Archive for the 'Internet' Category

Art & Copy (download)

Meu parceiro Tio .faso — com quem tenho longos debates sobre pirataria e direitos autorais — que me perdoe, mas tenho que compartilhar os links para download do fantástico documentário Art & Copy, de Doug Pray (o mesmo cara de Hype!), lançado nos “US and A” no início de 2009, já disponível na Amazon por US$13 (DVDs usados), e que, provavelmente, NUNCA será lançado aqui no Brasil.

Como o documentário está em inglês, sem legenda, não vou me dar o trabalho de traduzir o “plot summary”, retirado IMDB.

“…it reveals the work and wisdom of some of the most influential advertising creatives of our time — people who’ve profoundly impacted our culture, yet are virtually unknown outside their industry. Exploding forth from advertising’s “creative revolution” of the 1960s, these artists and writers all brought a surprisingly rebellious spirit to their work in a business more often associated with mediocrity or manipulation: George Lois, Mary Wells, Dan Wieden, Lee Clow, Hal Riney and others featured in ART & COPY were responsible for “Just Do It,” “I Love NY,” “Where’s the Beef?,” “Got Milk,” “Think Different,” and brilliant campaigns for everything from cars to presidents.”

Abaixo, o trailer…

…e links para download das 4 partes: Parte1, Parte2, Parte3 e Parte4.

Di Roma, chocolates ruins?

Nunca tinha ouvido falar da Di Roma Chocolates até saber que eles estavam ameaçando processar o casal do Desencalhamos por causa de uma avaliação negativa publicada no blog. Veja um trecho da história.

“…fomos obrigados a retirar do ar o post “Saga dos docinhos – Di Roma Chocolates”, no qual fazíamos uma avaliação da degustação que fizemos para o nosso casamento na doceria Di Roma, localizada no bairro Carrão, em São Paulo.

Fomos contatados por telefone na manhã desta quinta-feira pelo advogado que representa a empresa, Ricardo Gomes, o qual nos afirmou que, por estar rankeado em terceira posição no Google quando se pesquisa o nome da empresa, o post “mancharia a imagem” da doceria e “atrapalharia as vendas de final de ano, que são muito importantes”.

O advogado nos afirmou que, caso não retirássemos o post do ar, iria nos processar, citando exemplos de blogs que tiveram de pagar indenização por não retirarem o post do ar. Oferecemos a ele o direito de resposta. Dissemos que disponibilizaríamos igual espaço no blog para que a empresa se defendesse, o que é praxe no jornalismo – o Rodrigo, uma das metades de Desencalhamos, é jornalista. Ricardo insistiu que a empresa queria que retirássemos o post do ar”.

Já falaram sobre o assunto a Cintia Costa, a Gabi Bianco, o Alessandro Martins e a LadyBug.

O texto original, removido do Desencalhamos a pedido dos advogados da Di Roma Chocolates, você pode (é claro) encontar no cache do Google.

Bolo de Chocolate para o texto sobre Di Roma

Imagem meramente ilustrativa, sem relação com os produtos Di Roma

Enfim, como não conheço os chocolates da Di Roma, gostaria de pedir a ajuda de quem já experimentou. Para isso, levanto alguns questionamentos:

1. É justo afimar que a Di Roma produz chocolates ruins e de qualidade inferior?

2. Alguém pode confirmar se é verdade que a Di Roma tem um péssimo atendimento?

3. Com relação aos preços, os chocolates da Di Roma são caros?

4. Alguém que entenda do assunto saberia dizer se os chocolates da Di Roma têm gosto de gordura hidrogenada?

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Pronto… agora é só deixar o Google fazer seu trabalho de indexação, escolhendo quais palavras serão relacionadas nas pesquisas.

Adepto da Virtualidade¹ (biografia digital 1993~98)

AnarchistcookbookPor causa de dois excelentes posts do Mario Amaya sobre cibercultura Sempre fui cyberpunk” e “Uma crítica à cibercultura— acabei fazendo uma retrospectiva dos meus anos pré-Internet e lembrando dos fragmentos de cultura digital que fizeram parte da minha formação cultural.

No começo dos anos 90 (mais especificamente em 1993) eu era um lamer de 16 anos, com um PC 386 e um modem USRobotics de 14.400bps,  que achava que ser subversivo era ter no HD de 80MB uma cópia do Jolly Roger Cookbook, o “livro de receitas dos anarquistas”.

