Arquivo para a categoria 'Tecnologia'

Mypressi Twist – espresso portátil (será?!)

Primeiro foi a “trambolhuda” Handpresso (vídeo no YouTube), que segundo relatos de proprietários é uma tremenda porcaria. Agora é a vez da Mypressi Twist, premiada na feira da Specialty Coffee Association of America (SCAA), em Atlanta, EUA, como Best New Product Cofee or Tea Serving Equipment (algo como “melhor equipamento para servir café e chá” do ano).

A idéia é basicamente a mesma: água quente, pó ou sachê no porta-filtro e uma ampola de gás com 9 bars de pressão. O resultado você vê no vídeo abaixo.

Será que presta?!

Adepto da Virtualidade¹ (biografia digital 1993~98)

AnarchistcookbookPor causa de dois excelentes posts do Mario Amaya sobre cibercultura Sempre fui cyberpunk” e “Uma crítica à cibercultura— acabei fazendo uma retrospectiva dos meus anos pré-Internet e lembrando dos fragmentos de cultura digital que fizeram parte da minha formação cultural.

No começo dos anos 90 (mais especificamente em 1993) eu era um lamer de 16 anos, com um PC 386 e um modem USRobotics de 14.400bps,  que achava que ser subversivo era ter no HD de 80MB uma cópia do Jolly Roger Cookbook, o “livro de receitas dos anarquistas”.

Acessava diariamente (ou “noturnamente”, pra ser mais preciso) a CentroIn, Mandic e Louca BBS², era Co-SysOp da JMBBS e dividia com um amigo (quando meus pais deixavam e apenas entre às 2h e 6h da madrugada) a manutenção do meu repositório pessoal de “informações subversivas”: a Silent Walkers BBS (o nome era meio ridículo, mas as telas feitas no TheDRAW eram fodásticas!)

Naquela época — e esse é um detalhe que os mais novos devem desconhecer o número de pessoas que podiam se conectar ao mesmo tempo em uma BBS era limitado pela quantidade de linhas telefônicas de que ela dispunha a LoucaBBS, por exemplo, tinha menos de 40 linhas. Para poder jogar MUD — uma espécie de World of Warcraft em modo texto eu esperava até meia-noite (quando as ligações passavam a ser gratuitas), colocava o PC para discar o número da BBS, aumentava o volume das caixas de som e ia fazer outra coisa, esperando que a conexão fosse estabelecida e o computador emitisse o famoso som que a “geração Velox/Speedy/NET Virtua” nunca ouviu.

GURPSCyberpunkFoi também nesse período que eu descobri o RPG e Loyd “The Mentor” Blankenship, um dos fundadores da Legion of Doom e autor de GURPS Cyberpunk, “o livro retido pelo Serviço Secreto dos EUA”, que apresentava como cenário de jogo um futuro distópico, definido pela interação do homem com a tecnologia e pelo conflito social. Foi esse livro que me levou a 1984 e Neuromancer, aos trabalhos de H.R. Giger e a filmes como Blade Runner, Akira e THX 1138 (um de meus filmes favoritos).

hmgigerA mistura de tudo isso com citações de Henry David Thoreau e exemplares da Heavy Metal Magazine³ deu origem ao fanzine Mídia Nômade, que abordava temas como ativismo, desobediência civil, intervenções urbanas e cultura digital (foram editados apenas 3 exemplares, com 4 páginas cada). Anos depois tentei re-editar o Mídia Nômade em formato eletrônico, mas “a onda” tinha passado.

Enfim, veio o lançamento do Windows 98, o surgimento do Audiogalaxy, o crescimento da Google e o fim do período Mezozóico da Internet.

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¹ Referência a Mago: A Ascensão.

² Lembro que assim que me tornei Co-SysOp da JMBBS, a empolgação em acessar diferentes BBSs do Rio, São Paulo e Belo Horizonte acabou me rendendo uma conta telefônica no valor de 400 URVs (que foi paga com a venda do meu kit multimídia da Creative Labs).

³ Pros que não conhecem, segue link para download direto do exemplar de novembro de 1993 da Heavy Metal Magazine.

transmetropolitan_1_______________

Addendum

Além das referências já citadas, recomendo também a série pós-cyberpunk Transmetropolitan, escrita por Warren Ellis e ilustrada por Darick Robertson (download gratuito da edição #1 direto da DC Comics, em inglês).

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“Num mundo duro e em desintegração há pouco em que acreditar ou com o que se identificar, com exceção de si mesmo. Quem você realmente é se tornou muito menos importante que sua imagem — quem as pessoas pensam que você é ou poderia ser. Isso vale para tudo, de roupas a acessórios tecnológicos e até seus avatares na rede”.

