Archive for the 'Moleskines' Category

Curiosas semelhanças: Pitilés e Corrupios

Sabe aquela prática comum em lojas virtuais que vendem camisetas, de pegar uma idéia no Think Geekfazer uma cópia igualzinha? Ou aquela outra de estampar nas camisetas logotipos de empresas de tecnologia (protegidos por copyright, diga-se de passagem)?

Então… vejam só que interessante.

Captura de tela 2009-10-14 às 00.40.42 [14-10]Semana passada escrevi um texto sobre uma empresa que tinha acabado de descobrir: a Pitilé – Trabalhos Manuais, criada pelo casal Bruna Richard e o Fabiano Abreu, que vende cadernos “100% feitos a mão” (guarde essa informação).

Passeando pelo blog e pela loja virtual da Pitilé, deparei-me com algumas informações e imagens curiosas.

macPrimeiro, cadernos com capas que parecem ter sido impressas em offset (processo automatizado, não manual… que, se for confirmado, contradiz a afirmação de “100% feito a mão” impressa na última página do caderno) com símbolos protegidos por copyright, como o da Apple e de produtos da Adobe, como o Photoshop, Ilustrator, Dreamweaver e outros.

Depois, uma impressionante semelhança com produtos da Corrupiola, que (creio eu) pode começar a ser entendida nesse trecho do postEmbora pareça igual tem muito de diferente”, escrito por Fabiano Abreu, no blog Pitilé [grifo meu]:

“(…) acabamos comprando outros da Papel Craft, Molecos e também Corrupios, da Corrupiola. Pensamos então em criar nossos próprios cadernos e iniciamos nossas experiências e acabamos chegando ao  nosso processo que é o que difere os nossos cadernos dos demais. Isso é o legal dos trabalhos manuais, cada um desenvolve seu processo e por mais que o resultado final pareça o mesmo (um caderninho costurado à mão, sapatinhos de crianças, cachecóis, etc.) sempre existe um processo e descobertas diferentes que conferem um caráter peculiar ao trabalho de cada um.

Ok. Então Bruna e Fabiano foram clientes da Corrupiola antes de iniciarem suas “experiências” no universo dos cadernos “feitos a mão”? É isso?

Vai ver é por causa dessa inspiração, tirada dos Corrupios, que tenho dificuldade em encontrar o “caráter peculiar ao trabalho” que difere o poá verde, da Pitilé do bolinhas rosas com fundo verde, da Corrupiola.

compara

Alguém notou o “caráter peculiar ao trabalho”? Alguém? Então, vamos em frente…

Comparando cada produto pessoalmente

Numa última tentativa de encontrar o tal “caráter peculiar” de cada caderno, decidi comprar um Corrupio Big Arms e um Pitilé série dock – Photoshop. Assim, colocando os dois lado a lado, poderia examiná-los cuidadosamente e encontrar suas peculiaridades.

Tendo optado pela modalidade de envio mais barata oferecida por cada empresa, a entrega do Corrupio aconteceu 2 dias após a compra e a do Pitilé em 7 dias.

Antes mesmo de abrir as embalagens, apenas olhando para cada um dos envelopes, já foi possível perceber que a Corrupiola parece estar preocupada em manter uma relação pessoal com o comprador, enquanto a Pitilé parece optar por um processo padronizado e impessoal.

corrupios2

Ao abrir os envelopes, não restaram dúvidas. O Corrupio, protegido em um envelope plástico que foi fechado com uma pequena flor adesiva, veio acompanhado de um cartão datilografado — numa Hermès Baby, com sua inconfundível letra cursiva — e assinado pela Leila e pelo Aleph, da Corrupiola. O Pitilé, ligeiramente amassado (provavelmente por culpa dos Correios), veio com um cartão padrão, impresso em papel craft, que termina com um “quando puder, deixe uma mensagem no nosso blog”, seguido da URL e Twitter Pitilé.

Abrindo ao meio Corrupio e Pitilé — antes que alguém diga que os critérios acima são subjetivos e irrelevantes na avaliação dos produtos — fui conferir a encadernação, último aspecto que poderia ser usado para atribuir um “caráter peculiar” aos cadernos. O resultado da comparação você vê abaixo (foto em alta resolução no Flickr).

encadernados

O diferencial do produto feito a mão

Há alguns meses, quando falei aqui sobre o mini-livro da Vovólima que havia ganho da .marcamaria, comentei que o que mais me surpreendeu foi ter recebido o produto acompanhado de uma carta escrita a mão, especialmente para mim, pelo próprio Tio .Faso. Não fosse pela carta — que foi emoldurada e está na parede, ao lado da minha mesa de trabalho — é bem provável que o mini-livro já tivesse se perdido na estante, junto com outros livros.

