O que a Igreja Católica tem mais que as outras?

Evil Bento XVIO assunto nem é novo. Começou no ano passado, quando Lula e o Papa Bento XVI assinaram um acordo que previa a manutenção de bens culturais da igreja católica (prédios, monumentos, bibliotecas, etc…) utilizando recursos do estado.

A novidade é que, na semana passado, no dia 26, o plenário da Câmara ratificou esse acordo, que para além do já citado “financiamento” da igreja católica, prevê isenção fiscal (nada de pagar impostos), imunidade perante as leis trabalhistas e… e… o melhor de tudo: a implementação do ensino religioso nas escolas públicas.

“Criticado por amplos setores da sociedade, como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o texto acabou aprovado em votação simbólica após a costura de uma negociação com a bancada evangélica, muito forte no Congresso, para estender os privilégios às demais religiões. O acordo seguirá agora para apreciação do Senado.

Aprovado na semana passada pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o texto tem 20 artigos que criam um estatuto jurídico e legitimam direitos que a igeja católica detém há décadas no Brasil”. (via Agência Estado).

Dentre os benefícios que as igrejas terão as custas dos impostos que eu pago, o que mais me incomoda é saber que meu dinheiro irá sustentar professores de religião.

Mesmo me considerando 30% Ateu e 70% Agnóstico, reconheço o papel social das religiões e acredito na importância de apresentar para as crianças esses conjuntos de crenças e valores. Afinal, mesmo que não acreditemos em nenhuma delas, seria impossível viver em sociedade não sabendo absolutamente nada sobre as diversas religiões. Não me importaria se as escolas promovessem debates sobre a história das religiões, diferentes visões de mundo, filosofias ou conceitos morais e éticos. O que me irrita é saber que estarei financiando, efetivamente, aulas de catecismo da igreja católica.

religiãoAssim como na questão das crianças que crescem sob os preceitos da Klu Klux Klan, minha crítica se baseia na idéia de que inteligência e senso crítico só se formam quando temos acesso a diferentes fontes, com diferentes pontos de vista. Assim sendo, não deveria ser do interesse de todos proteger as crianças de doutrinas e ideologias que difundem o proselitismo e o sectarismo?

Gostaria de ouvir a opiniões (embasadas, por favor) de católicos sobre o assunto.

Para os que ainda não leram a proposta que reconhece o estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, segue o link para o texto integral (20 artigos) do Acordo Brasil-Vaticano.

_______________
UPDATE: Decidi remover a referência ao passado de “juventude hitlerista” do Papa Bento XVI porque esse comentário estava desviando o foco do debate (financiamento estatal do ensino religioso nas escolas públicas) para assuntos que não têm nenhuma relação com o tema.

O comentário foi provocador e desnecessário.

Podemos voltar a debater o que realmente interessa?

29 Responses to “O que a Igreja Católica tem mais que as outras?”


  1. 1 Marcos 04/09/2009 às 4:29 PM

    Poxa kra, cada vez mais parece que o país caminha direto pro abismo religioso, apesar de alguns, como AMB, OAB e o partido PSOL terem criticado esse acordo Brasil-Vaticano, não consigo deixar de temer o que poderia acontecer se isso for aprovado realmente e começar uma ditadura religiosa no país.

  2. 2 HSA 04/09/2009 às 5:03 PM

    cara, ensino religioso sempre foi algo obrigatório em escolas, a questão é que sempre foi encheção de linguiça, aparece sempre uma professora com um textinho, algum joguinho, etc. do ponto de vista geral não muda nada (sim, voce sempre pagou impostos para ensinar “religião” nas escolas, só esta se queixando agora).

    …embora as escolas tenham liberdade de ensinar o que quiserem (das muitas escolas que eu tive, sempre uma ensinava uma materia melhor ou pior que a outra), é interessante que se tenha uma aula séria sobre religião, a ignorancia é a chave para que comece a surgir sérios preconceitos e cretinices por aí.

    é engraçado o cartum em que aparecem uma criança sendo englobada por uma bíblia, como se os pais fizessem lavagem cerebral; esses dias eu vi um video em que um ateu fazia um questionamento para crianças “como Jesus teria exorcisado alguem e mandado os demonios para uma manada de porcos se os judeus nem comiam porco?”, agora ve por exemplo se uma criança vai ter capacidade de pensar que na israel do tempo de Jesus existiam várias religiões, que algumas permitiam carne de porco, etc etc.

