos de vida encontrei pouquíssimas pessoas que compreendiam a arte de caminhar, de dar passeios a pé. Dentre estas, um número ainda menor tinha o que nos países de língua inglesa é chamado de “wanderlust” palavra derivada do alemão, sem equivalente em português — que significaforte desejo de andar, viajar, explorar o mundo” (em alemão: “wandern’’, “a vagar”, e “Lust”, “desejo”).

Quando me proponho a guiar grupos de pessoas durante longas caminhadas por parques ou áreas de proteção ambiental, a primeira pergunta que normalmente ouço é: “O visual do lugar que vamos visitar compensa esses 10km de caminhada?”. E minha resposta é quase sempre a mesma: Não encare a caminhada como um sacrifício para atingir um determinado objetivo. A caminhada, por sí só, já faz parte da diversão. Quem encara a trilha como “mal necessário para se chegar em um lugar bacana” não entendeu direito o que é visitar uma reserva ambiental.

Trilha-dos-espelhos

Pros que, como eu e a Sra. Dois Espressos (foto acima), curtem caminhadas “selvagens” ou urbanas e querem compartilhar dicas de bons locais para flanar² ou fotos de suas andanças, criei o grupo “Sautering”, no Flickr. Apareçam por lá!

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1. “Sauntering”, palavra esplendidamente derivada de “pessoas vadias que erravam pelo país, na Idade Média, e pediam esmola sob o pretexto de irem à la Sainte Terre” à Terra Santa, até as crianças exclamarem “Lá vai um Sainte-Terrer“, um “Saunterer”, um da Terra Santa. Os que nunca vão à Terra Santa nas suas peregrinações, como pretendem, são, em verdade, meros vadios e vagabundos; mas os que lá vão ter são “saunterers”, no bom sentido que tenho em vista. É certo que alguns derivariam a palavra de sans terre, sem terra ou pátria, o que, portanto, no bom sentido, significará — não tendo pátria determinada, mas igualmente tendo sua pátria em toda parte. Pois este é o segredo do vitorioso “sauntering”. Os que se deixam permanecer em casa, quietos, sempre e sempre, podem ser os maiores errantes de todos; mas o “saunterer”, no bom sentido, não é mais errante do que o rio sinuoso, cujo propósito contínuo é encontrar o caminho mais curto para o mar. Prefiro a primeira como sendo a derivação mais provável pois toda caminhada é uma espécie de cruzada que nos foí pregada por algum Pedro, o Eremita, para avançarmos reconquistarmos esta Terra Santa das mãos dos infiéis. (Henry David Thoreau – “Andar à Pé”)

2. Do francês “flâneur”, siginifica “passear ociosamente; vaguear; perambular”. Caminhar pelo prazer de apreciar o que está à sua volta, parando aqui e ali para observar algo que chame sua atenção.

Por onde andam meus colegas da 4ª série?

Revirando uma caixa com fotos antigas, encontrei essa aqui.

belisario(clique na imagem para ampliá-la)

Festa junina do Colégio Belisário dos Santos, turma da 4ª série, 1986.

Pra tentar ajudar, vejamos os detalhes de que me lembro.

higinoEsse aqui é o Higino. Lembro que ele era filho de uma professora de Educação Artísitica do colégio e desenhava muito bem. Uma vez, como prova de perícia, ele desenhou uma locomotiva inteira sem tirar o lápis do papel. Eu, que me considerava um bom desenhista, fiquei bem impressionado

vivianEssa aqui, se não me engano, chama-se Vivian ou Viviane? Era a menina mais popular da sala e ficou em 2º lugar na eleição para representante de turma da 4ª série.

eduardoEsse aqui tem nome composto… “Alguma coisa” Eduardo (eu acho). Era o “Ferris Bueller” da sala. Foi eleito representante de turma por uma larga vantagem. Lembro também que ele foi campeão de uma espécie de “show de talentos” promovido pelo colégio, cantando “Olhar 43″, do RPM.

leandroLembro-me vagamente do Leandro (?). A única coisa que me ocorre agora é que ele era o mais rebelde da turma e ia sempre conversar com a inspetora disciplinar, Dona Marinéia.

euE, é claro, eu.

Se você aparece nessa foto ou conhece alguém que aparece, por favor, deixe um comentário dizendo por onde anda, o que tem feito da vida e, caso possua, links para suas páginas em redes sociais (Facebook, Flickr, Orkut, MySpace, Twitter, Last.fm…)

PS: Alguém sabe por onde anda a Dona Marinéia?

Meu stop motion favorito (a partir de hoje!)

Um tweet do Alessandro Martins me levou até o vídeo The PEN Story”, produzido pela Olympus para comemorar os 50 anos da Olympus PEN.

Para baixar a musiquinha que toca no vídeo (“Down below”, de Johannes Stankowski) e ainda saber detalhes sobre a câmera, basta dar um pulo no site “The PEN Story”.

Qualquer pai sabe o que é melhor pros filhos?

KKK

A imagem acima saiu dessa série de fotos divulgadas pela revista LIFE e mostra uma criança sendo preparada para uma cerimônia da Klu Klux Klan. Essa e outras fotos, onde pais e filhos aparecem juntos, me fizeram pensar no seguinte:

Qual o impacto de uma educação familiar desse tipo na vida dessas crianças? A educação nesse ambiente, de alguma forma, limitará/determinará sua visão de mundo e suas escolhas morais como adulto? Quais são as chances de que uma criança criada dentro da KKK transcenda sua formação cultural e se torne um adulto tolerante em relação a outras raças?

