Cortando o barato dos noivos

Pode dizer… você acha aliança de noivado uma coisa romântica, não acha? Uma prova de amor, né?

Pois deixa eu te contar uma história.

Alianças de noivado só se tornaram populares quando alguns tribunais norte-americanos começaram a recusar processos por “quebra de promessa de casamento“, iniciados por mulheres que haviam sido abandonadas por seus noivos depois de terem mantido relações sexuais. Antigamente processos desse tipo eram comuns, já que era muito difícil uma mulher conseguir um novo marido se já tivesse perdido a virgindade.

Cansados de tais queixas — e da algazarra que os jornais criavam por causa desse tipo de processo — juízes decidiram pôr um ponto final no assunto. Mas como garantir que um casal de noivos pudesse manter relações sexuais se a noiva não poderia mais recorrer à justiça caso o noivo mudasse de ideia? Afinal, ambos queriam sexo, mas para as mulheres os riscos eram muito grandes.

Aliança de Noivado

Se isso não é amor... o que mais pode ser? Fonte: GETTY

Assim surgiu a aliança de noivado: presente que, caso o noivado chegasse ao fim, não seria devolvido ao noivo. Essa solução desencorajaria o noivo a quebrar sua promessa e, caso noivado viesse a ser rompido, proporcionaria automaticamente uma compensação financeira para a noiva.

Em resumo, alianças de noivado — da forma como foram concebidas — são apenas uma conpensação financeira pela virgindade perdida.

Agora olha pra aliança no seu dedo… perdeu um pouco da graça, não perdeu?

Fonte: NYT

7 Responses to “Cortando o barato dos noivos”


  1. 1 Bárbara 02/08/2010 às 4:00 PM

    De fato.

    O que mais vale é o compromisso. A aliança em si é só um símbolo recorrente. =)

  2. 2 tio .faso 02/08/2010 às 4:01 PM

    Olha só o Sr. Dois Espressos acabando com o sonho de milhões e eliminando uma indústria “vital” – risos

    Aqui nessas bandas, sou eu que fica pentelhando a Sra. .marcamaria para casar. Depender dela isso não precisa ocorrer. Só viver junto tá ótimo (em que tempo vivemos!!)

    Bem, de casamento mesmo eu quero o negócio de papel passado no cartório, pois vai que acontece alguma coisa com a minha pessoa física… com a certidão de casamento a Sra. .marcamaria teria menos problemas para ficar com as coisas que conquistamos no caso de minha morte.

    No mais, o dinheiro da aliança de noivado e da festa de casamento serão gatos em uma bela viagem a dois! X)

    Um super abraço,

    tio .faso

  3. 3 Kadu, The Way 02/08/2010 às 4:13 PM

    Até onde vai o ser humano para não ceder aos desejos de uma mulher… Dá logo a aliança para menina!

    Saudade de vcs.

  4. 4 Loraine 05/08/2010 às 5:12 PM

    Pois é, aqui nos States até que a coisa ainda é financeiramente válida, já que os anéis de noivado são uma fortuna. Mas realmente duvido que a mulherada saiba desse lado da coisa…o lance é mostrar o diamante pra todas as outras mulheres ficarem babando, hehehe. Se o noivo teve que vender o rim pra comprar o anel não faz a mínima diferença!

    No Brasil até que a coisa é mais simbólica, sinalizando um compromisso. É bonitinho…rsrsrs Não fiquei noiva do meu marido, fomos direto ao ponto e concordo totalmente com o tio .faso. Meu casamento no cartório foi uma piada, depois te conto. A grana foi devidamente guardada e gasta no cafofo!

  5. 5 Lekkerding 14/08/2010 às 3:03 AM

    Só digo uma coisa:
    Eu ri. MUITO.

  6. 6 Gustavo 09/09/2010 às 12:02 AM

    Bem, acho que você precisa ir mais longe no tempo para falar disso. O povo hebreu já usava sinetes como simbole de alianças comerciais e matrimoniais. Aneis e argolas eram usasadas por pessoas que estavam noivas. Além do compromisso era uma garantia legal de que ninguém passaria a perna. Por exemplo, os noivos usavam uma aliança como sinal de que iriam casar. Assim, eles tinha melhoras garantias para comprar uma casa, um campo e estabilidade no emprego. Quem usava aliança nem para o exercito iria, pois o seu noivado era registrado por Lei.

    E isso falo dos hebreus…depois vieram os judeus (não, não são a mesma coisa), os egipcios, os babilonios e por ai vai…

  7. 7 Grazieli Marinho 22/02/2012 às 3:39 PM

    A “compensação” do penúltimo parágrafo está escrito com “n”.


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