Textos categorizados 'Fotografia'

Mais um stop motion da Olympus

Em julho do ano passado eu falei aqui sobre o stop motion “The PEN Story”, criado para celebrar os 50 anos de lançamento da Olympus PEN.

Hoje caiu por aqui (via tweet que eu perdi… perdoe-me o autor da dica) o “PEN Giant”, novo stop motion da Olympus PEN… bem maior.

A arte de andar à pé (sauntering¹ & wanderlust)

Assim como Henry David Thoreau em seu livro “Andar à Pé” (Walking – 1862), nestes 30 e poucos anos de vida encontrei pouquíssimas pessoas que compreendiam a arte de caminhar, de dar passeios a pé. Dentre estas, um número ainda menor tinha o que nos países de língua inglesa é chamado de “wanderlust” palavra derivada do alemão, sem equivalente em português — que significaforte desejo de andar, viajar, explorar o mundo” (em alemão: “wandern’’, “a vagar”, e “Lust”, “desejo”).

Quando me proponho a guiar grupos de pessoas durante longas caminhadas por parques ou áreas de proteção ambiental, a primeira pergunta que normalmente ouço é: “O visual do lugar que vamos visitar compensa esses 10km de caminhada?”. E minha resposta é quase sempre a mesma: Não encare a caminhada como um sacrifício para atingir um determinado objetivo. A caminhada, por sí só, já faz parte da diversão. Quem encara a trilha como “mal necessário para se chegar em um lugar bacana” não entendeu direito o que é visitar uma reserva ambiental.

Trilha-dos-espelhos

Pros que, como eu e a Sra. Dois Espressos (foto acima), curtem caminhadas “selvagens” ou urbanas e querem compartilhar dicas de bons locais para flanar² ou fotos de suas andanças, criei o grupo “Sautering”, no Flickr. Apareçam por lá!

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1. “Sauntering”, palavra esplendidamente derivada de “pessoas vadias que erravam pelo país, na Idade Média, e pediam esmola sob o pretexto de irem à la Sainte Terre” à Terra Santa, até as crianças exclamarem “Lá vai um Sainte-Terrer“, um “Saunterer”, um da Terra Santa. Os que nunca vão à Terra Santa nas suas peregrinações, como pretendem, são, em verdade, meros vadios e vagabundos; mas os que lá vão ter são “saunterers”, no bom sentido que tenho em vista. É certo que alguns derivariam a palavra de sans terre, sem terra ou pátria, o que, portanto, no bom sentido, significará — não tendo pátria determinada, mas igualmente tendo sua pátria em toda parte. Pois este é o segredo do vitorioso “sauntering”. Os que se deixam permanecer em casa, quietos, sempre e sempre, podem ser os maiores errantes de todos; mas o “saunterer”, no bom sentido, não é mais errante do que o rio sinuoso, cujo propósito contínuo é encontrar o caminho mais curto para o mar. Prefiro a primeira como sendo a derivação mais provável pois toda caminhada é uma espécie de cruzada que nos foí pregada por algum Pedro, o Eremita, para avançarmos reconquistarmos esta Terra Santa das mãos dos infiéis. (Henry David Thoreau – “Andar à Pé”)

2. Do francês “flâneur”, siginifica “passear ociosamente; vaguear; perambular”. Caminhar pelo prazer de apreciar o que está à sua volta, parando aqui e ali para observar algo que chame sua atenção.

Meu stop motion favorito (a partir de hoje!)

Um tweet do Alessandro Martins me levou até o vídeo The PEN Story”, produzido pela Olympus para comemorar os 50 anos da Olympus PEN.

Para baixar a musiquinha que toca no vídeo (“Down below”, de Johannes Stankowski) e ainda saber detalhes sobre a câmera, basta dar um pulo no site “The PEN Story”.

Qualquer pai sabe o que é melhor pros filhos?

KKK

A imagem acima saiu dessa série de fotos divulgadas pela revista LIFE e mostra uma criança sendo preparada para uma cerimônia da Klu Klux Klan. Essa e outras fotos, onde pais e filhos aparecem juntos, me fizeram pensar no seguinte:

Qual o impacto de uma educação familiar desse tipo na vida dessas crianças? A educação nesse ambiente, de alguma forma, limitará/determinará sua visão de mundo e suas escolhas morais como adulto? Quais são as chances de que uma criança criada dentro da KKK transcenda sua formação cultural e se torne um adulto tolerante em relação a outras raças?

É claro que todas as perguntas acima são meramente retóricas.

O que eu realmente quero saber é se, com base nas respostas que todos temos para as perguntas anteriores, algum tipo de controle deveria ser exercido sobre estes pais no sentido de proteger essas crianças de ideologias que difundem o proselitismo e o sectarismo?

Afinal, pais têm o direito de transmitirem a seus filhos a ideologia que desejarem — QUALQUER que seja a ideologia ou existe um limite? E se essa ideologia fizer com que essas crianças se transformem em adultos como o da cena abaixo, ainda assim nada deve ser feito?