  3. 3 Marinho 04/09/2009 às 7:17 PM

    Isso é muito relativo. O que é preferível, uma sociedade organizada em preceitos elementares de família e ética comportamental ou uma ausência total de temor humano, levando à atual convulsão social com violência, concentração de riqueza em detrimento dos que mais precisam e total perda de ética, além de toda a desestruturação de famílias como se vê???

  4. 4 Dois Espressos 04/09/2009 às 9:48 PM

    @HSA

    Seu comentário começa com uma afirmação equivocada: ensino religioso nunca foi e continua não sendo obrigatório. A existência da disciplina nas escolas é que foi regulamentada, mas o aluno não é obrigado a frequentar as aulas de educação religiosa. Leia o acordo com calma.

  5. 5 Dois Espressos 04/09/2009 às 9:48 PM

    @Marinho

    Francamente não sei… o que você acha?

  6. 6 Felipe 04/09/2009 às 10:48 PM

    Eu acho que o acorto põe em pauta todos os assuntos referentes à questão da Igreja no Brasil,já que a Igreja influi muito na sociedade.O ensino religioso é bom para a questão ética e moral da formação da criança brasileira.Como é algo facultativo,não causa danos à liberdae,é melhor ter aulas de catequese nos colégios como antigamente do que continuar como agora,crianças que roubam,famílias desestruturadas,e até crianças que fazem apologia ao sexo!!!Tenho 16 anos e quando eu era criança não tinha tanta maldade como as crianças de hoje,já ouvi relatos até de homossexualismo entre elas!!!

  7. 7 Ítalo 05/09/2009 às 3:40 AM

    Começo dizendo que não li nada a respeito do acordo. No seu texto já tem pontos interessantes para discussão.

    Primeiro, sou católico.

    Começando por baixo. O que te leva a crer que a igreja católica (a apostólica e romana) é uma das “… doutrinas e ideologias que difundem o proselitismo e o sectarismo”?

    Meu pai fez um curso “superior” sobre religião católica (apesar de ter quase certeza de que realmente foi superior, no sentido formal, o “quase” ainda está presente). Algo que me lembro perfeitamente da época que ele estava no curso, era o quanto ele estudava as outras religiões. Muitas das vezes que ouvíamos rádio, ele estava sintonizado em alguma emissora que pregava outra religião, que não a católica.

    E aí também entra o “… Não me importaria se as escolas promovessem debates sobre a história das religiões, diferentes visões de mundo, filosofias ou conceitos morais e éticos. …”. Catequizar não é contar “histórinhas” sobre Adão e Eva, ou recitar os 10 mandamentos. Estudei em um colégio católico, onde sempre tive aulas de religião. Nessas aulas aprendi sobre a Bíblia, incluíndo sobre Adão e Eva, os 10 mandamentos, a Ave-Maria, o Pai-Nosso e por aí vai. Mas aprendi com muitos debates. Até mesmo com um certo teor de filosofia. Aprendo o porquê de cada coisa.

    É claro que existem “professores de religião” que não sabem quase nada a respeito do que tenta ensinar. Mas isso acontece, de maneira MUITO mais grave com grande parte dos professores de matemática, física, história, geografia…

    Ainda tem a parte da isenção fiscal para religiões – e não somente para a católica, e a manutenção da patrimônio histórico brasileiro que foram feitos com motivos religiosos. Depois escrevo sobre esses.

    Abraço,
    Ítalo.
    P.S.: Estou assistindo os vídeos do Bassi novamente para ver se a minha opinião foi precipitada.

  8. 8 Wellison 05/09/2009 às 10:35 AM

    A parcialidade é um mal tremendo para um ser humano… você começa atribuindo ao papa a condição de “juventude hitlerista”, será que depois disso alguem vai levar o seu texto a sério? Vendo que seu argumento não está baseado em fatos e sim em opniões pessoais.
    Uma coisa é viver em um estado laico, outra é viver em um estado anti-católico. Como falou um amigo em um dos comentarios, É melhor viver em uma sociedade pautada pelo respeito, socialismo dos bens, amor e fraternidade, ou viver marcado pelo odio e egoismo?

    Pax!

  9. 9 Dois Espressos 05/09/2009 às 11:28 AM

    @Wellison

    Wellison, a primeira premissa com a qual precisamos concordar é que todos expressam suas opiniões a partir de um referencial conseguido com base em uma biografia. Não existe imparcialidade quando falamos de opinião. Para além disso, eu não quero ser imparcial… meu texto é mesmo uma crítica ao posicionamento da igreja católica (não somente hoje, mas no decorrer da história).

