Archive for the 'Filmes' Category

Art & Copy (download)

Meu parceiro Tio .faso — com quem tenho longos debates sobre pirataria e direitos autorais — que me perdoe, mas tenho que compartilhar os links para download do fantástico documentário Art & Copy, de Doug Pray (o mesmo cara de Hype!), lançado nos “US and A” no início de 2009, já disponível na Amazon por US$13 (DVDs usados), e que, provavelmente, NUNCA será lançado aqui no Brasil.

Como o documentário está em inglês, sem legenda, não vou me dar o trabalho de traduzir o “plot summary”, retirado IMDB.

“…it reveals the work and wisdom of some of the most influential advertising creatives of our time — people who’ve profoundly impacted our culture, yet are virtually unknown outside their industry. Exploding forth from advertising’s “creative revolution” of the 1960s, these artists and writers all brought a surprisingly rebellious spirit to their work in a business more often associated with mediocrity or manipulation: George Lois, Mary Wells, Dan Wieden, Lee Clow, Hal Riney and others featured in ART & COPY were responsible for “Just Do It,” “I Love NY,” “Where’s the Beef?,” “Got Milk,” “Think Different,” and brilliant campaigns for everything from cars to presidents.”

Abaixo, o trailer…

…e links para download das 4 partes: Parte1, Parte2, Parte3 e Parte4.

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Literatura e Ficção Científica, quem curte?

Hoje em dia, com a Internet, informações sobre genética, inteligência artificial, viagens espaciais e física quântica estão ao alcance de todos. Será que isso torna mais difícil a tarefa de produzir livros e filmes de ficção científica? Além disso, será que livros desse gênero podem ser considerados “alta literatura”? E por que histórias desse tipo não fazem sucesso no Brasil?

Se você curte Philip K. Dick (autor de Blade Runner), Isaac Asimov (Eu, Robô) e Willian Gibson (Neuromancer), recomendo dar uma olhada no vídeo abaixo, que traz a primeira parte do programa Espaço Aberto, da Globo News, sobre literatura e ficção científica. Para ver as partes 2 e 3, dê um pulo no canal Dois Espressos, no YouTube.

Qualquer pai sabe o que é melhor pros filhos?

KKK

A imagem acima saiu dessa série de fotos divulgadas pela revista LIFE e mostra uma criança sendo preparada para uma cerimônia da Klu Klux Klan. Essa e outras fotos, onde pais e filhos aparecem juntos, me fizeram pensar no seguinte:

Qual o impacto de uma educação familiar desse tipo na vida dessas crianças? A educação nesse ambiente, de alguma forma, limitará/determinará sua visão de mundo e suas escolhas morais como adulto? Quais são as chances de que uma criança criada dentro da KKK transcenda sua formação cultural e se torne um adulto tolerante em relação a outras raças?

É claro que todas as perguntas acima são meramente retóricas.

O que eu realmente quero saber é se, com base nas respostas que todos temos para as perguntas anteriores, algum tipo de controle deveria ser exercido sobre estes pais no sentido de proteger essas crianças de ideologias que difundem o proselitismo e o sectarismo?

Afinal, pais têm o direito de transmitirem a seus filhos a ideologia que desejarem — QUALQUER que seja a ideologia ou existe um limite? E se essa ideologia fizer com que essas crianças se transformem em adultos como o da cena abaixo, ainda assim nada deve ser feito?

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UPDATE:

As opiniões da Psicanalista e Psicóloga Aline Accioly sobre esse assunto estão no post Pais e Filhos, no blog mundo accioly.

Adepto da Virtualidade¹ (biografia digital 1993~98)

AnarchistcookbookPor causa de dois excelentes posts do Mario Amaya sobre cibercultura Sempre fui cyberpunk” e “Uma crítica à cibercultura— acabei fazendo uma retrospectiva dos meus anos pré-Internet e lembrando dos fragmentos de cultura digital que fizeram parte da minha formação cultural.

No começo dos anos 90 (mais especificamente em 1993) eu era um lamer de 16 anos, com um PC 386 e um modem USRobotics de 14.400bps,  que achava que ser subversivo era ter no HD de 80MB uma cópia do Jolly Roger Cookbook, o “livro de receitas dos anarquistas”.

Acessava diariamente (ou “noturnamente”, pra ser mais preciso) a CentroIn, Mandic e Louca BBS², era Co-SysOp da JMBBS e dividia com um amigo (quando meus pais deixavam e apenas entre às 2h e 6h da madrugada) a manutenção do meu repositório pessoal de “informações subversivas”: a Silent Walkers BBS (o nome era meio ridículo, mas as telas feitas no TheDRAW eram fodásticas!)