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UPDATE:

As opiniões da Psicanalista e Psicóloga Aline Accioly sobre esse assunto estão no post Pais e Filhos, no blog mundo accioly.

O que importa é o que você está vendo

baraka_filmMuito antes do Matt, no começo dos anos 90, os cineastas Ron Fricke, Mark Magidson e mais uma equipe de três pessoas pegaram US$4 milhões e cairam na estrada para, durante 14 meses, percorrer 24 países em 6 continentes. Durante esse período — e usando o caríssimo filme widescreen de alta-definição TODD-AO, de 70mm — eles produziram Baraka (IMDB), filme considerado por muitos como definitivo em seu estilo, com tomadas de tirar o fôlego, unidas por uma trilha sonora inacreditável, que mostram a beleza e a destruição da natureza e dos seres humanos.

HomeSeguindo o mesmo estilo de documentários com “paisagens aéreas do mundo inteiro para sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária” temos agora HOME, produzido pelo francês Yann Arthus-Bertrand e lançado mundialmente semana passada, no dia 5 de junho.

Pra quem curte fotografia, natureza ou artes visuais de um modo geral, ambos são filmes obrigatórios. Enquanto em HOME você é conduzido através da experiência visual por um narrador, em Baraka, um filme não-verbal, apenas com imagens e sons, é você quem cria o roteiro.

Segue abaixo o trailer de HOME (assista em HD).

Pra mim o que estraga compromete um pouco o trabalho feito em HOME é justamente a narração… o já gasto discurso-clichê de que “temos menos de 10 anos para reverter esse quadro catastrófico”, “mudar nossos hábitos de consumo” e “nos tornar conscientes de que estamos explorando a Mãe Terra”. Como em Baraka, tudo isso poderia ter sido feito de forma não-verbal, apenas com uma boa edição de imagens e trilha sonora impactante.

Home pode ser assistido dietamente no YouTube, em HD (aliás, só assista em HD), até o dia 14 de junho. Para os que não entendem inglês, existe uma versão narrada em português de Portugal.

Enfim… assista Baraka (disponível no YouTube)… assista HOME… tire suas próprias conclusões… e depois venha aqui me contar.

Pilha de livros para dezembro de 2008

Livros para dezembro de 2008

Blackwater – A ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo, Jeremy Scahill

Sobre a fotografia, Susan Sontag.

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Veja também as pilhas de livros para novembro e outubro de 2008.

Começaram a circular os Molecos Viajantes

Agora eu posso contar.

Há cerca de 1 mês vinha negociando com o Carlos Tanure, dos cadernos Moleco, a possibilidade de promover, aqui pelo blog, um projeto que acompanhasse a viagem de alguns “Molecos” pelo Brasil. Minha proposta era “libertar” 5 Molecos Viajantes e fazer com que eles rodassem por aí, passando de mão em mão, coletando textos, ilustrações ou quaisquer outras coisas que cada novo portador achasse interessante.

Moleco ViajanteA proposta foi bem recebida e, com a ajuda do Tanure, comecei hoje a distribuir os Molecos Viajantes.

Coloquei alí no topo do blog uma nova página explicando todos os detalhes do projeto, mas, de forma resumida, a idéia é a seguinte:

Escolherei 5 pessoas e enviarei um caderno Moleco a cada uma delas. Essas pessoas acrescentarão algo ao caderno e passarão seus Molecos Viajantes para outras 5 pessoas, que farão o mesmo. A cada troca de mãos, os participantes enviarão aqui para o blog fotos de suas contribuições, que serão expostas no Flickr.

(e, finalmente, a parte mais legal…)

Cada pessoa que participar da brincadeira, acrescentando algo e ajudando os Molecos Viajantes em sua jornada, receberá, de presente, um caderno Moleco!

Agora me diz: isso é ou não é muito legal?!

Mas calma, porque ainda tem mais!

MolecosOs 4 primeiros participantes já foram escolhidos e serão anunciados aqui à medida que os cadernos começarem a viajar. Já o 5º participante… bom… o 5º participante pode ser VOCÊ!

Basta deixar um comentário aqui no blog dizendo porque você deve ser o primeiro a colocar as mãos no 5º Moleco Viajante.

Quem der a resposta mais convincente, além de ganhar um Moleco, será responsável por dar início a jornada do último caderno.

O vencedor será anunciado no dia 15 de dezembro.

UPDATE: Os 2 primeiros Molecos já estão viajando.

Campus Party 2009: eu vou SEM PRECISAR PAGAR!

Campus PartyÉ isso mesmo! Fui o vencedor da promoção “Campus Party: dessa vez eu vou!”, promovida pelo Mundo Tecno, e ganhei a inscrição para o maior evento nacional de cultura digital, que vai rolar entre os dias 19 e 25 de janeiro de 2009, em São Paulo.