O cuidado e carinho demonstrados pelo Tio. Faso ao escrever a carta fez com que eu percebesse o valor que aquela personagem e aquele mini-livro tinham para ele. Essa percepção, além de transformar completamente o valor que o livro tinha para mim, fez com que eu me desse conta de um coisa bacana sobre esse tipo de produto e modelo de negócio:

O verdadeiro diferencial do produto feito a mão não está propriamente no produto, mas na relação que o criador tem com ele e em como essa relação é apresentada a quem compra.

Resultado: o Corrupio já foi para a bolsa que carrego diariamente e passará a ser meu novo caderno de desenhos. E o Pitilé? Bom… o Pitilé está na mesa do computador, ao lado do telefone.

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UPDATE: De ontem pra hoje o caderno Poá Verde, citado no post, foi removido da loja virtual Pitilé. Além disso, alguns links do post que apontam para o site da Pitilé estiveram/podem estar fora do ar. Para ver fotos dos cadernos, acesse a galeria Pitilé no Flickr.

UPDATE2: Com base na informação fornecida pela Corrupiola, corrigi no texto a data de lançamento do Corrupio bolinhas rosas com fundo verde.

Pitilé (quanto mais cadernos de notas, melhor!)

Caiu por aqui (via feed MacMagazine) a notícia de mais uma alternativa nacional aos Moleskines. Agora, além dos ecológicos Molecos, temos os Pitilés, caderninhos de notas “Moleskine-like”, criados pela Bruna Richard e o Fabiano Abreu, bem parecidos com os produzidos pela Corrupiola (já citada por aqui).

Pitilé

Os Pitiléscom preços que variam entre R$10 e R$23 — têm formato 9cm x 14cm e 64 páginas em papel Pólen Soft 80g, com capas que variam entre papel Color Plus 180g, papel Canson My-Teintes e tecido 100% algodão.

Para conhecer melhor o trabalho, recomendo uma olhada na galeria de fotos Pitilé, no Flickr. Quem quiser trocar idéias com a Bruna ou com o Fabiano pode também acessar o Twitter do Pitilé.

Tentarei fazer durante esse fim de semana algo que tenho adiado há algum tempo: comprar cada um desses cadernos de notas feitos a mão para fazer uma resenha mais detalhada de cada um deles. Aguardem!

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UPDATE: Chegaram meus Pitilés e, agora sim, pude notar pessoalmente as curiosas semelhanças entre Pitilés e Corrupios.

Chegaram os Corrupios!

Os que, como eu, curtem cadernos de notas têm agora, além dos Molecos, uma nova alternativa nacional aos caros Moleskines: os Corrupios!

corrupiola

Produzidos pela Corrupiola, os Corrupios são cuidadosamente feitos à mão, uma unidade por vez, garantindo o máximo de qualidade e personalização”. “Geralmente no formato 9 x 14 cm, [têm capas produzidas] com papéis refinados como Canson, Fabriano e  Color Plus 180gr, e miolo de 64 páginas em papel pólen 80gr”.

Segundo a @LuMonte (que já comprou e recomenda) e o @Alessandro_M (que me apresentou a novidade) os valores dos diferentes modelos (vários formatos interessantes) ficam entre R$5 e R$15 + frete (carta registrada).

Mais detalhes quando o meu chegar.

Coisas de gente branca

O blog Stuff White People Like tem pouco mais de 1 ano e já foi citado em outros blogs (nem é tão novidade assim). A idéia do autor é escrever posts onde ele relaciona atividades, produtos e conceitos que, na perspeciva dele, são “coisas de gente branca”.

moleskine_pocket_plain_notebookO mais engraçado ao ler esse blog é perceber que ele realmente relaciona, post após post, gostos bem característicos de gente branca. A lista que tem itens como café, vinhos, produtos Apple, música indie, reciclagem, bicicletas, saber o que é melhor para pessoas pobres, vintage, sushifaz qualquer pessoa branca se sentir um clichê ambulante.

Um dos últimos posts fala especificamente de um produto “de gente branca” que eu gosto muito: Moleskines.

