Archive for the 'Arte' Category

Art & Copy (download)

Meu parceiro Tio .faso — com quem tenho longos debates sobre pirataria e direitos autorais — que me perdoe, mas tenho que compartilhar os links para download do fantástico documentário Art & Copy, de Doug Pray (o mesmo cara de Hype!), lançado nos “US and A” no início de 2009, já disponível na Amazon por US$13 (DVDs usados), e que, provavelmente, NUNCA será lançado aqui no Brasil.

Como o documentário está em inglês, sem legenda, não vou me dar o trabalho de traduzir o “plot summary”, retirado IMDB.

“…it reveals the work and wisdom of some of the most influential advertising creatives of our time — people who’ve profoundly impacted our culture, yet are virtually unknown outside their industry. Exploding forth from advertising’s “creative revolution” of the 1960s, these artists and writers all brought a surprisingly rebellious spirit to their work in a business more often associated with mediocrity or manipulation: George Lois, Mary Wells, Dan Wieden, Lee Clow, Hal Riney and others featured in ART & COPY were responsible for “Just Do It,” “I Love NY,” “Where’s the Beef?,” “Got Milk,” “Think Different,” and brilliant campaigns for everything from cars to presidents.”

Abaixo, o trailer…

…e links para download das 4 partes: Parte1, Parte2, Parte3 e Parte4.

José Saramago… obrigado por tudo.

Pra terminar, uma de suas frases… que manterei indefinidamente no cabeçalho do blog:

“Estamos afundados na merda do mundo e não se pode ser otimista. O otimista, ou é estúpido, ou insensível ou milionário” — José Saramago, dezembro de 2008.

Dou a maior força… porém…

Dou a maior força!

Cennarium — empresa que transmite espetáculos de teatro pela Internet — está promovendo hoje uma blogagem coletiva para divulgar o Manifesto Mais Teatro, Brasil! Um manifesto nacional que propõe a inclusão sociocultural e disseminação da arte, cultura e entretenimento usando como base o teatro.

O objetivo da campanha é:

Colher o maior número de assinaturas possível para dar entrada, junto ao Congresso Nacional, num projeto de Lei de Iniciativa Popular, para que seja obrigatória a construção de um Centro Integrado de Cultura, em cada município cuja população seja superior a 25 mil habitantes.

Esses Centros Integrados serão espaços multiculturais que, além de um teatro — núcleo fundamental do projeto — contarão com “salas de cinema, biblioteca, salas de exposições, salas para eventos e palestras, espaços para cursos e oficinas de teatro, artesanato, artes plásticas, pintura, música, dança”, “um espaço multimídia (…) para fomentar a inclusão digital (…) e, ainda, espaços destinados ao comércio”.

Dou a maior força!Sobre as intenções do projeto e suas bases ideológicas

Não há como questionar a importância da construção de espaços destinados a difusão cultural e artística onde quer que seja. Mesmo que o projeto não chegue a ser posto em prática, só o fato de “fazer barulho” e trazer a questão para pauta de debates já faz com que a iniciativa seja louvável e digna de apoio.

Entretanto, minhas duas formações acadêmicas — uma na área de Educação e outra na de Ciências Sociais — me obrigam a comentar dois pontos do Manifesto que considero controversos.

O primeiro ponto diz respeito ao uso do termo “cultura”. Acredito que é preciso ter cuidado ao afirmar que uma parcela da população está “sem acesso a cultura”. Particularmente não conheço ninguém que esteja “sem acesso” a novelas, Big Brother Brasil, futebol, funk e grafite (pixação)… e tudo isso é cultura. Logo, dizer que “qualidade da educação de um país está intimamente ligada ao acesso que sua população tem à cultura” é, no mínimo, incompleto. O que se quer dizer, creio eu, é que a qualidade da educação de um país está intimamente ligada ao acesso que sua população tem à cultura que as escolas consideram legítima e digna de reprodução (o que também é discutível, mas, enfim…).

O segundo ponto — e esse me preocupa mais — diz respeito as afirmações, com questionável base teórica, que apontam a educação como elemento fundamental para a construção de um projeto nacional e grande (principal?) responsável pela redução das desigualdades sociais (Bourdieu deve ter se revirado no túmulo).

Dizer que “quanto melhor o nível de educação, menor serão as desigualdades sociais” é acreditar, dentre outras teorias, no paradigma da educação redentora (vasta bibliografia sobre o tema na Internet), que já foi questionado por inúmero filósofos, sociólogos e educadores (arrisco até dizer que na biblioteca da Faculdade de Educação da UFJF — onde concluí uma de minhas graduações — exista uma sessão inteira só com livros, dissertações e teses sobre o tema).