Loyd Blankenship – Cyberpunk

Kindle, Reader e e-Books

Kindle 2Há algumas semanas eu e @lcampanati (que mora nos EUA) temos conversado sobre a possibilidade de compra de um leitor de livros eletrônicos… mais especificamente o Kindle, da Amazon. Há algum tempo venho usando como leitor de e-books — tanto no notebook quanto no iPhone o aplicativo Stanza, mas a tela brilhante dos aparelhos não torna a leitura uma experiência agradável.

Foi durante esse processo de troca de experiências e idéias que acabei assistindo o programa Espaço Aberto, exibido no dia 29 de junho pela Globo News, que além de falar sobre leitores de livros eletrônicos (Kindle 2, Kindle DX, Reader, etc) e explicar como funciona o papel eletrônico (e-paper), mostrou a opinião de usuários dos aparelhos (um número muito pequeno, mesmo nos EUA).

Pros que ainda não sabem muito bem o que são livros eletrônicos (e-books) ou os que acham que e-book é sinônimo de arquivo .PDF, segue um link bem bacana (dica do Alessandro Martins, do blog Livros e Afins) sobre o ePub, padrão internacional para e-books.

Pros quem também estão pensando em comprar um desses aparelhos ou apenas se interessam pelo assunto, coloquei o vídeo do programa (dividido em parte 1, parte 2 e parte 3) no canal Dois Espressos, no YouTube. Logo abaixo, a primeira parte.

Onde no espaço está Mike Massimino?

Pra quem não sabe Michael Massimino é um dos “mecânicos” o tipo de “mecânico” que tem doutorado pelo MIT a bordo do ônibus espacial Atlantis e faz parte do grupo de astronautas envolvidos na missão STS-125, que tem como principal objetivo fazer reparos no telescópio Hubble.

Não satisfeito em ser um dos poucos e privilegiados seres vivos a ter uma caminhada espacial em seu currículo, Mike Massimino tornou-se, no dia 12/05, às 17h33, o primeiro sujeito a enviar um tweet do espaço.

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O retorno da Atlantis está previsto para o dia 22/05 e, até lá, quem quiser acopanhar os tweets vindos do espaço pode seguir @Astro_Mike no Twitter.

Para saber, em tempo real, por onde anda o twitteiro mais relevante na meritocracia espacial, baixe o arquivo KML que mostra a órbita da Antlantis no Google Earth.

MAS NÃO É SÓ ISSO!!!

Se você curte o Google Earth e coisas do espaço, instale também os aquivos KML para acompanhar as órbitas da Estação Espacial Internacional e do Telescópio Hubble, ambos cortesia do blog Orbiting Frog.

Wolfram Alfa, o Santo Graal da Internet!

Pelo menos foi isso que eu li no The Independent sobre o novo buscador apresentado semana passada na Universidade de Harvard, que entrou em fase de testes ontem à noite (live webcast do povo trabalhando) e será lançado oficialmente na segunda-feira.

Imagem4

Considerado por especialistas como “um salto evolutivo no desenvolvimento da Internet”, o Wolfram Alfa é a bola da vez na questão da tal web semântia: uma inteligência artificial atrelada a um banco de dados global capaz de encontrar respostas para perguntas feitas da maneira comum, como eu e você fazemos diariamente.

Ao contrário do que acontece no Google, se você perguntar ao Wolfram “qual a altura do Monte Everest?”, além de saber a altura você terá acesso a uma página bem bacana com diversas informações relacionadas a sua questão, como localização geográfica, cidades próximas, montanhas próximas, gráficos, planilhas…

Mas o mais legal acontece quando você pergunta a ele “qual a relação entre a altura do Monte Everest com o comprimento da Ponte Rio-Niterói?” ou “qual era a temperatura no Rio de Janeiro no dia em que morreu João Paulo II?” ou “onde está a Estação Espacial Internacional neste exato momento?”: ele responde!

Imagem5Mas nem tudo é perfeito (ainda).

Por ter seu desenvolvimento inicialmente focado em questões profissionais e acadêmicas, o mecanismo de busca “engasgou” durante os testes em perguntas relacionadas a cultura popular. Ao tentar responder uma pergunta sobre “50 Cent”, o sistema “travou” e não conseguiu diferenciar a moeda corrente nos EUA do cantor de rap. Por este motivo (e apenas por este motivo) especialistas acreditam que, por enquanto, o Wolfram não representa ameaça a hegemonia do Google.