É claro que todas as perguntas acima são meramente retóricas.

O que eu realmente quero saber é se, com base nas respostas que todos temos para as perguntas anteriores, algum tipo de controle deveria ser exercido sobre estes pais no sentido de proteger essas crianças de ideologias que difundem o proselitismo e o sectarismo?

Afinal, pais têm o direito de transmitirem a seus filhos a ideologia que desejarem — QUALQUER que seja a ideologia ou existe um limite? E se essa ideologia fizer com que essas crianças se transformem em adultos como o da cena abaixo, ainda assim nada deve ser feito?

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UPDATE:

As opiniões da Psicanalista e Psicóloga Aline Accioly sobre esse assunto estão no post Pais e Filhos, no blog mundo accioly.

O que importa é o que você está vendo

baraka_filmMuito antes do Matt, no começo dos anos 90, os cineastas Ron Fricke, Mark Magidson e mais uma equipe de três pessoas pegaram US$4 milhões e cairam na estrada para, durante 14 meses, percorrer 24 países em 6 continentes. Durante esse período — e usando o caríssimo filme widescreen de alta-definição TODD-AO, de 70mm — eles produziram Baraka (IMDB), filme considerado por muitos como definitivo em seu estilo, com tomadas de tirar o fôlego, unidas por uma trilha sonora inacreditável, que mostram a beleza e a destruição da natureza e dos seres humanos.

HomeSeguindo o mesmo estilo de documentários com “paisagens aéreas do mundo inteiro para sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária” temos agora HOME, produzido pelo francês Yann Arthus-Bertrand e lançado mundialmente semana passada, no dia 5 de junho.

Pra quem curte fotografia, natureza ou artes visuais de um modo geral, ambos são filmes obrigatórios. Enquanto em HOME você é conduzido através da experiência visual por um narrador, em Baraka, um filme não-verbal, apenas com imagens e sons, é você quem cria o roteiro.

Segue abaixo o trailer de HOME (assista em HD).

Pra mim o que estraga compromete um pouco o trabalho feito em HOME é justamente a narração… o já gasto discurso-clichê de que “temos menos de 10 anos para reverter esse quadro catastrófico”, “mudar nossos hábitos de consumo” e “nos tornar conscientes de que estamos explorando a Mãe Terra”. Como em Baraka, tudo isso poderia ter sido feito de forma não-verbal, apenas com uma boa edição de imagens e trilha sonora impactante.

Home pode ser assistido dietamente no YouTube, em HD (aliás, só assista em HD), até o dia 14 de junho. Para os que não entendem inglês, existe uma versão narrada em português de Portugal.

Enfim… assista Baraka (disponível no YouTube)… assista HOME… tire suas próprias conclusões… e depois venha aqui me contar.

Um não-post (apenas símbolos)

Leia atentamente a faixa que estes estudantes carregam.

alunos_es

A foto acima foi feita ontem e mostra estudantes do Ensino Médio da rede estadual de Vila Velha, no Espírito Santo, protestando contra o aumento na carga horária das aulas.

Após cerca de 1 hora escrevendo e apagando trechos do que seria um post sobre essa imagem — usando citações de Bourdieu sobre os efeitos estruturais do habitus, a lógica da distinção e o papel da escola na reprodução social — me dei conta de que escreveria um texto gigante que poderia privar o leitor do impacto simbólico que essa fotografia causou em mim.

Ao invés disso, proponho o seguinte: gaste 2 ou 3 minutos analisando essa imagem.

Observe os sorrisos… as roupas… a expressão do rapaz no canto direito, só com a cabeça aparecendo… a postura da menina que segura a faixa à direita… que sentimentos essa imagem desperta em você?

Comentários são bem-vindos e posts sobre o assunto serão linkados aqui.

(via G1)

Post rápido sobre a posse do Obama

Game Over Bush

Só pra não deixar passar em branco, comentários breves (porque eu tenho que voltar a trabalhar).

Acompanhei a posse do Obama pela CNN International e achei fantástica a idéia da emissora de pedir as pessoas que enviassem suas fotos da cerimônia para que fosse construída uma grande imagem com o que eles chamaram de “The Moment”, o momento em que o presidente fez seu juramento. Este “quadro 3D”, construído com a ajuda do Microsoft Photosynth e de centenas de fotos tiradas pelos espectadores, pode ser visto na página da CNN, no link “The Moment“.

Achei também interessante a mudança, logo após a posse, da página da Casa Branca, onde Obama avisa que “the WhiteHouse.gov will be a central part of President Obama’s pledge to make his the most transparent and accountable administration in American history”. Agora só falta confirmarem os rumores de que, pela primeira vez na história, haverá um notebook (um MacBook?) e um BlackBerry no Salão Oval.

Por fim, o melhor: ele dizer, em seu discurso de posse, que os EUA são “uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus — e ATEUS (non-believers)“. Foi o primeiro presidente a dizer algo tão ousado num discurso de posse.

PS: É paranóia minha ou, durante o juramento, além de se enrolar para dizer “faithfully“, Obama fez uma meia-pausa-dramática na hora de dizer “I, Barack… HOUSSEIN… Obama…“?

Pilha de livros para dezembro de 2008

Livros para dezembro de 2008

Blackwater – A ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo, Jeremy Scahill

Sobre a fotografia, Susan Sontag.

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Veja também as pilhas de livros para novembro e outubro de 2008.


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Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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