A promoção consistia em responder, de forma bem criativa, a pergunta “por que eu devo ir na Campus Party 2009?”. Minha idéia foi utilizar o aplicativo Comic Life, que já vem nos Macs, para criar uma história em quadrinhos onde um grupo de mentes brilhantes, reunidas num local isolado, decidem quem irão enviar como representante na versão 2009 do evento (No caso, EU!). O resultado pode ser visto aqui.

Ganhar a inscrição foi bom demais, né? Mas calma que melhora!

SábioUma das propostas que fiz no quadrinho, pra tentar convencer os organizadores da promoção, foi me oferecer pra ajudar na cobertura que o Mundo Tecno vai fazer do evento, atuando como “blogueiro convidado” (afinal, um evento que fala de Astronomia, Blog, Games, Modding, Robótica, Simulação, Design, Fotografia, Música, Vídeo, Desenvolvimento e Software Livre precisa de MUITA gente pra ser coberto).

E não é que eles toparam?! Vou ajudar o Mundo Tecno na cobertura! Óia que legal!

Quem quiser ficar por dentro dos preparativos da Campus Party 2009 — além de passar por aqui de vez em quando — pode acompanhar o twitter, o blog ou o site oficial do evento.

Pra terminar, estou juntando pessoas que queiram fretar uma van para nos levar e trazer da Campus Party. Será muito mais barato, confortável e divertido do que ir de ônibus. Interessados que morem em Juiz de Fora, em municípios próximos ou em qualquer cidade no eixo da BR 040 (Três Rios, Itaipava, etc.) e BR 393 (Além Paraíba, Vassouras, Barra do Piraí, Volta Redonda, Resende, Barra Mansa, Itatiaia, etc.), podem deixar um comentário aqui no blog.

Nos vemos na Campus Party 2009!

Manipulando fotos com o Image Fulgurator

Image FulguratorO Image Fulgurator — que, pelo nome, parece um produto das Organizações Tabajara — é uma idéia fantástica do fotógrafo alemão Julius von Bismarck. Trata-se de um aparato para manipulação de fotos, mas de um jeito completamente diferente: ele altera as fotos de outros fotógrafos, no momento em que elas estão sendo tiradas e sem que o fotógrafo perceba. A manipulação só é percebida depois que a foto já foi feita.

Explico:

O cara adaptou uma câmera fotográfica de filme para funcionar de modo inverso. Ao invés de captar as imagens e armazená-las no filme, ele usa um flash, ligado na parte traseira da câmera, para projetar a imagem de um slide, através da lente, sobre o assunto que alguém esteja fotografando. O mecanismo é ligado a uma fotocélula que dispara no mesmo instante que o flash do outro fotógrafo é disparado.

Parece complicado, mas o vídeo abaixo, a partir de 1’10”, mostra direitinho como o aparelho funciona.

Pense no potencial que isso teria numa campanha de marketing de guerrilha? Imagine alguém ser capaz de, durante um evento em que todos estão olhando para um mesmo ponto, fazer com que uma marca, símbolo ou frase apareça em TODAS as fotos tiradas por TODAS as câmeras?

No site do fotógrafo você encontra — em inglês — mais observações interessantes sobre o potencial do projeto e algumas intervenções feitas com o brinquedo.

Meu colega mexe com “webdesigner”

Fui levar material em um cliente hoje pela manhã e, chegando lá, ele resolveu me mostrar o novo site da empresa. Não vou entrar em detalhes sobre o site nem colocar aqui o link. Para a questão que quero levantar no post, basta dizer que o site — que custou R$ 200,00 — é um template descarado, com splash page sem sentido e musiquinha que não dá pra desligar. Tentando não deixar transparecer meu desprezo, perguntei qual tinha sido a empresa responsável pelo serviço e, aí sim, tudo ficou claro. Ele havia “contratado” um colega que “mexe” com “webdesigner” (sic).

Na mesma hora lembrei desse trecho de vídeo, que fala especificamente do que tem acontecido na minha área.

Vejo gente assim todos os dias. O tipo de pessoa que instala uma cópia pirata do Photoshop/Corel Draw, pega uns tutoriais na Internet e, da noite pro dia, começa a distribuir cartões de visita da “Juninho’s Grafication Dezáine”, oferecendo serviços que vão de criação de logomarca (por R$ 50,00) a ímãs de geladeira.

O tal colega, que “mexe” com “webdesigner” mas nunca deve ter ouvido falar de W3C, usabilidade ou qualquer outro borwser que não seja o IE, tomou R$ 200,00 de um dono de empresa que não tem a menor idéia de que o site dele é uma bosta.

web_baratinha

Eu sei que o papo de “prostituição de mercado” já tá mais que batido, mas sempre fico puto quando encontro um sujeitinho despresível como esse. Pra que investir em equipamentos caros e gastar US$ 150,00 num exame para ser Adobe Photoshop ACE se, no fim, os serviços acabam indo parar na mão de um colega que “mexe” com edição de imagem?


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Última nota do Moleco

" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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