Quer ajudar nos teste do Wolfram Alfa? Vai lá brincar com ele.

Se você lê em inglês, vale a pena conferir o artigo completo no The Independent.

Um ponto final no #mimimi Win vs. Mac

Adoro quando alguém escreve algo que, sobre todos os aspectos, representa a síntese de tudo aquilo que penso em relação a um determiado assunto. Ainda mais quando esse alguém escreve melhor e mais sucintamente do que eu escreveria.

Foi o que fez o @marioamaya, em apenas 8 tweets, sobre os comentários em torno da experiência do @izzynobre com seu primeiro Mac, descrita neste post.

mimimi

Laptops são os Colt .45 do Séc. XXI?

Em 2001 surgiu na então minúscula blogosfera brasileira um documento, escrito por Tom-B, entitulado Manifesto Nômade. Pros que não conhecem, segue o texto retirado do rizoma.net.

Liberte-se do átomo. Não tenho muita certeza quanto ao Negroponte, mas uma ele deu dentro: entre o átomo e o bit, fique com o bit. Trabalhe com a mente, não com a mão, e que o fruto do seu trabalho seja digital.

Liberte-se da corporação. “Patrão” e “empregado” são palavras que não têm mais sentido, assim como “senhor” e “escravo”. Trate as corporações de igual pra igual, com cuidado! – pois são feras poderosas. Dê a elas uma dose do seu próprio veneno: a oferta e a procura. Cobre sem dó.

Liberte-se do tempo e do espaço. Pra que acordar de manhã e bocejar em uníssono com o resto da cidade? Pra que enfrentar congestionamentos só para se deslocar até um cubículo odioso cuja única função é te colocar sob a vigilância de bedéis e babás? Faça o seu trabalho fluir através dos fios.

Trabalhe nu.

Arranje ferramentas para o seu cérebro. Outro paradigma: esqueça caixotes estacionários, pense em portáteis baratos e versáteis enfiados numa mochila.

Se tiverem a aparência de uma bolha colorida e translúcida, melhor. Se a velha-guarda der risada, deixe. Lembre-se que caixotinhos bege combinam com isórias bege, carpetes cinza, luzes fluorescentes e almoço das 12:00 às 12:30. Você pode escolher: é por isso que dreadlocks serão o símbolo de status do futuro.

Por enquanto você ainda vai estar preso: a fios de telefone e ethernet; à área de cobertura do seu celular. Mas fique esperto: daqui a vinte minutos o céu vai se coalhar de satélites e você vai poder sair correndo pra praia.

Arme-se! Os monolitos do poder não verão com bons olhos esses bandos de freaks correndo por aí, vivendo de produção intelectual pura, cagando pras regras do passado industrial. Fique ligado em criptografia, em redes de contatos e nos caminhos da economia.

A época é de transformação. Caos e oportunidade. É a nova fronteira – laptops estão para os anos 00 assim como os clássicos Colts de 6 tiros estão para o Velho Oeste.

Minha dúvida é a seguinte: pra vocês esse manifesto foi visionário ou utópico?

Esse futuro em que “monolitos do poder não verão com bons olhos esses bandos de freaks correndo por aí, vivendo de produção intelectual pura” e que “dreadlocks serão o símbolo de status” já chegou? Vai chegar? Jamais vai acontecer? “Patrão e empregado são palavras que não têm mais sentido”? Tratamos “as corporações de igual pra igual”? Algum dia trataremos?

Opiniões de blogueiros profissionais são muito bem-vindas.

A saga da conta astronômica – prólogo

Reparem no valor da minha conta de celular desde mês.

vivo

Isso é o que acontece quando a Vivo decide que você, por algum motivo, comprou um iPhone mas optou por não ter um pacote de dados. Assim, segundo a Vivo, eu passei o mês de fevereiro inteiro acessando a Internet via GPRS e, por isso, devo pagar mais de mil reais de transferência de dados.

Após 54 minutos tentando explicar para a atendente que eu tinha em mãos o contrato de adesão ao pacote de dados, consegui finalmente habilitá-lo e solicitar a revisão do valor da conta (o parecer sobre minha solicitação “estará sendo emitido” em 30 dias, juntamente com o valor recalculado).

Alguma coisa me diz que isso é só o começo de uma looonga dor de cabeça.

Post rápido sobre a posse do Obama

Game Over Bush

Só pra não deixar passar em branco, comentários breves (porque eu tenho que voltar a trabalhar).