Não sei se existem, nos dias de hoje, sociólogos ou educadores que ainda defendam a ideia de uma educação que busque adaptar o indivíduo ao meio para curar suas mazelas sociais.

Enfim… como disse acima… apoio integralmente a iniciativa de construção de espaços destinados à arte, mas acho importante promover uma discussão mais aprofundada sobre as ideias contidas no Manifesto para que, assim, tenhamos um Projeto de Lei que, se aprovado, será realmente a maior transformação da história da cultura brasileira.

Para conhecer todos os detalhes sobre o funcionamento dos Centros Integrados de Cultura, visite a página do “Mais Teatro, Brasil!” e leia o Manifesto. Lá você também encontrará informações sobre a viabilidade econômico-financeira do projeto, o conceito arquitetônico dos Centros Integrados e a importância deles para o desenvolvimento cultural da população dos municípios onde eles serão construídos.

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UPDATE: Via Livros e Afins, uma lista com outros blogs que participam da blogagem coletiva.

  1. Caducando: Teatro; onde possível
  2. Caminhante Diurno: Mais teatro, Brasil!
  3. Código Livre: Mais teatro, Brasil! Dou a maior força
  4. Gatos em Foco: Mais teatro, Brasil! Dou a maior força
  5. Interpretante Imediato: Dou a maior força
  6. Jeguiando: Mais teatro, Brasil: Blogagem coletiva
  7. Jornalista Masini: Mais teatro, Brasil
  8. Jujuba Crônica: Mais teatro, Brasil
  9. Trecos e trapos: Mais teatro, Brasil
  10. Vivendocidade: Vamos ao teatro!
  11. Lendo.org: Mais teatro, Brasil! Disseminando a cultura
  12. Visão Panorâmica: Cultura, teatro e cidadania: mais teatro, Brasil!
  13. Vísceras literárias: mais teatro, Brasil!
  14. Coca gelada: Mais Teatro, Brasil!
  15. ClickFoz: Quer um teatro em sua cidade? Então apoie
  16. Divã do Masini: Blogagem coletiva Mais Teatro, Brasil!
  17. Pugnus Comunicação: Manifesto Mais Teatro Brasil
  18. Nossa Noite: campanha pró-teatro
  19. Claudia Belhassof: o teatro é nosso
  20. Encontro de Twitteiros Culturais apoia a campanha
  21. Pensamenteando: você já foi ao teatro?
  22. DJ Ilan Kriger: Mais Teatro, Brasil! Espalhe essa ideia
  23. Ernesto Diniz: Mais Teatro Brasil

Ok Go finalmente encontra Rube Goldberg

Quando eu era criança, por volta dos 9 ou 10 anos, costumava preencher folhas e mais folhas de caderno com gigantescos esquemas para máquinas de Rube Goldberg.

Pra quem não sabe, uma máquina de Rube Goldberg é uma engenhoca que busca, de forma complexa e geralmente envolvendo uma reação em cadeia, executar uma tarefa simples. Explicado assim pode parecer complicado, mas qualquer pessoa que tenha assistido a abertura do programa Ra Tim Bum durante a infância vai lembrar da tal engenhoca. Um exemplo mais recente, que virou meme há alguns anos e ainda é o meu favorito, foi o comercial “The Cog”, do Honda Accord.

Desde o primeiro clipe da banda Ok Go — aquele das esteiras, Here it goes again — eu suspeitava que esse momento chegaria.

Finalmente, a Rube Goldberg do OK Go em This too shall pass.

Que tal ter um círculo do inferno só pra você?

Quaresma, tempo litúrgico de conversão… mas não para Eugenio Merino, criador da obra “Starway to Heaven” (Escada para o paraíso) que, ironicamente, deve ter garantido ao artista espanhol a honra de ser uma das poucas pessoas a ter seu próprio círculo no inferno (abaixo do círculo dos pedófilos e logo acima do círculo para onde vão as pessoas que falam ao celular dentro do cinema).

A obra de Merino retrata 3 homens rezando, um em cima do outro: um muçulmano, sobre ele um sacerdote católico e acima dos dois um rabino judeu, todos segurando seus respectivos livros sagrados — a Alcorão, a Bíblia e a Torá.