    Sobre a “juventude hitlerista”…. bem… Bento XVI foi membro da juventude hitlerista e, mesmo após assumir o papado, não fez nenhuma questão em dizer que se arrepende disso.

    Quando você diz que meu argumento não está baseado em fatos, fiquei em dúvida: o fato no qual acreditava estar me baseando é de que a doutrina católica é proselitista e sectarista… estou enganado quanto a isso?

    O Estado laico não é apenas “anti-católico”… ele é “anti” a incorporação de qualquer doutrina religiosa… mas como o acordo não se chama Brasil-Tibet, nem Brasil-Angola… mas sim Brasil-Vaticano, estou falando especificamente do catolicismo romano.

    Sobre a sua pergunta:

    “É melhor viver em uma sociedade pautada pelo respeito, socialismo dos bens, amor e fraternidade, ou viver marcado pelo odio e egoismo?”

    Posso apontar inúmeros momentos históricos em que as religiões (principalmente a igreja católica) não foram modelos de “respeito, socialismo dos bens, amor e fratermidade”. (Qual foi mesmo o livro utilizado como justificativa para o maior genocídio da história?)

    Abraços e obrigado pela visita!

  10. 10 Dois Espressos 05/09/2009 às 11:35 AM

    @Ítalo

    Antes de continuarmos, dê uma olhada na definição de “proselitismo e sectarismo”. Dê também uma olha no significado de “catequisar”. Você vai se surpreender com o que pensava saber sobre sua religião.

    Sobre a experiência do seu pai… bom… ela não tem nenhuma relevância nesse debate. Não estou falando de cursos superiores. Estou falando de educar crianças.

    Sobre suas experiências com aulas de religião, acho que é possível (e prefeível) estudar filosofia, ética, etc… sem precisar ouvir sobre Adão e Eva ou os Dez Mandamentos.

    Abraços e obrigado pela visita!

  11. 11 Alexandre 05/09/2009 às 12:08 PM

    Dois Expressos frios…

    “Sobre a “juventude hitlerista”…. bem… Bento XVI foi membro da juventude hitlerista e, mesmo após assumir o papado, não fez nenhuma questão em dizer que se arrepende disso.”

    Depende do que você mesmo faria numa época em que ou você alistava “voluntariamente” ou então sofria sanções penais para você e seus pais.
    Você se alistaria no serviço militar ou tentaria ver se seus pais seriam presos por você não aceitar?

    Os registros históricos da “Hitlerjugend” provam isso. Veja mesmo na Wikipedia: “A Juventude Hitlerista, ou Juventude Hitleriana (em alemão, Hitlerjugend) foi uma instituição obrigatória para jovens da Alemanha nazista(…)a partir de 1936 com o alistamento obrigatório, 3,6 milhões de membros haviam sido recrutados,(…) Em 1939, já no pré-guerra, foi decretada uma ordem de recrutamento geral.

    Acho que suas pesquisas históricas estão muito parciais. Mas, como o blog é seu, cada opinião tem o dono que merece…

  12. 12 Dois Espressos 05/09/2009 às 12:24 PM

    @Alexandre

    Você cometeu um erro de argumentação… pouco me importa se o alistamento era obrigatório ou facultativo… eu disse que mesmo assumindo o papado, ele não fez nenhuma questão de dizer que se arrepende de ter feito parte da juventude hitlerista.

    Não interessa se colocaram uma arma na cabeça dele e obrigaram-no a se alistar na juventude hitlerista… o que importa é que (provavelmente) ele gostou! Tanto que, até hoje, não fez questão de dizer que se arrepende do tempo que passou ajudando a matar judeus.

  13. 13 Alexandre 05/09/2009 às 12:42 PM

    “Não interessa se colocaram uma arma na cabeça dele e obrigaram-no a se alistar na juventude hitlerista… o que importa é que (provavelmente) ele gostou! Tanto que, até hoje, não fez questão de dizer que se arrepende do tempo que passou ajudando a matar judeus.”

    não cometi erro de argumentação.
    Você é que parece que não entende o que lê ou lê para seu próprio propósito (prefiro acreditar na primeira hipótese).
    “Ele gostou” – como sabe disso?
    “ajudou a matar judeus” – você não entendeu a história do negócio…
    se fosse assim todos os alemães tinham de se ajoelhar quando vissem um judeu, pois todos eram coniventes, certo? Errado. Muitos nem sabiam disso.

