Textos categorizados 'Repulsa'

Um sujeito sem religião é como um peixe fora do aquário…

Peixe fora do aquário
…tem todo o oceano ao seu redor e pode nadar pra onde quiser.
Lembrei-me dessa frase lendo o excelente texto do Pedro Nunes sobre as ironias da justiça, onde ele fala do ódio e repulsa que os não-teístas despertam e do desrespeito com que são tratados os que, de acordo com os crentes, “não têm Deus no coração”.
Esse desrespeito pelo não-teísmo, qualquer que seja a forma que tome, é muito claro e começa com aquela piadinha que associa ateu a à-toa, mas não pára aí. Sempre que alguém questiona seus valores morais, ou demonstra pena diante de sua descrença; sempre que dizem “um dia você vai enxergar deus” ou dão a entender que essa é apenas uma “fase de rebeldia”; sempre que sua postura religiosa é colocada em xeque, enfim, não com argumentos e tentativas de entender sua compreensão do maquinário que move esse plano de realidade, mas com demonstrações de superioridade e/ou troça: essa é uma forma de desrespeito. É você sendo tratado como o que é: um pária.”
Religião CegaJá disse em outros textos que me considero 30% ateu e 70% agnóstico, e que minha crítica em relação as religiões  assim como no caso das crianças que crescem sob os preceitos da Klu Klux Klan — se baseia na idéia de que inteligência e senso crítico só se desenvolvem quando temos acesso a diferentes perspectivas, diferentes pontos de vista. Assim sendo, pessoas que crescem tendo sua visão de mundo moldada por doutrinas e ideologias que difundem o proselitismo e o sectarismo não podem, por essa definição, ser muito inteligentes.
É bom também deixar claro que quando falo de pessoas “não muito inteligentes” estou falando de seguidores de todas as doutrinas sectaristas, não apenas daquela cujos fiéis compartilham a crença de que, em tempos ancestrais, uma mulher virgem deu a luz a um sujeito sem pai biológico, que ao completar 33 anos foi morto, ressuscitou e foi parar no céu, de onde é capaz de ver tudo o que você faz, ouvir as coisas que você murmura dentro da sua cabeça e que garante que todos que o aceitarem como seu líder e consumirem regularmente pão e vinho abençoados por um sacerdote — que precisa ter testículos — estarão livres do mal, que ficou impregnado em suas almas porque uma mulher, criada a partir de uma costela, foi convencida por uma cobra falante a comer o fruto de uma árvore mágica.
Geralmente evito discutir com esse tipo de pessoa porque meu lado agnóstico — aquele convicto da imbecilidade que é debater racionalmente a existência de um ser celestial sobrenatural — acaba falando mais alto, mas admito que a principal razão pra não questionar publicamente a crença dos outros é bem mais trivial. O motivo que me impede de questionar a fé das pessoas é o mesmo que me impede de andar pela rua chutando bengalas de senhoras idosas: se uma pessoa só é capaz de levar sua vida adiante com o auxílio de uma bengala, seria muita crueldade da minha parte ir até lá e passar uma rasteira na única coisa que a mantém de pé.
Enfim… leia o texto do Pedro Nunes e veja porque um travesti-aidético-ex-presidiário pode chegar a ter mais amigos que um ateu.
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Outros textos sobre religião:

O Índice dos Livros Proibidos pela Igreja Católica.

Um esforço sincero de me educar segundo as Leis de Deus.

Que tal um círculo do inferno só para você?


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" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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