Mas não pense você que, quando morrer, Eugenio vai pro inferno de classe econômica. A passagem de 1ª classe ele consseguiu com a obra que pode ser vista ao fundo: uma metralhadora Uzi com um menorá (candelabro ritual judaico) saindo do cano.

Obra de Eugenio Merino

Em tempo: a obra foi vendida por 45 mil Euros (cerca de R$112 mil) para um colecionador belga que, ao que parece, também quer conquistar seu direito a uma cobertura de frente para o mar das almas perdidas.

Via G1.

Um ano lendo quadrinhos – A Lista

No post anterior, quando falei sobre minha decisão de passar 2010 lendo apenas graphic novels, esqueci de comentar que, justamente por não entender do assunto, preciso de dicas de leitura.

As primeiras recomendações vieram do Aleph Ozuas, da Corrupiola.

Coloquei os nomes dos tradutores para saber se alguém tem algum comentário. Devo ler alguma dessas histórias na versão original?

1. Umbigo sem fundo, de Dash Shaw (tradução de Érico Assis).

2. Black Hole, de Charles Burns (tradução de Daniel Pellizzari).

3. Área de segurança Gorazde: a guerra da Bosnia Oriental 1922-1995, de Joe Sacco (tradução de Sérgio Augusto Miranda).

4. Uma História de Sarajevo, de Joe Sacco (tradução de Cris Siqueira).

5. Derrotista, de Joe Sacco (tradução de Cris Siqueira).

Graphic Novels

Chegaram também as dicas do @thiroux.

6. Persépolis, de Marjane Satrapi (tradução de Paulo Werneck)

7. Fun Home, de Alison Bechdel (tradução de André Conti)

8. Maus, de Art Spiegelman (tradução de Antonio Macedo de Soares)

9. Os Supremos, de Mark Millar & Bryan Hitch (tradução de Jotape Martins e Fernando Lopes)

Graphic Novels 2

E o irmão @kadutheway recomenda.

10. From Hell, de Alan Moore (importado)

11. Batman: A piada mortal, de Alan Moore (tradução de Ideraldo Domingos)

12. 1602 – Edição Definitiva, de Neil Gaiman (tradução Helcio de Carvalho e Marcelo de Castro Bastos)

13. Fumaça e Espelhos: Contos e Ilusões, de Neil Gaiman (tradução de Claudio Blanc)

Graphic Novels 3

E então… que outras graphic novels devo ler em 2010?

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NOTA: A @CarolaRodrigues mandou várias dicas, mas algumas tem uma característica meio problemática pra mim: são séries muito, muito longas. Se eu pegar, por exemplo, Lobo Solitário, que tem mais de 20 volumes, cada um com mais de 300 páginas, vou passar 2010 inteiro lendo só uma história. :)

Um ano inteiro lendo apenas quadrinhos

No final do ano passado, quando publiquei o post falando sobre clássicos da literatura adaptados para os quadrinhos, comecei a pensar na possibilidade de aproveitar 2010 para corrigir uma falha imperdoável na minha formação literária: a de ter lido pouquíssimas graphic novels.

RetalhosEm 2009, por conta do lançamento de Watchmen nos cinemas, acabei comprando a edição definitiva. Esse ano, pra começar bem, decidi ler Retalhos, de Craig Thompson, graphic novel lançada nos EUA em 2003 e aqui no Brasil em 2009, vencedora de três Harvey, dois Eisner e um prêmio da Associação Francesa de Críticos e Jornalistas de Quadrinhos, descrita por Neil Gaiman como “comovente, delicada, com desenhos maravilhosos e sinceridade dolorosa” e, possivelmente, “a graphic novel mais importante desde Jimmy Corrigan (outra que está na minha lista para 2010).

Assim que receber (comprei pela Internet) e tiver a chance de folhear, mostro aqui algumas páginas. Nesse meio tempo, se você curte quadrinhos, não deixe de visitar o blog de Craig Thompson para conhecer o excepcional trabalho do rapaz.

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AVISO AOS LEITORES

Os links da edição definitiva de Watchmen e de  Retalhos que aparecem nesse texto fazem parte do Programa de Afiliados do Submarino e me garantem uma comissão de 8% sobre valor das vendas. No entanto, a adesão a esse programa não tem como função gerar nenhum tipo de renda para o blogueiro que vos fala: todo o valor arrecadado com as vendas — incluindo os valores gerados pelas compras que eu mesmo fizer — será convertido em doação de livros.


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" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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