Posts Tagged 'Rio de Janeiro'

Covardes. Covarde.

Trecho de um relato escrito pelo Antonio Prata (grifo meu) sobre uma “abordagem policial” cada vez mais comum na Zona Sul do Rio de Janeiro (e sobre a forma como todos nós enfrentamos esse tipo de situação).

Enquanto um policial dava choques no homem e fazia perguntas, o outro revirava seus pertences com o bico do coturno, espalhando as sacolas plásticas, o cobertor cinzento e um amontoado de miudezas sob a marquise, onde ele se protegia da garoa.

O barulho de matraca da pistola amarela [uma taser gun], tec,tec,tec,tec,tec, como a ignição de um fogão que demora a acender, era abafado pelos gritos do mendigo, recebendo descargas na parte de trás das coxas e nas costas. Mais ainda, era abafado pelas vozes na minha cabeça: ‘Vai lá!’, dizia-me uma delas. ‘Você que teve pré-natal e fralda descartável, você que estudou em escolas privadas e freqüenta mostras de cinema, você, com lentes de contato e livros na estante, você, que veio de uma família estruturada e caminha em direção a um restaurante: vai ficar aí, parado? Outra voz, a voz covarde, me dizia: “esquece. Não é o caso de peitar dois policiais, ainda mais sendo paulista, no Rio de Janeiro. E se te jogarem no camburão? Se te derem choque com a arma amarela?’ A voz corajosa insistia. “É seu dever! E é pouco provável que te batam. Você sabe bem que, desde a redemocratização, a tortura deixou de ser aplicada aos de lentes de contato e livros na estante e ficou restrita aos do outro lado da rua, sob a marquise.’”

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Quem mora em Copacabana, perto do Posto 4 e da Estação Cantagalo do Metrô, presencia cenas como essa quase que semanalmente. Minha mãe, da janela do apartamento na esquina da Bolívar com Nossa Senhora de Copacabana, já viu adultos e crianças, homens e mulheres, gritando e se contorcendo na calçada por causa dos choques aplicados por policiais militares.

Leia o texto completo

Para entender o Brasil #239

Ontem postei aqui um vídeo de resposta a uma pergunta do @ronaldrios: como entender um país onde alguns passam fome enquanto outros compram barcos de luxo?

Aproveitando essa idéia de mostrar vídeos que nos fazem entender o Brasil, segue abaixo um trecho de 2 minutos do documentário “Notícias de uma Guerra Particular”, de 1999, produzido por Kátia Lund e João Moreira Salles.

Quer entender o Brasil e saber porque a corrupção policial NUNCA terá fim? Ouça o relato do então Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Hélio Luz.

Começando 2009 (finalmente)

Acabo de receber o primeiro PIT¹ de 2009, o que marca o começo do ano aqui no estúdio e traz as coisas de volta ao seu fluxo normal. As primeiras duas semanas de janeiro foram corridas. Pra vocês terem uma noção, foram 4 cidades em 7 dias (mais de 1000km), o que me fez precisar de 5 passagens de ônibus, 1 passagem aérea, 9 bilhetes de metrô e 8 táxis. Isso tudo pra poder participar de 2 reuniões (uma com a Solange Nunes, artista plástica de Tiradentes/MG, e outra com o pessoal da LV Design, no Rio), ir ao Sketchcrawl JF (onde encontrei a @anamartins e conheci pessoalmente a @prisca_, @rogeriotorres, Danilo e Raphaela) e visitar familiares.

Como nem tudo é trabalho, aproveitei a viagem para rever um amigo “das antigas”, o @kadutheway, e curtir um pouco de Tiradentes e do Rio de Janeiro. Visitei 6 igrejas do período colonial, 2 museus, 2 grandes bibliotecas (BN e Real Gabinete Português de Leitura) e 3 praias, além bares, padarias e restaurantes. Provei muita comida mineira (frango com ora-pro-nobis, feijão tropeiro, pão de queijo…), vários cafés espressos, 3 caipirinhas, 1 picanha, 1 francesinha (bem ruim por sinal), 2 empadas de siri, vários chopps, vários pastéis de angu e diversos frutos do mar.

Devo passar os próximos 2 dias agarrado ao PIT, já que a deadline é sexta-feira. Depois disso começo a planejar uma visita à Vassouras/RJ, uma viagem para Visconde de Mauá/RJ, uma passada rápida pela Campus Party/SP e a ida ao show do Little Joy (Circo Voador/RJ, dia 6 de fevereiro).

Updates fotográficos e “twitterísticos” várias vezes por dia. Aqui no blog, sempre que possível.

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1. Pedido Interno de Trabalho. O equivalente, aqui no estúdio, ao que os publicitários chamam de job.


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Última nota do Moleco

" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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