Naquela época — e esse é um detalhe que os mais novos devem desconhecer o número de pessoas que podiam se conectar ao mesmo tempo em uma BBS era limitado pela quantidade de linhas telefônicas de que ela dispunha a LoucaBBS, por exemplo, tinha menos de 40 linhas. Para poder jogar MUD — uma espécie de World of Warcraft em modo texto eu esperava até meia-noite (quando as ligações passavam a ser gratuitas), colocava o PC para discar o número da BBS, aumentava o volume das caixas de som e ia fazer outra coisa, esperando que a conexão fosse estabelecida e o computador emitisse o famoso som que a “geração Velox/Speedy/NET Virtua” nunca ouviu.

GURPSCyberpunkFoi também nesse período que eu descobri o RPG e Loyd “The Mentor” Blankenship, um dos fundadores da Legion of Doom e autor de GURPS Cyberpunk, “o livro retido pelo Serviço Secreto dos EUA”, que apresentava como cenário de jogo um futuro distópico, definido pela interação do homem com a tecnologia e pelo conflito social. Foi esse livro que me levou a 1984 e Neuromancer, aos trabalhos de H.R. Giger e a filmes como Blade Runner, Akira e THX 1138 (um de meus filmes favoritos).

hmgigerA mistura de tudo isso com citações de Henry David Thoreau e exemplares da Heavy Metal Magazine³ deu origem ao fanzine Mídia Nômade, que abordava temas como ativismo, desobediência civil, intervenções urbanas e cultura digital (foram editados apenas 3 exemplares, com 4 páginas cada). Anos depois tentei re-editar o Mídia Nômade em formato eletrônico, mas “a onda” tinha passado.

Enfim, veio o lançamento do Windows 98, o surgimento do Audiogalaxy, o crescimento da Google e o fim do período Mezozóico da Internet.

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¹ Referência a Mago: A Ascensão.

² Lembro que assim que me tornei Co-SysOp da JMBBS, a empolgação em acessar diferentes BBSs do Rio, São Paulo e Belo Horizonte acabou me rendendo uma conta telefônica no valor de 400 URVs (que foi paga com a venda do meu kit multimídia da Creative Labs).

³ Pros que não conhecem, segue link para download direto do exemplar de novembro de 1993 da Heavy Metal Magazine.

transmetropolitan_1_______________

Addendum

Além das referências já citadas, recomendo também a série pós-cyberpunk Transmetropolitan, escrita por Warren Ellis e ilustrada por Darick Robertson (download gratuito da edição #1 direto da DC Comics, em inglês).

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“Num mundo duro e em desintegração há pouco em que acreditar ou com o que se identificar, com exceção de si mesmo. Quem você realmente é se tornou muito menos importante que sua imagem — quem as pessoas pensam que você é ou poderia ser. Isso vale para tudo, de roupas a acessórios tecnológicos e até seus avatares na rede”.

Loyd Blankenship – Cyberpunk

Retweet #3 (cegonhas, coxambranças e trolls)

CegonhaPros que ainda não viram (saiu já tem um tempo) o novo curta da Pixar, Partly Cloudy, exibido antes do tão aguardado Up (estréia marcada para setembro no Brasil), é mais uma prova de que a DreamWorks ainda tem que comer muita feijão (via Smelly Cat).

O ilustríssimo @guilhermebriggs soltou um tweet com link para download direto de um dos muito exemplos de filmes que não têm a menor graça no audio original, mas na versão dublada são imperdíveis! Baixe AGORA “O filme mais idiota do mundo“.

Cultura FracassouVia feed do Livros e Afins, uma sentença por estupro dada por um juiz de Porto da Folha, em Sergipe, no ano de 1833. Veja qual foi a pena para o “sujeito sem vergonha que não nega as suas coxambranças e ainda fez isnoga das encomendas de sua victima”.

Pra terminar, leia o excelente texto do @marioamaya sobre flaming, trolls e cyber-bullying (via feed do Different Thinker). Segue um trecho.