    E parece que você não lê muito sobre o assunto.
    Veja:
    “Bento XVI reconhece e condena o holocausto do povo judeu na época do nazismo,(…)o pensamento do Papa sobre o holocausto foi exposto com muita clareza na Sinagoga de Colônia, em 19 de agosto de 2005, no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, em 28 de maio de 2006, na sucessiva audiência geral de 31 de agosto de 2006, e mais recentemente no final da audiência geral de 28 de janeiro passado, com palavras que não dão lugar a equívocos.(…)as palavras pronunciadas n essa última ocasião pelo Papa: «Enquanto renovo com afeto a expressão de minha total e indiscutível solidariedade com nossos irmãos destinatários da Primeira Aliança, desejo que a memória da Shoá induza a humanidade a refletir sobre o imprevisível poder do mal quando conquista o coração do homem. Que a Shoá seja para todos advertência contra o esquecimento, contra a negação ou o reducionismo».

    a Wikipedia é pra economizar tempo. Não estou postando um assunto no jornal “Estado de S. Paulo” para perder tempo em pesquisa, cidadão.
    Tempo é dinheiro. Você vai me pagar pela pesquisa? Quantos leem seu blog?

  14. 14 Dois Espressos 05/09/2009 às 12:50 PM

    @Alexandre

    Como VOCÊ sabe que ele NÃO gostou?

    Além disso, não saber o que acontecia não é motivo para que, agora, ao saber, ele não se arrependa de ter seguido e adorado o sujeito responsável.

    Novamente… pouco me importa se ele condenou o holocausto ou não. Alí quem está falando é o representante da Igreja Católica, em nome da Igreja Católica. Não é a opinião dele… é o posicionamento da Igreja frente ao Holocausto. Não é disso que eu estou falando. Já que você curte esse lance de usar o Google, acha aí o trecho em que ele diz “Eu me arrependo de ter feito parte da juventude hitlerista”.

  15. 15 Alexandre 05/09/2009 às 12:53 PM

    de novo:

    Não estou postando um assunto no jornal “Estado de S. Paulo” para perder tempo em pesquisa, cidadão.
    Tempo é dinheiro. Você vai me pagar pela pesquisa? Quantos leem seu blog?

    Cara, ainda bem que você não está no Senado…

  16. 16 Alexandre 05/09/2009 às 12:55 PM

    ah, outra coisa:

    esse negócio de refutar postagem em blog minuto a minuto é pra quem não tem coisa mais importante para fazer…
    Já postei minha opinião sobre seu artigo. Refutei com provas.
    Se você – o dono do pedaço – não aceita, é um problema seu, não meu.
    E não vou postar mais aqui a não ser que tenha alguma relevância.
    Vai jogar bola, cara, sai do PC…

  17. 17 Dois Espressos 05/09/2009 às 12:56 PM

    BTW, a própria IGREJA já confessou que SABIA DO HOLOCAUSTO… enquanto ele estava ocorrendo… e não fez nada.

  18. 18 Dois Espressos 05/09/2009 às 1:01 PM

    Aliás… por que o assunto foi parar no Papa? Pouco me importa o Papa?

    Voltem a falar do acordo!

  19. 19 Rodrigo 05/09/2009 às 1:23 PM

    “Não interessa se colocaram uma arma na cabeça dele e obrigaram-no a se alistar na juventude hitlerista… o que importa é que (provavelmente) ele gostou! Tanto que, até hoje, não fez questão de dizer que se arrepende do tempo que passou ajudando a matar judeus.”

    Esse parágrafo demonstra que: ou você não estudou sobre a Juventude Hitlerista e está falando sobre o que não sabe, ou está agindo de má fé, acusando o Papa de algo que ele não cometeu.

    Esse movimento, além de obrigatório, era para os jovens aprenderem práticas militares e os verdadeiros objetivos do nazismo. Eles não perseguiam judeus. Isso quem fazia era o Exército. Eram [b]adolescentes[/b] doutrinados pelo nazismo, que agiam quase como escoteiros, marchando, realizando práticas militares e sendo doutrinados

    O Papa, quando foi obrigado a se tornar membro da Juventude Hitlerista, já era um seminarista. Sua família era ferrenha opositora do regime nazista, tendo sido obrigada a se mudar quatro vezes

    E caso não saiba ou tenha tentando omitir dos incautos que lêem seu blog, o Papa foi enviado para a fronteira com a Hungria para construir armadilhas para tanques, e então desertou da Juventude Hitlerista, sob risco de ser morto, e foi preso e salvo pelas forças aliadas.

