Archive for the 'Videos' Category

Mais um stop motion da Olympus

Em julho do ano passado eu falei aqui sobre o stop motion “The PEN Story”, criado para celebrar os 50 anos de lançamento da Olympus PEN.

Hoje caiu por aqui (via tweet que eu perdi… perdoe-me o autor da dica) o “PEN Giant”, novo stop motion da Olympus PEN… bem maior.

Ok Go finalmente encontra Rube Goldberg

Quando eu era criança, por volta dos 9 ou 10 anos, costumava preencher folhas e mais folhas de caderno com gigantescos esquemas para máquinas de Rube Goldberg.

Pra quem não sabe, uma máquina de Rube Goldberg é uma engenhoca que busca, de forma complexa e geralmente envolvendo uma reação em cadeia, executar uma tarefa simples. Explicado assim pode parecer complicado, mas qualquer pessoa que tenha assistido a abertura do programa Ra Tim Bum durante a infância vai lembrar da tal engenhoca. Um exemplo mais recente, que virou meme há alguns anos e ainda é o meu favorito, foi o comercial “The Cog”, do Honda Accord.

Desde o primeiro clipe da banda Ok Go — aquele das esteiras, Here it goes again — eu suspeitava que esse momento chegaria.

Finalmente, a Rube Goldberg do OK Go em This too shall pass.

Emily Jane White – Dark Undercoat

Dark UndercoatPouco conhecida no Brasil, Emily Jane White pode ser descrita como uma mistura de Hope Sandoval e P.J. Harvey, com um pouco de Nick Cave e Billie Holyday. Imaginou?

Então pare de imaginar baixe agora os 40MB de Dark Undercoat, primeiro álbum da cantora norte-americana de Indie Folk.

Caso tenha chegado por aqui através de uma busca no Google, aproveite também para conferir outras dicas de álbuns.

Pra terminar, vídeo com a melancólica faixa Dagger.

Eu vs. Alex Atala

Semana passada comentei no Twitter sobre os valores exorbitantes que chefs brasileiros têm cobrado por seus pratos em comparação com os valores cobrados por chefs de renome internacional.

Quer um exemplo?

Granny-smith flavoured dessertSe em uma noite tarde de sábado você for ao The Waterside Inn, em Berkshire, no Reino Unido, para experimentar o menu gastronomique do chef Alain Roux — que tem 3 estrelas Michelin — vai gastar £56,50 (algo em torno de R$170). Enquanto isso, aqui no Brasil, alguns restaurantes de São Paulo servem um “ovo cozido a 63ºC por 2h30″ por R$25 (é isso mesmo que você leu… 1 ovo por R$25) e um prato de massa com trufas brancas por R$410 (não é o jantar todo não… é só 1 prato de massa).

Minha dúvida: será que os clientes brasileiros — que, em sua maioria, não têm cultura gastronômica — conseguem captar a sutil diferença de um ovo comum para um “cozido a 63ºC por 2h30″ ou estão apenas pagando pelo status de comer em um bistrô badalado? E os chefs brasileiros… estão vendendo comida ou apenas toalhas bonitas, ambiente agradável e um pedacinho de carne sem gordura, em um prato enorme e caro, enfeitado com algumas folhinhas coloridas e rabiscos feitos com molhos insossos?

Enquanto pensava sobre o assunto acabei esbarrando em dois trechos interessantes do livro “O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas“, que acabei de ler.

Em um estudo feito em 2008, um grupo de voluntários deu uma nota melhor a uma garrafa [de vinho] com etiqueta de US$90 que em outra com etiqueta de US$10, embora os pesquisadores tivessem enchido as duas garrafas com o mesmo vinho. Além disso, o teste foi feito enquanto o cérebro  dos voluntários  era visualizado com um aparelho de ressonância magnética. As imagens mostraram que a área do cérebro responsável por codificar as experiências do prazer ficavam muito mais ativas quando tomavam o vinho que acreditavam ser mais caro.

Mas será que existe algum critério para decidir se um vinho é melhor que outro? Claro que existe…

Cientistas desenvolveram maneiras de medir diretamente a discriminação do paladar dos enólogos. Um dos métodos consiste em usar um triângulo de vinhos. Não se trata de um triângulo físico, e sim metáfora: cada especialista recebe  três vinhos, dos quais dois são idênticos. A missão: identificar o vinho diferente. Num estudo feito em 1990, os especialistas identificaram o vinho diferente somente em 2/3 das vezes, o que significa que, em 1 de cada 3 degustações, esses gurus do vinho não conseguiram distinguir um pinot noir com, digamos, “nariz exuberante de morango selvagem, abundância de aromas e framboesa” de outro com “aroma distinto de ameixa seca, cerejas amarelas e cassis sedoso”. No mesmo estudo, pediu-se a um conjunto de especialistas que avaliassem uma série de vinhos com base em 12 componentes, como teor alcoólico, a presença de taninos e o quanto vinho era doce ou frutado. Os especialistas discordaram significativamente em relação a 9 dos 12 componentes.