De acordo com o blo:

Levando em conta que pessoas brancas se consideram muito criativas, podemos imaginar que elas precisem constantemente de produtos e acessórios que lhes permitam ‘capturar’ suas idéias e pensamentos. Um dos produtos mais populares nos últimos anos têm sido os cadernos moleskine.

Esse tipo de caderno costuma ser bem caro e foi bastante popular entre escritores e artistas do passado. Nem é preciso dizer que só essas duas características fazem dele o produto perfeito para pessoas brancas. De fato eles até servem de exemplo para mostrar que gente branca gosta de praticamente qualquer coisa que tenha sido utilizada por escritores e artistas de outras épocas: máquinas de escrever, diários, suicídio, heroína e trens são outros bons exemplos.

Como praticamente todas as outras coisas de que pessoas brancas gostam, moleskines são consideravelmente mais caros do que cadernos de notas comuns sem que, no entanto, nenhuma funcionalidade seja acrescentada. Felizmente, se levarmos em conta que pessoas brancas só guardam em seus moleskines suas idéias mais originais e criativas, muitas acabam comprando apenas um destes cadernos durante toda sua vida.

Entretanto, a popularização destes pequenos cadernos não ocorre sem que alguns problemas sejam percebidos. Uma situação intrigante na qual seus proprietários costumam se ver envolvidos é estar sentado em uma cafeteria com seu moleskine aberto sobre o teclado de seu notebook Apple. Você deve se perguntar por que eles precisam de tantos aparatos para guardar seus pensamentos? Bem, o que acontece é que se uma pessoa branca tem uma grande idéia, ela anota em seu moleskine, se for apenas uma boa idéia, ela anota no computador.

Isso não faz apenas com que pessoas brancas mantenham suas idéias organizadas, mas serve também de sinal para as outras pessoas brancas ao redor de que aquele é um sujeito verdadeiramente criativo. É como um sinal luminoso dizendo: “Eu não estou usando meu computador apenas para verificar meus e-mails ou ler fofocas, eu o estou usando para criar algo artístico. Sinta-se à vontade para fazer perguntas sobre o que estou fazendo”.

Portanto, quando você vir uma pessoa branca com um moleskine, você deve sempre perguntar a ela em que tipo de projetos ela tem trabalhado durante seu tempo livre. Mas atenção, você não deve jamais pedir para ver o que está escrito no moleskine, a menos que queira saber “como ela pretende transformar aqueles 5 números de telefone e uma lista de compras em um best seller?”

Se você é uma pessoa branca que lê em inglês e tolera bem críticas contundentes ao seu estilo de vida, vale a pena dar uma olhada na lista com mais de 100 coisas bem características de gente branca.

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1. Tradução minha a partir do post original em inglês.

Eu sei o tipo de pessoa que você é… (probloggers)

Há muitos anos ouvi uma espécie de piada/parábola mais ou menos assim:

Em uma das mesas de um bar está sentado um sujeito que aparenta ter muito dinheiro: terno cortado sob medida, Patek Philippe no pulso e garrafa de Romanée-Conti sobre a mesa. Ele observa uma mulher muito bonita, sentada sozinha na mesa ao lado. Depois de um tempo o homem se levanta, vai até a mesa da mulher e diz:

— Desculpe incomodá-la, mas eu preciso lhe fazer uma pergunta.
— Pois não. — responde a mulher.
— Se eu, nesse exato momento, lhe desse US$ 1 milhão em dinheiro… você iria pra cama comigo?

A mulher olha para o sujeito. Repara no terno… no relógio… no vinho… e responde:

— Por US$ 1 milhão eu iria pra cama com você.

O sujeito, então, puxa uma cadeira, senta-se ao lado dela, tira a carteira do bolso, pega uma nota de R$ 5,00 e pergunta:

— E se eu lhe desse essa nota de 5 Reais… você iria pra cama comigo?

A mulher, indignada e visivelmente irritada com o que parece ser uma piada de mal gosto, responde:

— Que isso?! Que absurdo! Que tipo de mulher você está achando que eu sou?!

Ao que o sujeito, finalmente, diz:

— O tipo de mulher que você é nós dois já sabemos… agora nós estamos apenas discutindo um valor.

lego-prostituteEssa historinha exemplifica bem o que eu não tolero em alguns blogs: a idéia de que o sujeito aceite dinheiro para fazer algo que não faria de graça. Ou seja: se o cara não tivesse sido pago pelo fabricante para fazer uma resenha, teria achado o produto uma merda.