Acessava diariamente (ou “noturnamente”, pra ser mais preciso) a CentroIn, Mandic e Louca BBS², era Co-SysOp da JMBBS e dividia com um amigo (quando meus pais deixavam e apenas entre às 2h e 6h da madrugada) a manutenção do meu repositório pessoal de “informações subversivas”: a Silent Walkers BBS (o nome era meio ridículo, mas as telas feitas no TheDRAW eram fodásticas!)

Naquela época — e esse é um detalhe que os mais novos devem desconhecer o número de pessoas que podiam se conectar ao mesmo tempo em uma BBS era limitado pela quantidade de linhas telefônicas de que ela dispunha a LoucaBBS, por exemplo, tinha menos de 40 linhas. Para poder jogar MUD — uma espécie de World of Warcraft em modo texto eu esperava até meia-noite (quando as ligações passavam a ser gratuitas), colocava o PC para discar o número da BBS, aumentava o volume das caixas de som e ia fazer outra coisa, esperando que a conexão fosse estabelecida e o computador emitisse o famoso som que a “geração Velox/Speedy/NET Virtua” nunca ouviu.

GURPSCyberpunkFoi também nesse período que eu descobri o RPG e Loyd “The Mentor” Blankenship, um dos fundadores da Legion of Doom e autor de GURPS Cyberpunk, “o livro retido pelo Serviço Secreto dos EUA”, que apresentava como cenário de jogo um futuro distópico, definido pela interação do homem com a tecnologia e pelo conflito social. Foi esse livro que me levou a 1984 e Neuromancer, aos trabalhos de H.R. Giger e a filmes como Blade Runner, Akira e THX 1138 (um de meus filmes favoritos).

hmgigerA mistura de tudo isso com citações de Henry David Thoreau e exemplares da Heavy Metal Magazine³ deu origem ao fanzine Mídia Nômade, que abordava temas como ativismo, desobediência civil, intervenções urbanas e cultura digital (foram editados apenas 3 exemplares, com 4 páginas cada). Anos depois tentei re-editar o Mídia Nômade em formato eletrônico, mas “a onda” tinha passado.

Enfim, veio o lançamento do Windows 98, o surgimento do Audiogalaxy, o crescimento da Google e o fim do período Mezozóico da Internet.

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¹ Referência a Mago: A Ascensão.

² Lembro que assim que me tornei Co-SysOp da JMBBS, a empolgação em acessar diferentes BBSs do Rio, São Paulo e Belo Horizonte acabou me rendendo uma conta telefônica no valor de 400 URVs (que foi paga com a venda do meu kit multimídia da Creative Labs).

³ Pros que não conhecem, segue link para download direto do exemplar de novembro de 1993 da Heavy Metal Magazine.

transmetropolitan_1_______________

Addendum

Além das referências já citadas, recomendo também a série pós-cyberpunk Transmetropolitan, escrita por Warren Ellis e ilustrada por Darick Robertson (download gratuito da edição #1 direto da DC Comics, em inglês).

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“Num mundo duro e em desintegração há pouco em que acreditar ou com o que se identificar, com exceção de si mesmo. Quem você realmente é se tornou muito menos importante que sua imagem — quem as pessoas pensam que você é ou poderia ser. Isso vale para tudo, de roupas a acessórios tecnológicos e até seus avatares na rede”.

Loyd Blankenship – Cyberpunk

Retweet #3 (cegonhas, coxambranças e trolls)

CegonhaPros que ainda não viram (saiu já tem um tempo) o novo curta da Pixar, Partly Cloudy, exibido antes do tão aguardado Up (estréia marcada para setembro no Brasil), é mais uma prova de que a DreamWorks ainda tem que comer muita feijão (via Smelly Cat).

O ilustríssimo @guilhermebriggs soltou um tweet com link para download direto de um dos muito exemplos de filmes que não têm a menor graça no audio original, mas na versão dublada são imperdíveis! Baixe AGORA “O filme mais idiota do mundo“.

Cultura FracassouVia feed do Livros e Afins, uma sentença por estupro dada por um juiz de Porto da Folha, em Sergipe, no ano de 1833. Veja qual foi a pena para o “sujeito sem vergonha que não nega as suas coxambranças e ainda fez isnoga das encomendas de sua victima”.

Pra terminar, leia o excelente texto do @marioamaya sobre flaming, trolls e cyber-bullying (via feed do Different Thinker). Segue um trecho.

