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Cortando o barato dos noivos

Pode dizer… você acha aliança de noivado uma coisa romântica, não acha? Uma prova de amor, né?

Pois deixa eu te contar uma história.

Alianças de noivado só se tornaram populares quando alguns tribunais norte-americanos começaram a recusar processos por “quebra de promessa de casamento“, iniciados por mulheres que haviam sido abandonadas por seus noivos depois de terem mantido relações sexuais. Antigamente processos desse tipo eram comuns, já que era muito difícil uma mulher conseguir um novo marido se já tivesse perdido a virgindade.

Cansados de tais queixas — e da algazarra que os jornais criavam por causa desse tipo de processo — juízes decidiram pôr um ponto final no assunto. Mas como garantir que um casal de noivos pudesse manter relações sexuais se a noiva não poderia mais recorrer à justiça caso o noivo mudasse de ideia? Afinal, ambos queriam sexo, mas para as mulheres os riscos eram muito grandes.

Aliança de Noivado

Se isso não é amor... o que mais pode ser? Fonte: GETTY

Assim surgiu a aliança de noivado: presente que, caso o noivado chegasse ao fim, não seria devolvido ao noivo. Essa solução desencorajaria o noivo a quebrar sua promessa e, caso noivado viesse a ser rompido, proporcionaria automaticamente uma compensação financeira para a noiva.

Em resumo, alianças de noivado — da forma como foram concebidas — são apenas uma conpensação financeira pela virgindade perdida.

Agora olha pra aliança no seu dedo… perdeu um pouco da graça, não perdeu?

Fonte: NYT

Covardes. Covarde.

Trecho de um relato escrito pelo Antonio Prata (grifo meu) sobre uma “abordagem policial” cada vez mais comum na Zona Sul do Rio de Janeiro (e sobre a forma como todos nós enfrentamos esse tipo de situação).

Enquanto um policial dava choques no homem e fazia perguntas, o outro revirava seus pertences com o bico do coturno, espalhando as sacolas plásticas, o cobertor cinzento e um amontoado de miudezas sob a marquise, onde ele se protegia da garoa.

O barulho de matraca da pistola amarela [uma taser gun], tec,tec,tec,tec,tec, como a ignição de um fogão que demora a acender, era abafado pelos gritos do mendigo, recebendo descargas na parte de trás das coxas e nas costas. Mais ainda, era abafado pelas vozes na minha cabeça: ‘Vai lá!’, dizia-me uma delas. ‘Você que teve pré-natal e fralda descartável, você que estudou em escolas privadas e freqüenta mostras de cinema, você, com lentes de contato e livros na estante, você, que veio de uma família estruturada e caminha em direção a um restaurante: vai ficar aí, parado? Outra voz, a voz covarde, me dizia: “esquece. Não é o caso de peitar dois policiais, ainda mais sendo paulista, no Rio de Janeiro. E se te jogarem no camburão? Se te derem choque com a arma amarela?’ A voz corajosa insistia. “É seu dever! E é pouco provável que te batam. Você sabe bem que, desde a redemocratização, a tortura deixou de ser aplicada aos de lentes de contato e livros na estante e ficou restrita aos do outro lado da rua, sob a marquise.’”

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Quem mora em Copacabana, perto do Posto 4 e da Estação Cantagalo do Metrô, presencia cenas como essa quase que semanalmente. Minha mãe, da janela do apartamento na esquina da Bolívar com Nossa Senhora de Copacabana, já viu adultos e crianças, homens e mulheres, gritando e se contorcendo na calçada por causa dos choques aplicados por policiais militares.

Leia o texto completo

“O fim de toda Terra”…

“…Assim os romanos chamavam  as montanhas do Cáucaso. Essa estrada militar georgiana segue o curso dos rios Terek e do ‘negro’ Aragvi, percorrendo ravinas selvagens em meio a cumes nevados.

Temerosos do que haveria na Ásia, os romanos fecharam a garganta mais estreita com um grande muro de madeira e ferro. Foi no fértil sopé dessa cordilheira que, segundo parece, cultivaram-se as primeiras videiras e fabricou-se o primeiro vinho.”

