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Covardes. Covarde.

Trecho de um relato escrito pelo Antonio Prata (grifo meu) sobre uma “abordagem policial” cada vez mais comum na Zona Sul do Rio de Janeiro (e sobre a forma como todos nós enfrentamos esse tipo de situação).

Enquanto um policial dava choques no homem e fazia perguntas, o outro revirava seus pertences com o bico do coturno, espalhando as sacolas plásticas, o cobertor cinzento e um amontoado de miudezas sob a marquise, onde ele se protegia da garoa.

O barulho de matraca da pistola amarela [uma taser gun], tec,tec,tec,tec,tec, como a ignição de um fogão que demora a acender, era abafado pelos gritos do mendigo, recebendo descargas na parte de trás das coxas e nas costas. Mais ainda, era abafado pelas vozes na minha cabeça: ‘Vai lá!’, dizia-me uma delas. ‘Você que teve pré-natal e fralda descartável, você que estudou em escolas privadas e freqüenta mostras de cinema, você, com lentes de contato e livros na estante, você, que veio de uma família estruturada e caminha em direção a um restaurante: vai ficar aí, parado? Outra voz, a voz covarde, me dizia: “esquece. Não é o caso de peitar dois policiais, ainda mais sendo paulista, no Rio de Janeiro. E se te jogarem no camburão? Se te derem choque com a arma amarela?’ A voz corajosa insistia. “É seu dever! E é pouco provável que te batam. Você sabe bem que, desde a redemocratização, a tortura deixou de ser aplicada aos de lentes de contato e livros na estante e ficou restrita aos do outro lado da rua, sob a marquise.’”

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Quem mora em Copacabana, perto do Posto 4 e da Estação Cantagalo do Metrô, presencia cenas como essa quase que semanalmente. Minha mãe, da janela do apartamento na esquina da Bolívar com Nossa Senhora de Copacabana, já viu adultos e crianças, homens e mulheres, gritando e se contorcendo na calçada por causa dos choques aplicados por policiais militares.

Leia o texto completo

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Bibliografia básica para universitários (todos!)

Do genial Mario Prata, a listinha que foi reproduzida por centenas de blogs nos idos de 2001~2002.

De lá pra cá, pouca coisa mudou no meio acadêmico.

1º Ano

“Utopia”, Thomas Morus
“As Grandes Esperanças”, Charles Dickens
“Pollyanna”, Eleanor H. Porter
“Candido ou O Otimismo”, Voltaire
“O Silêncio dos Inocentes”, Thomas Harris

2º Ano
“Tormenta”, Sebastian Junger
“Um Pressentimento Funesto”, Agatha Christie
“Horizonte Perdido”, James Hilton
“Sem Destino”, Lee Hill
“Cuca Fundida”, Woody Allen
“O Idiota”, Fiódor Dostoievski

3º Ano
“A Fogueira das Vaidades”, Tom Wolfe
“Desespero”, Stephen King
“As Ilusões Perdidas”, Honoré de Balzac
“Não se mate”, Carlos Drummond de Andrade
“Enquanto Agonizo”, William Faulkner
“Morte a Crédito”, Louis Ferdinand Céline

4º Ano
“Os Miseráveis”, Victor Hugo
“A Náusea”, Jean-Paul Sartre
“O Suicídio”, Emile Durkheim


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Última nota do Moleco

" (...) Quanto a mim, a base de minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do trabalho devido, claro) -- e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. (...) Vou viver a vida do meu jeito 'preguiçoso coisa ruim', é isso o que vou fazer."

Diário de Jack Kerouac, 23 de agosto de 1948.
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