A cultura fracassou. Facetas desse fracasso são a incapacidade de comunicar-se civilizadamente, porque o próprio conceito de um comportamento civilizado desmoronou. Também caracterizam nossa época a vontade exacerbada de falar e nenhuma de ouvir. A intimidação como ferramenta de prestígio social. O recurso fácil ao rótulo para classificar tudo sem precisar explicar. O desinteresse por ideias que não sejam as suas próprias. Falta de compreensão das motivações pessoais alheias. Tendência a desconsiderar a possibilidade de uma declaração conter senso de humor e ironia. Ausência de empatia com os sentimentos de quem não se conhece em pessoa. A opção primária pela ameaça para “marcar território”. A crítica que não visa comentar visando o melhoramento de algo, somente destruí-lo.

Chegamos ao ponto lamentável em que crítica e ataque, comentário e provocação, sempre são tomados como uma e mesma coisa. E a única defesa conhecida por quem assim pensa é outro ataque pior. Em apenas duas ou três respostas, já temos um flamewar.

Onde no espaço está Mike Massimino?

Pra quem não sabe Michael Massimino é um dos “mecânicos” o tipo de “mecânico” que tem doutorado pelo MIT a bordo do ônibus espacial Atlantis e faz parte do grupo de astronautas envolvidos na missão STS-125, que tem como principal objetivo fazer reparos no telescópio Hubble.

Não satisfeito em ser um dos poucos e privilegiados seres vivos a ter uma caminhada espacial em seu currículo, Mike Massimino tornou-se, no dia 12/05, às 17h33, o primeiro sujeito a enviar um tweet do espaço.

Imagem6

O retorno da Atlantis está previsto para o dia 22/05 e, até lá, quem quiser acopanhar os tweets vindos do espaço pode seguir @Astro_Mike no Twitter.

Para saber, em tempo real, por onde anda o twitteiro mais relevante na meritocracia espacial, baixe o arquivo KML que mostra a órbita da Antlantis no Google Earth.

MAS NÃO É SÓ ISSO!!!

Se você curte o Google Earth e coisas do espaço, instale também os aquivos KML para acompanhar as órbitas da Estação Espacial Internacional e do Telescópio Hubble, ambos cortesia do blog Orbiting Frog.

Wolfram Alfa, o Santo Graal da Internet!

Pelo menos foi isso que eu li no The Independent sobre o novo buscador apresentado semana passada na Universidade de Harvard, que entrou em fase de testes ontem à noite (live webcast do povo trabalhando) e será lançado oficialmente na segunda-feira.

Imagem4

Considerado por especialistas como “um salto evolutivo no desenvolvimento da Internet”, o Wolfram Alfa é a bola da vez na questão da tal web semântia: uma inteligência artificial atrelada a um banco de dados global capaz de encontrar respostas para perguntas feitas da maneira comum, como eu e você fazemos diariamente.

Ao contrário do que acontece no Google, se você perguntar ao Wolfram “qual a altura do Monte Everest?”, além de saber a altura você terá acesso a uma página bem bacana com diversas informações relacionadas a sua questão, como localização geográfica, cidades próximas, montanhas próximas, gráficos, planilhas…

Mas o mais legal acontece quando você pergunta a ele “qual a relação entre a altura do Monte Everest com o comprimento da Ponte Rio-Niterói?” ou “qual era a temperatura no Rio de Janeiro no dia em que morreu João Paulo II?” ou “onde está a Estação Espacial Internacional neste exato momento?”: ele responde!

Imagem5Mas nem tudo é perfeito (ainda).

Por ter seu desenvolvimento inicialmente focado em questões profissionais e acadêmicas, o mecanismo de busca “engasgou” durante os testes em perguntas relacionadas a cultura popular. Ao tentar responder uma pergunta sobre “50 Cent”, o sistema “travou” e não conseguiu diferenciar a moeda corrente nos EUA do cantor de rap. Por este motivo (e apenas por este motivo) especialistas acreditam que, por enquanto, o Wolfram não representa ameaça a hegemonia do Google.

Quer ajudar nos teste do Wolfram Alfa? Vai lá brincar com ele.

Se você lê em inglês, vale a pena conferir o artigo completo no The Independent.

Um ponto final no #mimimi Win vs. Mac

Adoro quando alguém escreve algo que, sobre todos os aspectos, representa a síntese de tudo aquilo que penso em relação a um determiado assunto. Ainda mais quando esse alguém escreve melhor e mais sucintamente do que eu escreveria.

Foi o que fez o @marioamaya, em apenas 8 tweets, sobre os comentários em torno da experiência do @izzynobre com seu primeiro Mac, descrita neste post.

mimimi


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Última nota do Moleco

" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
Molecos Viajantes

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