— Hugh Johnson

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Texto encontrado na página final da carta de vinhos do La Saveur de Vanille (também conhecido como “Bistrô das Meninas”), delicioso bistrô na vila de Maringá, próxima a Visconde de Mauá, na Serra da Mantiqueira.

Quer correr 10km em 1h? Pergunte-me como!

Aos 17 anos eu competia e ganhava medalhas. Recebia até desconto na mensalidade por ser atleta do colégio. Tinha 1,89m, 75kg e conseguia nadar 50m pouco mais de 26 segundos.

Hoje, após 17 anos e muitas fatias de bacon, com o peso oscilando entre 90~95kg (e IMC chegando a 27), apesar de encarar algumas trilhas e, vez por outra, um muro de escalada, reconheço que o preparo físico — e principalmente os joelhos — já não são mais os mesmos.

Então, como fazer para chegar aos 35 anos com, pelo menos, metade da disposição que eu tinha aos 17?

O desafio

Não sou de fazer dieta e nem pretendo deixar de comer bacon, portanto, o melhor que posso fazer é tentar melhorar meu condicionamento cardiopulmonar e torcer para que, no processo, alguns quilos desapareçam.

Assim, meu projeto para os próximos 6 meses é treinar para ser capaz de percorrer 10km em menos de 1h.

Considerando que na última edição da Corrida da Fogueira (tradicional corrida de rua em Juiz de Fora) 490 corredores (homens e mulheres) terminaram o percurso de 10km em menos de 1h (o vencedor completou em 30 minutos e 12 segundos), acho que é uma boa média.

Pra monitorar meu desempenho comprei um sensor Nike+ e criei um perfil Nike Running. Como ele vou acompanhar minha evolução e estabelecer metas de corrida, o que ajuda na motivação.

Esse que você vê abaixo (clique para ampliar) é o perfil da minha “corrida de controle”. Uma caminhada de 10km a uma velocidade média de 6km/h (o que eu consigo fazer sem nenhum esforço). Amanhã verei qual o melhor tempo em que consigo completar os mesmos 10km.

corrida

Os detalhes das próximas corridas estarão disponíveis no link “Última corrida”, alí na barra lateral do blog.

Boa sorte para mim!

Enquanto isso, bem longe da África e do Brasil…

…ondas impregnadas de óleo começam a chegar à praia de Orange, no Alabama.

Ondas impregnadas de óleo chegam à praia de Orange, no Alabama

Foto por Dave Martin/AP

O desastre causado pela British Petroleum (BP) já dura 41 dias e a estimativa mais otimista é de que o vazamento só será interrompido daqui a uns 60 dias. Até lá, cerca de 360 milhões de litros de óleo terão sido despejados no Golfo do México (10 vezes mais que o Exxon Valdez, em 1989).

Então, é isso… se no intervalo entre um jogo do Brasil e um programa do CQC/Legionários rolar aquela curiosidade sobre a quantas anda o desastre, acesse o site If It Was My Home ou o Live Oil Cam Feed. Até o final do dia de hoje o vazamento deve chegar aos 315 milhões de litros.

Dimensão do Vazamento - Rio x São Paulo

Dimensão do vazamento, caso ocorresse sobre o eixo Rio x São Paulo: Clique para Ampliar

José Saramago… obrigado por tudo.

Pra terminar, uma de suas frases… que manterei indefinidamente no cabeçalho do blog:

“Estamos afundados na merda do mundo e não se pode ser otimista. O otimista, ou é estúpido, ou insensível ou milionário” — José Saramago, dezembro de 2008.

Mais um stop motion da Olympus

Em julho do ano passado eu falei aqui sobre o stop motion “The PEN Story”, criado para celebrar os 50 anos de lançamento da Olympus PEN.

Hoje caiu por aqui (via tweet que eu perdi… perdoe-me o autor da dica) o “PEN Giant”, novo stop motion da Olympus PEN… bem maior.


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Última nota do Moleco

" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
Molecos Viajantes

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