Com base nas informações de que os consumidores são estimulados positivamente ao saberem o valor daquilo que consomem e de que muitos especialistas não são capazes de, pelo paladar, diferenciar um produto de outro, eu pergunto:

Se pegássemos aleatoriamente alguns clientes do D.O.M. — eleito pela Restaurant Magazine como o melhor restaurante da América do Sul e 24º melhor restaurante do mundo — e, como sobremesa, sem dizer nada, servíssemos a eles o meu pudim de leite no lugar do pudim de leite preparado pelo Alex Atala, quantos perceberiam a diferença? E quantos achariam o meu pudim de leite melhor que o do Alex Atala? E se ao invés de clientes comuns fizéssemos a experiência com outros chefs brasileiros… quantos perceberiam a diferença?

Pudim de Leite servido no D.O.M. - Foto de Marcelo Träsel

Pudim de Leite servido no D.O.M. - Foto de Marcelo Träsel

Quer uma dica de qual poderia ser o resultado? Veja abaixo um trecho do programa “The F Word”, apresentado pelo chef Gordon Ramsay — que somando todos os seus restaurantes acumula 13 estrelas Michelin — onde ele compete com a apresentadora de TV Sarah Beeny para ver qual brownie de chocolate agrada mais os clientes.

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Como leitura complementar sobre o tema, recomendo o texto do Marcelo Träsel sobre os preços exorbitantes de alguns restaurantes de Porto Alegre.

Para os que gostam de um bom churrasco, recomendo as dicas de preparo para um churrasco perfeito.

Se além de churrasco você também curte hambúrguer, dê uma olhada na minha receita para um hambúrguer perfeito.

Pros gourmets amadores, 5 dicas de blogs que você deveria conhecer.

Além disso, aproveite para dar uma olhada nas dicas para apreciadores de café e conhecer o Astória Real, o melhor Café natural do Brasil.

Trespassers William – Different Stars

Different Stars - Trespassers WilliamE como não para de chover aqui no sudeste, tenho ouvido muito Trespassers William (MySpace & Last.fm), banda californiana de indie rock que descobri há alguns anos quando assisti “Uma Canção de Amor Para Bobby Long” — A love song for Bobby Long (2004).

Dentre os álbuns do grupo — todos bem interessantes — recomendo “Different Stars” (86MB), lançado em 2002 e relançado 2 vezes.

Caso tenha chegado aqui pelo Google, não deixe de dar uma olhada nos outros álbuns de folk, indie e música alternativa que já passaram por aqui.

Pra terminar, uma de minhas faixas preferidas do álbum.

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UPDATE: Vergoooooooonha!!!

Pois não é que a Bárbara, do Inexorável.org, tinha feito um post dedicado a mim recomendando EXATAMENTE esse álbum?!?

Vergonha… vergonha… vergonha!!!

E o pior é que eu assino o feed do Inexorável!!! Só que estou com +1000 feeds não lidos no Google Reader e ainda não tinha visto a dica.

Queria Bárbara, perdoe o imperdoável!

Poesia não-verbal

Comecei a me interessar por filmes não-verbais em 1994, quando assisti pela primeira vez Baraka (1992), de Ron Fricke. Já tinha assistido seu filme anterior, Chronos (1985), e também Koyaanisqatsi (1982), primeiro filme da Trilogia Qatsi, de Godfrey Reggio, mas foi Baraka que fez minha cabeça explodir. Veja o trecho abaixo (apenas 7 minutos) e me diga se você sente falta de palavras.

Enfim… essa breve introdução foi só pra contar que caiu hoje na minha timeline do Twitter, via @montalvomachado, o link para um desses vídeos não-verbais… sem atores, sem texto, sem enredo… apenas imagens.

Assista em tela cheia o filme de Alex Roman, The Third and The Seventh.

The Third and The Seventh, Alex Roman

Laura Gibson + Lambchop = Sera Cahoone

Sabe os violões e vocais da Laura Gibson? Sabe o estilo alt-country do Lambchop? Então… junte isso com um pouco do clima criado pelas músicas do Gustavo Santaolalla e você terá Sera Cahoone, cantora e compositora norte-americana que mistura música country com indie rock de um jeito leve e gostoso de ouvir.

Tá procurando uma trilha sonora pros momentos tranquilos do seu dia? Baixe agora os 50MB do álbum de estréia de Sera Cahoone, lançado em 2006.

E se você chegou aqui pelo Google, recomendo uma olhada nos outros álbuns de folk, indie e música alternativa que já passaram por aqui.

Pra terminar, o clipe de Couch Song, uma das minhas preferidas do álbum.


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" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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