Acompanhei a posse do Obama pela CNN International e achei fantástica a idéia da emissora de pedir as pessoas que enviassem suas fotos da cerimônia para que fosse construída uma grande imagem com o que eles chamaram de “The Moment”, o momento em que o presidente fez seu juramento. Este “quadro 3D”, construído com a ajuda do Microsoft Photosynth e de centenas de fotos tiradas pelos espectadores, pode ser visto na página da CNN, no link “The Moment“.

Achei também interessante a mudança, logo após a posse, da página da Casa Branca, onde Obama avisa que “the WhiteHouse.gov will be a central part of President Obama’s pledge to make his the most transparent and accountable administration in American history”. Agora só falta confirmarem os rumores de que, pela primeira vez na história, haverá um notebook (um MacBook?) e um BlackBerry no Salão Oval.

Por fim, o melhor: ele dizer, em seu discurso de posse, que os EUA são “uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus — e ATEUS (non-believers)“. Foi o primeiro presidente a dizer algo tão ousado num discurso de posse.

PS: É paranóia minha ou, durante o juramento, além de se enrolar para dizer “faithfully“, Obama fez uma meia-pausa-dramática na hora de dizer “I, Barack… HOUSSEIN… Obama…“?

5 coisas que a Apple podia aprender com a Palm

Acabo de comprar um iPhone e, com menos de uma semana de uso, estou sentindo falta de recursos que já existiam no meu primeiro smartphone, um Palm Treo 680, comprado no início de 2007. Coisas simples e fáceis de serem implementadas que, por algum motivo, o maldito iPhone não faz (e nem estou falando de copiar & colar).

Vejamos…

1. Sicronização wireless.

Todos os produtos Apple (Time Capsule, Apple TV, etc…) trocam dados via redes sem fio. Até o pobre do Treo, que nem tem Wi-Fi, sincroniza agenda, calendário e tarefas via bluetooth. Por que diabos a Apple não permite sincronismo wireless no iPhone? Alguém sabe?

2. Informações do proprietário para o caso de perda do aparelho.

Digamos que você perca seu iPhone. Se você tiver ativado o passcode lock (o que eu recomendo que você faça) seus dados estarão protegidos no caso de um estranho encontrar o aparelho. Mas digamos que esse estranho seja um sujeito legal e queira devolver o aparelho a você. Como ele faz? A maneira mais fácil de permitir que esse cara “gente boa” descubra quem é o dono do aparelho seria ter armazenado, no próprio iPhone, algum telefone alternativo ou endereço de contato que pudesse ser usado para devolução, certo? Quão complicado seria para a Apple colocar, na tela do passcode lock, um botão com “informações do proprietário”? O Treo tem.

3. Pesquisa integrada com a agenda.

Outra coisa muito legal no Treo é seu mecanismo de pesquisa. Quando você procura por um nome ou número de telefone (o iPhone não permite pesquisa por número de telefone), além de mostrar o contato na agenda, o aparelho também relaciona todas as tarefas e entradas de calendário em que aquele nome é citado. Quer lembrar qual foi o dia daquela reunião com a Mônica? Escreva “Mônica” no campo de pesquisa e o Treo mostra todas as entradas para “Mônica” salvas no aparelho. Quer lembrar qual o deadline daquele projeto do Alex? Escreva “Alex” e a data aparece. Simples e perfeito.

4. Recusar chamadas com mensagens de texto.

Imagine que você está numa reunião importante e o telefone toca. É sua namorada/esposa e você não pode atender, mas também não quer simplesmente ignorar ou recusar a chamada. O que fazer? No Treo você pode configurar diferentes mensagens de texto e usá-las como resposta na hora de recusar uma chamada. Quando o telefone toca a tela mostra a opção “recusar chamada com mensagem”. Você clica, a pessoa recebe o sinal de ocupado e, logo depois, um SMS dizendo “Desculpe não poder atendê-la agora. Estou em reunião e retorno sua ligação assim que for possível”. Bem melhor que caixa postal, não?

5. Gravação de ligações.

Um dos problemas mais comuns que os usuários de smartphones enfrentam é ter que anotar informações enquanto falam no aparelho. Você está no meio de uma ligação e a pessoa com quem você conversa quer lhe passar alguma informação (um endereço, datas de eventos, whatever…). Como você faz? Ela fala, você tira o aparelho da orelha, anota um trecho, volta como o iPhone pra orelha, ouve mais um pouco e anota outro trecho? Não seria mais fácil configurar o botão lateral de volume para, ao ser pressionados por 3 segundos, por exemplo, fazer com que o iPhone começasse a gravar a conversa como um “memo de voz” que pudesse ser consultado depois?

Algum usuário de iPhone lembra de outros recursos, comum em outros aparelhos, que o iPhone não possui?

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" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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