    Seria bom que retificasse seu erro.

    E ler mais, de maneira isenta, sem preconceitos ateístas, não faz mal a ninguém.

  20. 20 Rodrigo 05/09/2009 às 1:36 PM

    Sobre o ensino religioso:

    Artigo 11
    A República Federativa do Brasil, em observância ao direito de liberdade religiosa, da diversidade cultural e da pluralidade confessional do País, respeita a importância do ensino religioso em vista da formação integral da pessoa.

    §1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação.

    Qual parte você não entendeu?

  21. 21 Edilene Sousa 05/09/2009 às 5:17 PM

    é triste um cara criar um artigo em um blog e falar do que não sabe,esse acordo do Brasil com a santa sé não fere jamais a constituição,e de forma nenhuma irá torna o ensino religioso exclusiviadade da religião católica e muito menos obrigatório,E esse teu papo de 30% uma religião e 70 % outra é coisa de gente insegura que não sabe nem oque tá fazendo na vida,imagina um cara inseguro assim querendo falar de assuntos que desconhece.

    piada sua cara.

  22. 22 Eduardo 06/09/2009 às 5:27 PM

    Esse negócio de implementação do ensino religioso nas escolas públicas é palhaçada, religião é uma coisa que tem que vir da familia.

  23. 23 natanhc 09/09/2009 às 10:21 AM

    Excelente texto ! É realmente lamentável que esse tipo de coisa ainda exista na nossa educação. O ensino religioso deveria abranger as diversas culturas em um todo, para como você disse, criar senso crítico. Mas ainda tem muito o que se fazer para a educação brasileira chegar a esse nível.

  24. 24 cleber Medeiros 10/09/2009 às 11:14 AM

    gente parem de tentar mudar o pensamento preconceituoso e parcial deste imbec… o blog é dele ele escreve o quer, e como o anti católico que se mostrou ser vai usar de todos os recursos para difundir a idéia, não adianta que pessoas assim nunca mudanm seus pensamentos e, é por causa de pessoas assim que o mundo está como está, as crianças nas droggas, as DSTs aumentando cada vez mais, as famílias desustruturadas, veja se no tempo em que as pessoas tinham valores, como os transmitidos pelas religiões, se a nossa sociedade estava como está???

  25. 25 alexandre 10/09/2009 às 11:31 AM

    “gente parem de tentar mudar o pensamento preconceituoso e parcial deste imbec… o blog é dele ele escreve o quer,”

    aí é que está, meu caro…
    o blogueiro em questão é preconceituoso e reacionário… Acho que ninguém quer mudar a opinião dele – ainda mais gastando seu telefone para postar no blog no meio da rua – que já se viu ser absolutamente sem fundamento.
    O que esta se fazendo aqui é usar do espaço dele para que seja o apoio de divulgação de nossas idéias.
    Ou seja, o cara cria o blog e nós o usamos para nosso interesse.
    Legal, ne´?

  26. 26 alexandre 10/09/2009 às 11:33 AM

    “É realmente lamentável que esse tipo de coisa ainda exista na nossa educação. O ensino religioso deveria abranger as diversas culturas em um todo, para como você disse, criar senso crítico. Mas ainda tem muito o que se fazer para a educação brasileira chegar a esse nível.”

    realmente, pelo post o escritor deve ser um grande pedagogo e com doutorado em sociologia…
    é por isso que temos os políticos que estão aí: pessoas que nada sabem daquilo em que governam…
    uma pena tanta parcialidade e ignorância histórica…

  27. 27 Eduardo Louzada 28/09/2009 às 6:19 AM

    Olá, não consegui achar seu nome (dono do blog), mas quero deixar uma opinião assim mesmo.

    Conheci seu blog a pouco e achei muito bem realizado. Porém, quando se fala de religião, sempre é complicado… Talvez se fosse um tema menos presente, o Catolicismo não detivesse ainda tanta força.

    O problema é que independente da força do Catolicismo, Evangélicos e outrens, é justamente o debate. Quanto mais se fala do Papa, Monge, Irmão ou Bispo, menos chega-se a Deus.

    E o que é Deus? Uma força da natureza como descrevia e acreditava Einstein ou o Criador de todas as coisas e que somos sua semelhança como descreve a Bíblia?

    E, como surgiu Deus? O que existia antes dele? Ah… Nem a ciência saberia descrever…

    Então, qual a finalidade de se debater a religião católica obrigatória? Ops, eu disse obrigatória? Mas, tudo que é obrigado é ruim, não é mesmo?