Eu mesmo já ouvi casos de blogueiros que resenharam produtos e serviços que não usam e que, pessoalmente, não recomendam para os amigos.

A história do Dois Espressos com os cadernos Moleco.

Molecos e Dois Espressos surgiram, coincidentemente, na mesma época: setembro/outubro de 2008. Como disse num dos primeiros textos aqui do blog, já me interesso por cadernos de notas e moleskines há muitos anos e, ao descobrir os recém lançados cadernos Moleco, fiquei empolgado com a idéia de ter uma versão nacional, ecologicamente correta e que não fosse absurdamente cara como os moleskines vendidos no Brasil. Daí surgiram vários posts comentando a novidade, a idéia para os Molecos Viajantes, os contatos pessoais com o Carlos Tannure — idealizador dos Molecos — e a ida ao Rio para conhecer o escritório da LV Design — empresa que cuida do site e do projeto gráfico dos cadernos.

E tudo isso apenas porque eu GOSTO MESMO dos cadernos Moleco.

i-love-molecoNo último fim de semana estivemos em Tiradentes, eu e a namorada, na companhia do Carlos Tannure e sua esposa Vera, para lançar os cadernos Moleco temáticos de Tiradentes e assistir alguns filmes da 12ª Mostra de Cinema. Ficamos os 4 hospedados na mesma pousada, demos algumas voltas pelo centro histórico, comemos em diferentes lugares e falamos da vida. Fiquei sabendo como surgiu a idéia dos Molecos, vi fotos dos papagaios de estimação da família, trocamos dicas gastronômicas e, entre uma e outra xícara de café, falamos de planos e projetos futuros. Ouvi que o projeto dos “Viajantes” levou muitas pessoas ao site dos Molecos e contei que vários novos leitores chegaram aqui também por causa dos caderninhos. No final do passeio, ficou o convite para um almoço de frutos do mar na casa dos Tannure, no Rio.

Enfim…

Toda essa conversa é pra dizer que não tenho nada contra o sujeito que é pago para falar de um produto, mas também pra deixar claro que eu só falo bem daquilo que gosto, uso e recomendo… e só falo MUITO, MUITO bem das coisas pelas quais sou verdadeiramente apaixonado.

Melhor do que receber R$ 150,00 por um post pago ou ganhar massagens e um passeio de lancha é, aos poucos, ir se tornando amigo da pessoa que criou um produto que você admira.

Recebi o primeiro Moleco Tiradentes

Acabo de receber do Carlos Tannure o primeiro exemplar do Moleco Tiradentes.

Com tamanho e número de páginas igual ao dos Molecos anteriores (8cm x 13cm, 128 páginas, papel reciclado), a diferença fica por conta da capa temática (arte do designer Thiago Costa, da LV Design) e da nova fita marcadora de páginas.

O lançamento será durante a 12ª Mostra de Cinema de Tiradentes que começa hoje e vai até o dia 31 no Ateliê Arte e Ofício (Rua da Cadeia, 30 – centro histórico).

Moleco TiradentesMoleco TiradentesMoleco Tiradentes

Mais um pra minha coleção!

Os Cadernos de Viagem da Ideafixa

Fiquei sabendo, agora pela manhã, que o pessoal da Ideafixa deu início a uma iniciativa semelhante a dos Molecos Viajantes: os Cadernos de Viagem.

Cadernos de Viagem

A idéia é bem parecida: “2 sketchbooks viajarão pelas mãos de artistas de várias partes do país. No interior de cada caderno haverá um índice com o nome dos selecionados. Quem recebe deve deixar sua contribuição (vale colagem, ilustração, letterings, fotografias, o que o papel permitir), escolher um dos nomes do índice e enviá-lo pelo correio para que ele continue a sua jornada. O resultado dessa compilação que tem como objetivo fazer um resgate da produção manual, resultará em uma exposição itinerante. E quem sabe um livro?”

As diferenças ficam por conta de que, em primeiro lugar, ao contrário do que acontece nos Molecos Viajantes, onde cada participante decide pra quem vai enviar seu caderno, os artistas que irão contribuir com os Cadernos de Viagem serão selecionados pelo pessoal da Ideafixa, e em segundo, que as contribuições deverão ser inspiradas pelo tema Viagem.

Todos os detalhes sobre como será feita a seleção de artistas você descobre na página do projeto.


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Última nota do Moleco

" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
Molecos Viajantes

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