A cultura fracassou. Facetas desse fracasso são a incapacidade de comunicar-se civilizadamente, porque o próprio conceito de um comportamento civilizado desmoronou. Também caracterizam nossa época a vontade exacerbada de falar e nenhuma de ouvir. A intimidação como ferramenta de prestígio social. O recurso fácil ao rótulo para classificar tudo sem precisar explicar. O desinteresse por ideias que não sejam as suas próprias. Falta de compreensão das motivações pessoais alheias. Tendência a desconsiderar a possibilidade de uma declaração conter senso de humor e ironia. Ausência de empatia com os sentimentos de quem não se conhece em pessoa. A opção primária pela ameaça para “marcar território”. A crítica que não visa comentar visando o melhoramento de algo, somente destruí-lo.

Chegamos ao ponto lamentável em que crítica e ataque, comentário e provocação, sempre são tomados como uma e mesma coisa. E a única defesa conhecida por quem assim pensa é outro ataque pior. Em apenas duas ou três respostas, já temos um flamewar.

O que importa é o que você está vendo

baraka_filmMuito antes do Matt, no começo dos anos 90, os cineastas Ron Fricke, Mark Magidson e mais uma equipe de três pessoas pegaram US$4 milhões e cairam na estrada para, durante 14 meses, percorrer 24 países em 6 continentes. Durante esse período — e usando o caríssimo filme widescreen de alta-definição TODD-AO, de 70mm — eles produziram Baraka (IMDB), filme considerado por muitos como definitivo em seu estilo, com tomadas de tirar o fôlego, unidas por uma trilha sonora inacreditável, que mostram a beleza e a destruição da natureza e dos seres humanos.

HomeSeguindo o mesmo estilo de documentários com “paisagens aéreas do mundo inteiro para sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária” temos agora HOME, produzido pelo francês Yann Arthus-Bertrand e lançado mundialmente semana passada, no dia 5 de junho.

Pra quem curte fotografia, natureza ou artes visuais de um modo geral, ambos são filmes obrigatórios. Enquanto em HOME você é conduzido através da experiência visual por um narrador, em Baraka, um filme não-verbal, apenas com imagens e sons, é você quem cria o roteiro.

Segue abaixo o trailer de HOME (assista em HD).

Pra mim o que estraga compromete um pouco o trabalho feito em HOME é justamente a narração… o já gasto discurso-clichê de que “temos menos de 10 anos para reverter esse quadro catastrófico”, “mudar nossos hábitos de consumo” e “nos tornar conscientes de que estamos explorando a Mãe Terra”. Como em Baraka, tudo isso poderia ter sido feito de forma não-verbal, apenas com uma boa edição de imagens e trilha sonora impactante.

Home pode ser assistido dietamente no YouTube, em HD (aliás, só assista em HD), até o dia 14 de junho. Para os que não entendem inglês, existe uma versão narrada em português de Portugal.

Enfim… assista Baraka (disponível no YouTube)… assista HOME… tire suas próprias conclusões… e depois venha aqui me contar.

Coraline não foi feito para crianças

Coraline

Mesmo que o sujeito não saiba que, nos EUA, o filme recebeu a classificação PG (Parental Guidance Suggested, o que significa que parte do conteúdo pode não ser apropriado para crianças) os créditos iniciais deveriam fazer tocar o sino que diz que Coraline não é um filme engraçadinho-meigo-bonitinho como Shrek ou Os Sem Floresta.

Versão cinematográfica do livro de mesmo nome, escrito por Neil Gaiman (R$ 31,00, Saraiva), o filme dirigido por Henry Sellick mesmo diretor de O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 1993) — tem, na minha opinião, sua melhor síntese nas palavras de Enéias Tavares, do Rabisco (vale a pena ler na íntegra).

Lidando com temores infantis, e muitas vezes também adultos, como solidão, tristeza e indecisão, Gaiman vai montando o seu pequeno romance como uma cantiga de ninar que aos poucos se transforma numa pesada e violenta canção noturna. Com diversas referências a Shakespeare, Edgar Allan Poe, Lewis Carroll e à obra prima de Roman Polanski ‘O Bebê de Rosemary’ , só para citar algumas, Neil Gaiman demonstra um domínio perfeito de sua prosa concisa, rápida e afiada. Assim, se Carroll escreveu um livro de crianças para adultos, Gaiman consegue aqui transcender isso, ao escrever um livro adulto para crianças.

Assisti o filme ontem e minha opinião é a seguinte: não perca tempo e pegue logo o pacote-neil-gaiman-completo. Veja o filme (de peferência em uma das salas com a versão 3D), compre o livro, siga o Neil Gaiman no Twitter e não deixe de explorar o site interativo do filme Coraline.


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" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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