    Vejam o exército. Fogem dele como ao diabo da cruz. Porém, vi uma parte de um documentária sobre meninos de rua outro dia que, apresentava várias instituições de correção (leia-se Febem) em Texas, existe ums instituição controlada pelo exército que é um modelo. Os garotos são bem cuidados, tem boas refeições, boas acomodações e saem de lá para uma vida saudável e produtiva, como os demais cidadãos. Com baixissimo índice de reincidência.

    Então, será mesmo que o exército é tão ruim? Sim! É ruim. Porque a necessidade de sua existência é a segurança. E a sua origem vêm da guerra. E tudo isso envolve poder. Porém, a filosofia de disciplina é algo “bom” dentro do exército. E, se não existissem as armas, talvez, somente talvez, o exército poderia ser algo realmente bom.

    Mas, o que isso tem haver com o catolicismo obrigatório? Bem, isso se aplica aos colégios públicos, não?

    Algum de vocês, leitores do blog, já viu algum colégio público (não municipal) que fosse realmente bom? E, mesmo que tenha visto, todos os alunos são “modelos”?

    Acredito que não. Mesmo em excelentes colégios particulares isso seria uma tarefa das mais difíceis. E porque? Ora, eu poderia citar vários motivos, como pais ausentes, mas me atenho a um… A contra cultura. E isso abrange a comunicação massiva de hip hop, funk, animes sem fundamento, novelas absurdas que só “emburrecem” o espectador etc. A TV, internet e demais meios de comunicação só vendem tolices. Junk Foods. Descartáveis e supérfluos. Portanto, quem cresce nessa contra cultura acaba agragando algo da mesma.

    Mas, a pergunta persiste. O que isso tem haver com o catolicismo obrigatório?

    Apesar de eu ser um fervoroso crítico do catolicismo, vejo isso como algo bom. Pois, a Bíblia, como livro, é uma obra prima. E, se cultura será dada aos alunos, sem dúvida podem ser alunos e cidadãos melhores. Como o exemplo da instituição do exército americano que corrije jovens infratores.

    A palavra de Deus, mesmo desvirtuada pelos professores, padres ou pastores, ainda sim passa boas mensagens. Basta que sejam bem interpretadas. Obs: Claro que isso não se aplica a algum doente mental. Esse é capaz de pegar numa arma por Jesus. Doidos existem aos montes.

    Portanto, não vejo como algo ruim o catequismo dentro das escolas.

    Eu mesmo estudei em colégios particulares, católicos, fiz catequese, crisma e, não sou católico. Na verdade sou um otimista que prefere não seguir religiões. E as boas mensagens que aprendi, procurei saber mais e ainda são boas.

    Enfim, espero que meu texto ajude a abrir horizontes neste aspecto. Pois, se um ateu (ex: Stephen Hawking) sentir-se ameaçado, irá atacar o Católico e vice versa. E, esse ataque, pode se tornar mais intenso com o passar dos anos. E bombas podem ser lançadas, como no oriente médio.

    A intolerância sempre é ruim. E, a intolerância vem do poder. O poder está ligado ao dinheiro, terras e bens. E o mesmo poder e bens estão intimamente ligados às religiões.

    Já viram alguém rico, muito rico. Digo, bilionário, trilhionário! “Atado” a alguma religião? (Mel Gibson não conta, ele é rico, mas nem tanto)

    Alguém que detém tanto poder, não se preocupa com Deus, a não ser quando mais velho e próximo da morte.

    Morte, essa sim é o grande despertar das religiões. Afinal, se não houvesse a morte, o ser humano estaria praticando o que lhe desse na telha. Quem tivesse poder escravizaria quem não tivesse e, mesmo não podendo morrer, sem poder, não se é nada. Certo?

    Mesmo que seja o poder da comunicação.

    Abraços!
    Eduardo Louzada

    Ps: texto não revisado.

  28. 28 Nome: Christian 06/07/2010 às 5:44 PM

    Por que as crianças deveriam ser vítimas de uma particular tradição em vez de escolherem por eles mesmos no que acreditar ?

    Não poderíamos conservar os costumes, as tradições, a história, sem impor sobre as crianças visões sobre o universo cujo a ciência moderna simplesmente já provou que são falsas ?


  1. 1 Florsheim Shoes For Men :Dress shoes Trackback em 10/09/2009 às 6:13 PM

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