Muito antes do Matt, no começo dos anos 90, os cineastas Ron Fricke, Mark Magidson e mais uma equipe de três pessoas pegaram US$4 milhões e cairam na estrada para, durante 14 meses, percorrer 24 países em 6 continentes. Durante esse período — e usando o caríssimo filme widescreen de alta-definição TODD-AO, de 70mm — eles produziram Baraka (IMDB), filme considerado por muitos como definitivo em seu estilo, com tomadas de tirar o fôlego, unidas por uma trilha sonora inacreditável, que mostram a beleza e a destruição da natureza e dos seres humanos.
Seguindo o mesmo estilo de documentários com “paisagens aéreas do mundo inteiro para sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária” temos agora HOME, produzido pelo francês Yann Arthus-Bertrand e lançado mundialmente semana passada, no dia 5 de junho.
Pra quem curte fotografia, natureza ou artes visuais de um modo geral, ambos são filmes obrigatórios. Enquanto em HOME você é conduzido através da experiência visual por um narrador, em Baraka, um filme não-verbal, apenas com imagens e sons, é você quem cria o roteiro.
Segue abaixo o trailer de HOME (assista em HD).
Pra mim o que estraga compromete um pouco o trabalho feito em HOME é justamente a narração… o já gasto discurso-clichê de que “temos menos de 10 anos para reverter esse quadro catastrófico”, “mudar nossos hábitos de consumo” e “nos tornar conscientes de que estamos explorando a Mãe Terra”. Como em Baraka, tudo isso poderia ter sido feito de forma não-verbal, apenas com uma boa edição de imagens e trilha sonora impactante.
Home pode ser assistido dietamente no YouTube, em HD (aliás, só assista em HD), até o dia 14 de junho. Para os que não entendem inglês, existe uma versão narrada em português de Portugal.
Enfim… assista Baraka (disponível no YouTube)… assista HOME… tire suas próprias conclusões… e depois venha aqui me contar.
Descobri o excelente “acoustic-folk” do 


















